O Massa esteve presente no Pixel Show Porto Alegre, e passa para vocês que não puderam ir, um pouquinho do que foi o evento. Pela primeira vez na capital do Rio Grande do Sul, um dos maiores eventos de arte + design + ilustração reuniu jovens estudantes, profissionais e apaixonados por criação na Usina do Gasômetro, nas margens do Rio Guaíba.
Foram dois dias de evento recheados de muitas referências. Confira aqui um compilado dos melhores momentos do evento. Esse post dedicado ao primeiro dia, amanhã falaremos sobre o segundo dia do evento.
Nesse primeiro dia (sábado), a primeira palestra começou com o Sound Designer Marcelo Baldin, falando de sua experiência com criação de sons para projetos musicais e de engenharia de som. Falou sobre sua carreira, sobre criatividade, sobre sua paixão por música e sobre seu projeto Combustion. Hoje, além dos projetos paralelos, Baldin também é diretor de arte da CuboCC.
O segundo palestrante da manhã foi o argentino Pulpo. Além de falar de sua tragetória, focou sua palestra na criação de design de games mostrando muitos exemplos de projetos que sua empresa desenvolveu. Desde a criação de cenários, de personagens, até a parte mais técnica de animação, Pulpo instigou o pessoal da platéia interessando por ilustração e por jogos eletrônicos.
No período da tarde, a dupla de criativos da Santa, agência de motion e design subiu ao palco para contar um pouco do processo criativo no desenvolvimento de uma animação. Mostraram trabalhos feitos para a MTV, na vinheta de abertura do programa Acesso. Desde a coleta de referências visuais, a busca na arte de Salvador Dalí, a técnicas simples e sofisticadas, até o produto final pronto para ir ao ar.
Para finalizar as palestras da tarde, Diego Maia, jovem e grande ilustrador 3D fez sua palestra focado no desenvolvimento de criação autoral e projetos pessoais para abrir caminho. Com uma bagagem forte de trabalhos, Diego mostrou um pouco do processo de 3D, enfatizando que a ferramenta gráfica não é o ponto importante, e sim, seu resultado final.
Para fechar a tarde, uma mesa redonda com todos os palestrantes da noite aconteceu, respondendo as perguntas do público e discutindo sobre a profissão, dificuldades, importância de um curso, de paixão pelo que faz.
E olha só quem marcou presença também. A criadora da nossa fofíssima Peny, a Giovana Medeiros. Aqui ilustrando uma tirinha da Peny para deixar o registro no Pixel Show PoA.
Amanhã tem mais, com os comentários do segundo dia de evento.
*IMPORTANTE: Não deixei de ler esse post até o fim, uma surpresa lhe espera no final…
Nosso entrevistado de hoje é o senhor dos papéis (rsrsr), digo, do Papel Bistrô. Guilherme, ou simplesmente Gui, é catarinense e tem 23 anos. Formado em Artes Visuais, atua há 6 anos na área do design. Atualmente trabalha como designer gráfico na indústria cerâmica, desenvolvendo materiais para PDV, feiras e demais materiais gráficos. Fora dos compromissos de proletariado, se dedica a desenvolver sketchbooks para os que querem ter algo legal para desenhar e escrever. Hey Ho Let’s go!
Massa – Desde quando o Papel Bistrô existe? Como foi que surgiu a idéia? Gui – O Papel Bistrô surgiu neste ano, no mês de março, mas antes disso eu já produzia cadernos e divulgava o trabalho na minha página pessoal do Flickr.
A idéia de fazer este trabalho surgiu no final de 2008 quando eu conheci o trabalho da designer Rosa Guimarães, e me encantei com a encadernação artesanal. Decidi que iria aprender a fazer, não sabia como iria aprender e nem o que fazer com isso, mas eu queria. Era época de projeto de TCC na universidade e então resolvi fazer cadernos artesanais no projeto, o que me obrigou a aprender sobre encadernação. Depois de fazer e apresentar meu TCC, onde desenhei superfícies para as sete etnias que colonizaram a cidade onde nasci, Criciúma, e apliquei em capas de cadernos artesanais, o negócio continuou…fazia um caderno aqui, um álbum de fotos ali, e a coisa foi tomando corpo até virar o Papel Bistrô.
Massa – Fale um pouco da escolha do nome Papel Bistrô? Gui – Eu queria criar uma marca para dar identidade ao trabalho e aos produtos, fiquei dias pensando e conversando com amigos. A escolha por Papel Bistrô se deu pela vontade de ter um nome que fosse aconchegante, que fizesse relação com o artesanal, com a pessoalidade do material. Então a palavra “bistrô” surgiu, que é um restaurante pequeno, onde as pessoas tem seus momentos de lazer, que preza pela qualidade do serviço e que trabalha também de acordo com a preferência do cliente. O conceito se encaixou aos princípios que planejei para a marca, ficando Papel Bistrô.
Aliás, gostaria de agradecer aos meus amigos pelas conversas sobre o assunto e dicas que me deram.
Massa – Como você aprendeu arte da encadernação? Fez cursos? Auto-didata? Gui – Aprendi duas técnicas básicas em uma oficina de encadernação na semana acadêmica do curso de Design da UDESC, em Floripa, em setembro de 2008. A partir dessa base eu aprendi outras técnicas de costura e colagem observando fotos de outros profissionais, lendo em livros e na internet. Dediquei-me a pratica para aperfeiçoar a técnica até chegar a algo bom para comercializar.
Massa – Como é o processo de criação e desenvolvimento? Gui – Com bastante pesquisa de papéis, tecidos e outros materiais. Muitos dos produtos são feitos com base no que as pessoas pedem com freqüência, como cadernos básicos com revestimento preto e detalhes coloridos. Os formatos também são escolhidos pensando no manuseio. Já os projetos mais especiais, eu geralmente converso com a pessoa pra entender o seu gosto, assim consigo produzir um sketchbook bastante pessoal.
Massa – Você é formado em Artes Visuais, como o curso contribui na criação dos cadernos? Gui – Técnicas de montagem, planificação, pintura e colagem sempre são bem utilizadas, mas são nos projetos especiais onde consigo criar mais e aplicar outros conhecimentos adquiridos nos curso e na minha profissão, como no projeto dos cadernos étnicos que comentei anteriormente. Fora isso, sempre estou pensando em algo novo para produzir, explorando as possibilidades com as costuras, com as ferramentas, e pesquisando possibilidades de parcerias. Massa – Eu quero ter um! Como faço pra comprar? Gui – Ah, é bem simples: Pode entrar no site www.papelbistro.com, ver alguns modelos e entrar em contato através do e-mail contato@papelbistro.com
Abraços a todos os leitores do Massa! Espero que gostem da entrevista e do meu trabalho.
Se você ficou apaixonado pelos cadernos do Gui, e quer por que quer ter um! O massa é a solução para seus problemas.
Eis que surge uma promoção Massa do Papel Bistrô através do blog.
Simples, Digite no seu twitter a seguinte mensagem:
RT @massacultural Quero ter um caderno que o @guilhermegps faz! [Sorteio Massa do PapelBistrô] http://migre.me/vLbF
Fazendo isso você está participando do Sorteio do caderno aí de baixo que acontecerá na quinta-feira, tá esperando o que?
Você tem até quinta! Valendo!!!!
Hoje o nosso bate-papo massa é com o Ariel Fajtlowicz que, mesmo com seu sobrenome gringo, é brasileiríssimo. Este paulista tem mais de 10 anos bagagem e atua como ilustrador e diretor de arte. Aliás, começou na direção de arte, mas foi pela ilustração que se apaixonou e é através dela que mostra seu talento. Possui trabalhos publicados em diversas editoras e sites nacionais, além de algumas revistas do Reino Unido, onde trabalhou em agências e estudou ilustração. Dada as introduções de praxe, segue a entrevista massa. Hey, ho let’s go!
Massa – Desde quando você desenha? Como você se envolveu com a ilustração? Seu estilo é bem marcado, Como você construiu ele? Ariel – Eu desenhava desde criança, na verdade. Mas depois de um tempo eu acabei parando e deixando de lado, como a maioria das pessoas. Muito tempo depois fui estudar e trabalhar com design, e me envolvi de novo com ilustração. Como designer e diretor de arte eu achei que seria importante conhecer um pouco melhor sobre ilustração, e decidi fazer um curso na Quanta Academia de Artes, a partir daí voltei a desenhar, mas continuai trabalhando como designer. Fui me envolvendo cada vez mais, e em paralelo aos meus empregos em agências comecei a fazer uns trabalhos de ilustração, até que pouco tempo atrás resolvi me dedicar 100% a isso.
Quanto ao estilo, acredito que ainda estou experimentando bastante coisa, e ainda não cheguei no meu estilo próprio. Acho que tem muita relação com as minhas referências e com a minha personalidade.
Massa – Quem são os ilustradores que você tem como referência? Por que eles? Ariel – A lista é quase infinita, eu consumo muito desenho e ilustração, o dia todo, seja na internet, em livros, revistas, gibis, etc… Mas só para citar alguns poucos, os brasileiros: Weberson Santiago, Samuel Casal, Laerte, Kako e Hiro; e os gringos Paul Rogers, Alberto Cerriteño, Gary Baseman e Derek Yaniger. Todos os dias a lista aumenta, mas acabo preferindo artistas e ilustradores com estilo próprio.
Massa – Como surgiu a idéia do My Versions? (Ah, pra quem não sabe o My Versions é um projeto pessoal onde o Ariel interpreta no formato de posters qualquer tipo de referência pop que de alguma forma influencia seu trabalho) Ariel – Acho que é a vontade de produzir, mesmo quando não está rolando nenhum trabalho. Não é nada formal, nem comprometido, faço quando tenho tempo e vontade.
Massa – Enquanto montava sua entrevista, no meu processo de “google you”, encontrei um vídeo que você mostra o processo de construção de uma ilustração do esboço até a arte final? Tem como você falar um pouco do seu processo pra gente? Por exemplo, da onde vem suas idéias? como elas saem do mundo das idéias e se tornam esboços? No vídeo você desenha direto na tela, é sempre assim? Ariel - Meu processo, geralmente é todo digital mesmo, desde o rascunho até a ilustração final, mas ultimamente eu tenho tentado fazer alguma coisa no papel primeiro, é um pouco menos prático, mas mais prazeroso. Sobre o processo e as idéias, aí depende do tipo de trabalho, se é uma ilustração editorial ou publicitária sempre tem o briefing para direcionar as idéias, no caso da ilustração editorial tem o texto. Mas se é alguma coisa mais livre, ou uma ilustração pessoal aí acontece um pouco diferente, eu começo a desenhar com uma idéia na cabeça, mas uma idéia bem crua, e durante o processo geralmente a ilustração sempre acaba tomando outro caminho de uma forma natural.
Massa – Você já atuou dentro de agências e também fora delas como freelancer? Tendo experiência dos dois lados da moeda, o que é positivo e negativo em cada um? Ariel – Durante muito tempo trabalhei em agência, inclusive por um período trabalhei em uma agência na Inglaterra. Comecei como estagiário antes de entrar na faculdade, e até o ano passado era diretor de arte. As vantagens de se trabalhar dentro de uma agência é a garantia do salário no final do mês e a convivência com as pessoas. Como freelancer você trabalha muito isolado, sem muito contato com outras pessoas no dia-a-dia, e isso faz falta. Mas nada compensa mais do que trabalhar de forma livre, sem a burocracia de uma empresa grande.
Massa – Pra quem tá começando a se aventurar no mundo do design e da ilustração, que conselho-amigo você daria? Ariel – Tem que gostar muito, muito mesmo, pq não é um caminho muito fácil para se firmar. Além disso, estudar muito, estar sempre de olho em referências, cursos, oficinas, etc… E no caso de ilustração, desenhar até sangrar…:) Mas o principal mesmo é realmente gostar do que você faz.
Massa – A última, agora é hora de soltar o grito, agradecer, mandar beijo p/ a caravana, reclamar da entrevistadora… Suba no palanque e manda vê! Ariel – Só tenho a agradecer. Vocês do Massa Cultural estão sempre prestigiando meu trabalho e eu fico muito feliz com isso. No mais, quem quiser conhecer mais meu trabalho, bater um papo e trocar uma idéia é só me procurar: www.gloome.net / arifaj.wordpress.com / @arielfajtlowicz / arielfajtlowicz@gmail.com…. estou sempre a disposição…..:-)
Giovana tem 21 anos, é técnica em design e atualmente cursa faculdade de moda. Trabalha com criação de estampas numa equipe de estilo e nos intervalos coleta fotos de coelhinhos e rabisca aleatoriamente. Está na constante busca de um traço próprio, boas roupas pretas básicas e livros em promoção.Dentre os frutos da sua curta carreira, é de extrema importância mencionar que adquiriu uma coleção respeitável de cadernos inacabados, algumas pastas de imagens virtuais gigantescas e umas poucas e boas pedras sorridentes. É apaixonada pelo que faz, e apesar de reclamar, adora não ter tempo para nada e por isso aceito o convite de ser a mentora da Penny, para continuar lhe faltando tempo.
Como os últimos meses foram meio atribulados na minha vida, só agora eu fiquei sabendo que o Carlos Meira colocou seu site novo no ar – foi em janeiro. Mas o que importa mesmo dessa história são os trabalhos deste ilutre senhor! Sim, suas ilustrações são espetaculares, pois envolvem esculturas de papel!!!! Totalmente Massa!
Um resuminho sobre ele roubado do seu blog:
“Carlos Meira atuou muito tempo como designer e diretor de arte em agências de propaganda. Nos últimos anos abraçou a ilustração e principalmente a escultura em papel. Realizou seis exposições individuais e ilustrou cinco livros. Alguns clientes atendidos: AMANCO DO BRASIL, BESC, COMPANHIA SUZANO DE PAPÉIS, COSTÃO DO SANTINHO, INTELBRAS, MALWEE, MARISOL, MITSUBISHI, NÍVEA, PARMALAT, PHILIPS, PORTOBELLO, REVISTA VEJA, SEBRAE, SESC-SC, SHOPPING ANÁLIA FRANCO.”
Agora, todo mundo de babados nas mãos, e vem comigo: