Chocolate aqui no massa! GOOOOLLLL
Sim, seção fresquinha no massa cultural!
Agora você vai poder sabe o que as mentes pensantes por aí pensam de coisas que todo mundo gostaria de saber…
Aquelas questões existências que perturbam as mentes que buscam sustância criativa vão estar por aqui! Para ampliar horizontes e estimular a discussão, a gente sempre vai trazer sete respostas de sete pessoas “massa” para aquele tipo de pergunta “ser ou não ser eis a questão?”
Pra inaugurar a brincadeira a pergunta é:
Como estimular a criatividade?
Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigada Anelise, Gutenberg, Helene, Lu, Nathalie, Sérgio, e Wagner… vocês são massa!!! ilustrações da dona Geovana)
01.
Nosso grau de criatividade se dá pela diversidade de combinações que conseguimos elaborar entre os mais diferentes elementos, sejam objetos, situações, cores, cheiros ou texturas. Assim sendo, quanto maior nosso repertório, maior são as possibilidades de combinações. Para isso devemos nos permitir arriscar um pouco, inverter a ordem das coisas, pegar o ônibus trocado, andar a pé por ruas que não conhecemos, ligar a tv nos horários e canais mais inusitados, viajar, conversar com pessoas com quem geralmente não conversamos, pedir a pizza de um sabor diferente, trocar o lugar dos móveis de casa, fazendo disso, por fim, um constante exercício.
Anelise Zimmermann é professora no Curso de Design da UDESC, ilustradora e designer, e sonha ainda em ser atriz de novela mexicana…rsrs
02.
Todos nós somos criativos em potencial e isto a gente percebe no mais cotidiano de nossos dias. Mas o que diferenciaria uma pessoa normal, cotidiana, o cara que você vê todo dia no espelho, de um gênio? O que diferenciaria um john, de um Lennon? Um igor, de um Stravinsky? Um jackson, de um Pollock? Um paulo, de um Leminski? Um fernando, de um Pessoa?
E eu vos respondo: o TESÃO.
Aquele mesmo tesão responsável por encher regiões pobres do planeta de crianças abandonadas, magras, sedentas de fome e de oportunidades é o mesmo responsável por nutrir os gênios. A diferença é que o Tesão dos gênios não é canalizado apenas para o sexo, mas para a linguagem, para a arte, para a sua arte.
É impossível não ficar excitado ao ouvir um Astor Piazzola tocar Adios Nonino; impossível não morrer de tesão assistindo ao Det sjunde inseglet de Ingmar Bergman; impossível não gozar ao ler a palavra dansa – errada nos dicionários – e “conscertada” por Guimarães Rosa.
Impossível!
Inimaginável!
E isso se dá porque há tanto tesão no autor, quanto em você, cara pálida, simples leitor. Afinal, somos todos criativos em potencial.
Estimular a criatividade é estimular o tesão que todos nós carregamos dentro de nós. Mas cuidado! Não é um simples ato fornicatório que vai fazer de você um gênio, Rita Cadillac que o diga. É o tesão que você sente pelas coisas que você se propõe a fazer. O Paulo, não um paulo qualquer, mas o Leminski nos disse que “poesia está longe de ser a coisa mais importante do mundo; mas para que faz, tem que ser.”
E você tá esperando o quê?
Baixe a cueca da sua arte e vá viver em tesão pleno, vá gozar (n)a vida!
Gutemberg Geraldes é poeta, professor, publicitário e doutorando em ciências da linguagem pela UNISUL.
03.
Este estímulo deve ocorrer de forma involuntária para não encarcerarmos a imaginação, mas tem atitudes fundamentais: Um criador deve estar atento ao que se produz em artes visuais, literatura, cinema, música, teatro, design, propagandas, artistas de rua, circo, ele deve perseguir o inusitado, o incomum, o impensável. Deve ser alguém disposto a ver, e para isso necessita desacelerar. O olhar que contempla abre acesso ao lado reflexivo do pensamento, iniciam aí as associações, os cruzamentos entre o que se vê, o que se sabe e o que carregamos de bagagem de vida, pois nossas experiências contribuem muito. E por fim, não há melhor exercício de busca do novo que o desenho, espaço aberto ao impensável que falei acima.
Helene Sacco – Artista plástica e Prfª Msc. em Artes visuais
04.
buy medicine online alt=”lu” width=”200″ height=”168″ />Tema complicado, principalmente no tão conhecido momento da “folha em branco”, quando qualquer idéia resolve fugir pela janela. O que eu geralmente faço é me informar antes de começar qualquer trabalho. A informação é à base de tudo!!! Informação visual e conceitual. Busco muitas referências, tento mergulhar no universo que tenho que representar e, a partir disso, provar sem medo – e provar muuuito! Sei cialis soft tabs vs cialis que nesse mercado, impera a lei do “fast food” em que todo job tem que ser feito pra ontem. Mas é importante – e diria muuuuuuuuuuuuuuito importante – que antes de botar a mão na massa =), separe um tempinho só para se bombardear de informação.
Lu Bicalho é designer e ilustradora, atualmente trabalha na Webar Interactive na Argentina.
05.
Fuja do seu objetivo. Sim, isso mesmo. Se você precisa ilustrar um artigo comportamental, por exemplo, o ideal é não procurar referências em revistas e jornais. Parece meio ‘nonsense’ a princípio, mas se nos prendermos à mídia e ao tipo de criação nada será obtido, apenas mais do mesmo.
Use o seu sexto sentido (meninos, vocês também o têm, acreditem). Repare na tomada que parece um rosto feliz, nas gotinhas que apostam corrida no vidro do carro, nas cores da rua e você não vai ter que se preocupar em pensar na grande idéia. Ela já estará dentro da sua mente, em pleno processo de criação.
Nathalie Folco é repórter e redatora da revista Computer Arts/Computer Arts Projects da Editora Europa.
06.
Gostei da iniciativa.
Quanto ao assunto em questão: A criatividade ou capacidade de criar é um atributo exclusivo do ser humano, presente divino, o que há em nós de mais semelhante a Ele.
Eu estimulo a minha, lendo e vendo muita variedade de assuntos para poder fazer conexões. Também tenho um posicionamento frente aos obstáculos: nunca contorná-los, sempre achar um meio de resolvê-lo. Tudo que existe pode ser melhorado e todo o problema tem solução. É daí que surgem as invenções que nada mais são que soluções criativas.
Sérgio Honorato – Artista plástico e fotógrafo
07.
Acredito que a inspiração é o primeiro passo para estimular a criatividade, mas ela não surge de uma luz divina que recebemos de um ser superior. Todas as pessoas criativas que conheço são extremamente informadas e contextualizadas em sua dimensão profissional. O criativo é curioso por natureza. Faz por vontade própria, acha o estimulo dentro e fora de si, não tendo uma ordem para que se tenha luz em um exato momento. Existem inúmeras receitas para o estímulo criativo, Walt Disney disse certa vez que Criatividade é como ginástica: quanto mais se exercita, mais forte fica, uma forma de pensar bastante interessante. Na minha visão e, baseado na minha curta, mas proveitosa experiência profissional e pessoal, acredito que a receita está ao nosso redor. Ler, se informar, se atualizar, tentar compreender a visão oposta, ter a humildade de reconhecer trabalhos até de nossos concorrentes, respirar, pois só vivos e ativos nesse mercado sufocante é que vamos conseguir fazer que as coisas aconteçam. Mas cuidado, é preciso se manter sempre no estilo “1% de inspiração e 99% de transpiração”.
Wagner Alves, 20 anos, Diretor de Arte/Designer
E ai depois de tudo isso o que você tem a dizer? Deixe sua opinião nos comentários… A gente vai adorar ampliar a nossa goleada com a sua resposta! Como você estimula a criatividade? Conta pra gente seus segredos…
7×1 é um post que propõe uma visão Muito Massa de sete cidadãos
“dedocraticamente” eleitos para responderem uma questão existencial pré-definida pela Equipe do Massa. O objetivo é catar a opinião de pessoas de diferentes áreas sobre um mesmo assunto, compará-las e fazer aquela Massa com sustância criativa!
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