Corre! é isso mesmo! Corre pra ler essa entrevista super-ultra-mega massa! Você vai conhecer um escritório muito bacana e de quebra vai ser uma aula pra que tá afim de criar asas e montar seu próprio escritório de design…

Massa – Que tal iniciarmos com uma apresentação da Ologia? Aqueles dados básicos: Nome, idade, hobby, o que faz da vida, etc.
A Ologia é uma empresa jovem, recém nascida no mercado mineiro e no clube dos Design Thinkers. Nós (Ana Barroso e Leonardo Dornelas) trabalhávamos juntos com desenvolvimento de Projetos e Planejamento na 5Clicks, uma agência digital muito bacana de BH. Foi lá que começamos a conversar sobre a possibilidade de uma nova empresa.
Não definimos a Ologia como uma agência, mas também não somos consultoria. Nós gostamos é de resolver desafios complexos contemporâneos que as organizações nos apresentam.
A Ologia é um núcleo pensante que pratica o design como metodologia colaborativa de identificação de problemas e desenvolvimento de soluções centradas nas experiências reais dos indivíduos. Nós trabalhamos com equipes multidisciplinares diferentes em cada projeto, e isso nos dá a possibilidade de ter visões mais robustas e viabilizar soluções mais sustentáveis. Nosso trabalho aborda fases de projetos desde o conceito, passando pela fase divergente, convergindo até a implementação, que é bem mão na massa.

Massa – Qual é a experiência de vocês em design?
Ana – Eu sou formada em Design, pela Herron School of Arts and Design, da Universidade de Indiana, EUA. Lá eu passei por lugares como Indianapolis Children’s Museum, que é o maior museu do mundo voltado para interação com crianças, e pela Indy Racing League, que é a categoria Fómula Indy no Brasil. Mas o que sempre motivou minha paixão pelo Design foi o processo de criação, o momento da pesquisa e a poder do Design transformar um negócio, uma marca ou estimular mudanças de cultura.
Léo – Eu sou administrador, formado pela Universidade Federal de Viçosa, e especialista em Marketing pela Fundação Dom Cabral. Quase toda minha carreira foi em desenvolvimento organizacional, trabalhando em multinacionais como Unilever, Grupo Portugal Telecom e Fiat, mas sempre fui apaixonado por criar coisas. Estudei muito comportamento do consumidor, processos e metodologias de inovação e desenvolvimento de produto, e via o quão poderoso eram esses conceitos se aplicados aos negócios. Até o dia em que comecei a desenvolver um processo meu com base em tudo que tinha visto até então, e daí foi um caminho sem volta.

Massa – Como surgiu a ideia de montar a Ologia? Como começou as conversas entre vocês?
Ana – Bom, eu sempre soube que, voltando para o Brasil depois de 7 anos fora, seria difícil achar no mercado de BH uma empresa ou cargo que absorvesse o meu perfil como profissional. Minha idéia do que é Design é bem diferente do tradicional, então vi a necessidade de criar esse espaço para mim mesma. Mas nunca me vi como dona de alguma coisa, nunca tive a iniciativa de desenvolver um modelo de negócio próprio ou algo do tipo. Até que conheci o Léo na 5Clicks e lá, entre um cafezinho e outro, fomos vendo que tínhamos muitos interesses em comum, que ele se via numa situação parecida com a minha, de criar para si mesmo um mercado. E foi o que fizemos. Sou infinitamente grata por tê-lo conhecido e por encontrar nele uma pessoa que completa totalmente a minha forma de pensar.
Léo – Eu sempre quis ser um “executivo multinacional”. Mas depois de muitos anos nesse ambiente fui percebendo que eu queria fazer mais, ter mais possibilidades de criar coisas para vários tipos de organizações ou situações, e daí percebi que só conseguiria me alimentar disso se tivesse a minha empresa. Quando comecei a trabalhar com a Ana foi sintonia pura. Pensávamos da mesma maneira com relação a como desenvolver projetos, a questão multidisciplinar e experiencial da geração de soluções e de gerar valor para os clientes. E daí veio a história que a Ana contou, e a recíproca é verdadeira. Eu não conseguiria nunca fazer o que eu faço (e amo) hoje se não fosse pela Ana, pois ela é meu complemento.
Massa – Qual o primeiro passo para quem quer montar um estúdio de design?
Sempre frisamos muito o fato de não sermos uma agência, ou uma empresa de design no conceito tradicional da palavra. Então, mais do que qualquer coisa, foi preciso ter muita vontade de mudar o mercado, de lançar uma nova forma de se olhar o papel do “criativo” no cenário corporativo. É preciso ter um foco muito grande no seu posicionamento, uma visão do estilo de vida que você quer ter, dos tipos de projetos você quer buscar, assim como daquilo que você não quer fazer.
Todas essas coisas acabaram esculpindo a forma como construímos nosso modelo de negócios e nossa marca. Talvez descobrir essa essência logo no início seja um dos passos mais importantes para quem quer montar uma empresa, independente do ramo.

Massa – Desse processo de ‘construir’ o estúdio, qual foi a coisa mais legal que aconteceu e a coisa mais difícil?
Ana – O processo de construção foi muito, muito pessoal. Construímos nossa própria mesa, furamos nossas próprias paredes…
Léo – “Nós” nada. EU furei sozinho. Ela ficou tomando cerveja e tirando fotos.
Ana – … enfim, tudo foi feito com muito cuidado. A preocupação em ter um espaço que fosse convidativo, prazeroso, aconchegante, onde pudéssemos ter desde uma reunião mais formal até um bate-papo no fim do dia, foi o que nos fez optar por um modelo muito parecido com uma sala-de-estar de uma casa – de nossas casas, das casas das pessoas que recebemos. Hoje em dia passamos mais tempo aqui do que em qualquer outro lugar – e é ótimo!
Léo – Tudo foi feito por nós, não contratamos ninguém. A coisa mais legal foi viver cada minuto dessa construção, e é assim que fazemos com nosso trabalho. Mas a parte mais difícil foi largar o “osso”. O frio na barriga que dava ao pensar que não teríamos mais o salário no final do mês; a incerteza se o mercado ia entender (ou gostar) da proposta; se conseguiríamos montar o escritório e nos mantermos até conseguirmos um primeiro projeto… Falar com nossos antigos “chefes” que estávamos saindo… conversar com nossas famílias… foi tudo muito intenso, um parto mesmo. Mas fomos corajosos, aceitamos o desafio, somos assim. A Ologia nasceu. E nasceu linda, saudável e cheia de vida; e tá todo mundo falando “ai que coisa mais linda que a Ologia é!”. Somos pais orgulhosos!

Massa – Eu achei a identidade visual de vocês muito massa (literalmente falando!). Como foi o processo de criação?
Léo – Apesar de eu e a Ana conversarmos sobre isso há muito tempo, todo nosso negócio, incluindo nossa identidade, foi formalmente estruturado no carnaval desse ano em Muriaé (MG), na casa da minha família. Paramos os computadores e livros na bancada da cozinha onde fica o fogão à lenha, ao lado de uma Frigidaire antiga e cheia de cerveja gelada. Escolhemos ir pra Muriaé porque nesse período a cidade não tem nada – nem vento pra refrescar.
Ana – Lá verbalizamos a filosofia da empresa, afinamos nossa metodologia e construímos um processo. E foi desenhando nosso processo que vimos que ele é muito visual – começa bem linear, se torna uma emaranhado de idéias na fase de Divergência, se desenrola na fase de Convergência e termina na implementação do projeto. No rabiscar de coisas pecebemos que a tradução visual do processo era bem imediata e falava diretamente do nosso negócio. Então começamos a explorar esse elemento como nosso símbolo.

Léo – Mas era preto e branco, estava com um visual muito “agência”, e as pessoas que trabalham conosco nos projetos não necessariamente trabalham num clima de agência, precisava ser mais neutro sem perder a vivacidade. Aí fomos escolher a tinta para uma parede da sala, tinha que ser uma cor sóbria, mas que trouxesse tranquilidade ao ambiente, que era muito branco. Foi pintar a parede e perceber que aquela era nossa cor (esqueci o pantone!) – diferente, mas fina e sóbria.
Massa – Vocês atuarão exclusivamente com Branding e identidade de marca, ou abrirão mais leques dentro do design? Explique o por que “Design Thinking”.
Design aqui na Ologia é verbo. E como diz Marty Neumeier, um dos caras que inspiram muito nosso trabalho, design significa transformar uma situação x em uma situação x melhor. Se a forma de transformar essa situação for através do Branding, então esse passa a ser o foco do projeto. Se uma nova identidade de marca for a chave de uma comunicação mais rica com o público, então identidade é o foco do projeto. O fato é que design como verbo pode ser aplicado no desenvolvimento de marcas, produtos, serviços ou negócios.
Massa – E nos falem sobre como é a cultura de design em BH?
BH têm profissionais de Design extremamente capazes, que desenvolvem projetos gráficos super bem acabados. O que ainda não se vê em Belo Horizonte é a cultura do design como pensamento ou como metodologia. O empresariado, não só mineiro como no país inteiro, ainda não descobriu o fato de que o profissional de Design, ou profissional que utiliza a sensibilidade e metodologia do Design como ferramenta de trabalho, tem competências que são extremamente importantes para solucionar alguns problemas complexos que o mundo contemporâneo apresenta para as organizações. A falta de credibilidade das corporações, os processos pouco sustentáveis, o grande desperdício de materiais, a confusão das grandes cidades – todos esses são problemas que requerem uma visão mais robusta e multidisciplinar para serem resolvidos. É isso que a Ologia propõe. Essa visão do Design ainda é incipiente em BH. Com certeza vemos muito valor no trabalho que é produzido pelos designers do mercado mineiro e nossa idéia é agregar a sensibilidade visual deles nos nossos projetos – no desenvolvimento de marcas, de dispositivos visuais, peças de apoio. Vamos ter vários parceiros e pretendemos lançar a eles o desafio de produzir mecanismos visuais mais impactantes, com mais significado, menos dispendiosos e que causem menos disperdício.

Massa – Ologia essa é ultima! Pra fechar esse é o momento que vocês soltam o verbo como quiser, pode mandar recado, reclamar, manda beijo pra caravana de piracicaba etc e tal
. A gente do massa agradece a entrevista e paciência pra responder todas essas perguntas e deixa aquele abraço “massozo” pra você. Muito Massa!
Ana – Eu gostaria de agradecer a Massa por sempre ter sido tão bacana comigo. Meu trabalho como designer gráfico apareceu aqui há um tempo e na época fiquei super lisongeada. Agora estou aqui de novo com esse outro lado do Design. Vocês são ótimos. Estão convidadíssimos para virem tomar uma cerveja, um vinho ou café comigo e com o Léo aqui na Ologia. E passear no site: www.ologia.com.br. Um beijo pra vocês. E pra caravana de Piracicaba!
Léo – Como eu sou de família grande, adoro casa cheia. Então, queria convidar todo mundo a passar pela Ologia, seja pelo site, seja aqui no escritório. O bom de casa cheia é que o movimento sempre faz acontecer alguma coisa boa. Obrigado a vocês da Massa, um abraço “massozo” também e contem com a gente sempre. ALÔ CARAVANA DE PIRACICABA, AQUELE ABRAÇO!
*IMPORTANTE: Não deixei de ler esse post até o fim, uma surpresa lhe espera no final…
Nosso entrevistado de hoje é o senhor dos papéis (rsrsr), digo, do Papel Bistrô. Guilherme, ou simplesmente Gui, é catarinense e tem 23 anos. Formado em Artes Visuais, atua há 6 anos na área do design. Atualmente trabalha como designer gráfico na indústria cerâmica, desenvolvendo materiais para PDV, feiras e demais materiais gráficos. Fora dos compromissos de proletariado, se dedica a desenvolver sketchbooks para os que querem ter algo legal para desenhar e escrever. Hey Ho Let’s go!

Massa – Desde quando o Papel Bistrô existe? Como foi que surgiu a idéia?
Gui – O Papel Bistrô surgiu neste ano, no mês de março, mas antes disso eu já produzia cadernos e divulgava o trabalho na minha página pessoal do Flickr.
A idéia de fazer este trabalho surgiu no final de 2008 quando eu conheci o trabalho da designer Rosa Guimarães, e me encantei com a encadernação artesanal. Decidi que iria aprender a fazer, não sabia como iria aprender e nem o que fazer com isso, mas eu queria. Era época de projeto de TCC na universidade e então resolvi fazer cadernos artesanais no projeto, o que me obrigou a aprender sobre encadernação. Depois de fazer e apresentar meu TCC, onde desenhei superfícies para as sete etnias que colonizaram a cidade onde nasci, Criciúma, e apliquei em capas de cadernos artesanais, o negócio continuou…fazia um caderno aqui, um álbum de fotos ali, e a coisa foi tomando corpo até virar o Papel Bistrô.

Massa – Fale um pouco da escolha do nome Papel Bistrô?
Gui – Eu queria criar uma marca para dar identidade ao trabalho e aos produtos, fiquei dias pensando e conversando com amigos. A escolha por Papel Bistrô se deu pela vontade de ter um nome que fosse aconchegante, que fizesse relação com o artesanal, com a pessoalidade do material. Então a palavra “bistrô” surgiu, que é um restaurante pequeno, onde as pessoas tem seus momentos de lazer, que preza pela qualidade do serviço e que trabalha também de acordo com a preferência do cliente. O conceito se encaixou aos princípios que planejei para a marca, ficando Papel Bistrô.
Aliás, gostaria de agradecer aos meus amigos pelas conversas sobre o assunto e dicas que me deram.

Massa – Como você aprendeu arte da encadernação? Fez cursos? Auto-didata?
Gui – Aprendi duas técnicas básicas em uma oficina de encadernação na semana acadêmica do curso de Design da UDESC, em Floripa, em setembro de 2008. A partir dessa base eu aprendi outras técnicas de costura e colagem observando fotos de outros profissionais, lendo em livros e na internet. Dediquei-me a pratica para aperfeiçoar a técnica até chegar a algo bom para comercializar.

Massa – Como é o processo de criação e desenvolvimento?
Gui – Com bastante pesquisa de papéis, tecidos e outros materiais. Muitos dos produtos são feitos com base no que as pessoas pedem com freqüência, como cadernos básicos com revestimento preto e detalhes coloridos. Os formatos também são escolhidos pensando no manuseio. Já os projetos mais especiais, eu geralmente converso com a pessoa pra entender o seu gosto, assim consigo produzir um sketchbook bastante pessoal.

Massa – Você é formado em Artes Visuais, como o curso contribui na criação dos cadernos?
Gui – Técnicas de montagem, planificação, pintura e colagem sempre são bem utilizadas, mas são nos projetos especiais onde consigo criar mais e aplicar outros conhecimentos adquiridos nos curso e na minha profissão, como no projeto dos cadernos étnicos que comentei anteriormente. Fora isso, sempre estou pensando em algo novo para produzir, explorando as possibilidades com as costuras, com as ferramentas, e pesquisando possibilidades de parcerias.

Massa – Eu quero ter um! Como faço pra comprar?
Gui – Ah, é bem simples: Pode entrar no site www.papelbistro.com, ver alguns modelos e entrar em contato através do e-mail contato@papelbistro.com
Abraços a todos os leitores do Massa! Espero que gostem da entrevista e do meu trabalho.
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Se você ficou apaixonado pelos cadernos do Gui, e quer por que quer ter um! O massa é a solução para seus problemas.
Eis que surge uma promoção Massa do Papel Bistrô através do blog.
Simples, Digite no seu twitter a seguinte mensagem:
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Fazendo isso você está participando do Sorteio do caderno aí de baixo que acontecerá na quinta-feira, tá esperando o que?
Você tem até quinta! Valendo!!!!
