Jorge Barton é um motion-designer da Alemanha. O vídeo aí de baixo é um produção dele (fã), sem subsídios orcamentários, na verdade é a projeto final da faculdade para obtenção do diploma.
Para os interessados na técnica ele usou Cinema 4D para modelar e animar em 3D, Xfrog (um plugin do Cinema 4d) para modelar e animar as plantas e as formas ornamentais e o After Effects para as animações em 2D e estruturação do filme no geral.
Para os interessados em linguagem visual, o vídeo é um bem-casado de música com imagens, continuidade, fluidez, minimalista na cor e profusão nas formas. Além de ter umas das coisas que eu mais gosto nas formas visuais: splashs, splashs e mais splash!
O site dele é joerg-barton.com, mas está em construção, fica aí anotado pra num futuro a gente conhecer mais o trabalho fera do Joerg.
É um orgulho poder entrevistar a Lu. Primeiro, porque eu sou fã do trabalho da dela, e segundo, assim como o Nardi, também é mentora do meu trabalho, já tive muito aula sobre tipografia, design, ilustração via msn!
Não sei ao certo quanto tempo faz que eu conheço a Luh, vou chutar uns 4 anos, mas desde que eu a conheço já vi ela passa por várias áreas do design, e se dar bem em todas elas!!!! Teve a fase tipográfica, teve a fase editorial, teve a fase webdesign, e por último ela anda se aventurando na ilustração, e pode acreditar, tudo sempre com esmero e qualidade visual.
Assim como passou por várias áreas do design, também já morou em vários lugares e atualmente atua na argentina.
Dada as introduções segue o bate-papo:
Massa – Como você caiu no mundo do design gráfico?
Luh – Tudo começou quando eu estudava Comunicação Social na UFES (em Vitoria-ES). Minha intenção era ser jornalista, mas no segundo semestre, me decepcionei com um estágio que consegui, me revoltei com os jornalistas (hoje em dia já tá tudo superado, tá?) e mudei para Publicidade. Consegui um trabalho em uma editora e rapidamente me apaixonei pela parte mais gráfica da produção. Faltando um ano para me formar, abriu o curso de Desenho Industrial na minha faculdade. Fui ver a grade curricular e me apaixonei. Me formei e, em seguida, fiz vestibular para Design na UDESC em Floripa e passei. Foi assim que tudo começou.
Ah, e sem contar q desde pequena sempre gostei de enfeitar meus cadernos. Quase fiz vestibular pra Ciências Biológicas, tudo porque, quando tinha meus 16 anos, ficava horas e horas passando a limpo os desenhos das células vegetal e animal, só para usar meu jogo de canetas BIC coloridas.
Massa – O que fez você debandar para o país dos nossos hermanos?
Luh – “Es todo culpa de un hombre hahahah”. Não, mentira. A verdadeira razão foi a enorme vontade que tinha de fazer intercâmbio somado ao enorme buraco negro na minha conta bancária. Como não chegava na Europa, tive que cruzar a fronteira mesmo. O que me leva a acreditar naquela tão conhecida frase de que “Deus escreve certo por linhas tortas”. A Universidade de Buenos Aires é uma das melhores em Design Gráfico da America Latina, os designers argentinos são respeitados em todo o mundo e eu nem sabia disso. Enfim, vim, gostei e fiquei!
Massa – Pra descontrair, estando em território inimigo, quando tem clássico futebolístico, você precisa de proteção reforçada? rsrsrsrs
Luh – Nuhhh, nem te conto como foi o último mundial. Dia de jogo, eu trabalhando em meio a 100 argentinos, e escutando o jogo pela radio. Imagina né? E para piorar, Brasil me faz o favor de perder e ser desclassificado. Por sorte, no seguinte jogo da Argentina, eles também foram eliminados: HA-HA (voz de Nelson, dos Simpsons).
Massa – Tendo uma referência daqui e daí sobre o ensino do design, o que você achou diferente quando começou a estudar design aí?
Luh – É tuuuuuuudo diferente. Para começar, eu estava acostumada a uma turma de 20 alunos na UDESC e aulas, em sua grande maioria, teóricas. O impacto foi enorme quando, no primeiro dia de aula, entrei em uma sala com quase 200 alunos divididos em grupos de 30 mais ou menos, comandados, cada grupo por 2 ou 3 professores. Eram basicamente 3 trabalhos práticos por semestre, produção total e nem uma brilhante defesa baseada nas leis semióticas piercianas podia salvar um layout mal feito e sem fundamento gráfico. Uma prova de choque, professores extremamente exigentes, tortura chinesa, noooites sem dormir e lágrimas de desespero e esgotamento metal pelos corredores da faculdade. Enfim, cresci muito.
Massa – E o mercado de trabalho argentino, como é?
Luh – Não é diferente da exigente faculdade. Muita gente boa, muitos trabalhos bons e um movimento artístico urbano paralelo enriquecedor.
Massa – Sei que a sua última fissura é ilustração, mas eu já vi a fase da tipografia, da web… Conta um pouco dessa experiência de caminhar por várias áreas do design gráfico?
Luh – Inquietude de geminiano é f*&@ hahaha. Sou muito ansiosa e curiosa, e geralmente, o que vejo e gosto, me dá vontade de tentar fazer. É por isso que já namorei a tipografia, me casei com a web, mas tenho a ilustração como amante. E diria que não são áreas tão diferentes porque uma sempre vai precisar da outra. Nesse caso, a poligamia é mais que permitida, é necessária!!!
Massa – Luh como minha mentora nesta vida “designística” eu já recebi várias dicas valiosas… Pra quem tá começando a se aventurar nesse nosso mundo, que dica de ouro você daria?
Luh – Nunca sei o que responder quando me fazem essa pergunta. Mas diria, em poucas palavras: seja uma esponja!!! Absorva todo tipo de informação, valiosa ou não. Seja curioso e observador e fanático e detalhista e obsessivo e criativo…!!! Tudo contribui para construção de um repertório pessoal e, no fim das contas, tudo serve.
Massa – Luh essa é ultima! Pra fechar esse é o momento que você solta o verbo como quiser, pode mandar recado, reclamar, manda beijo pra caravana de piracicaba etc e tal . A gente do massa agradece a entrevista e paciência pra responder todas essas perguntas e deixa aquele abraço “massozo” pra você. Muito Massa!
Luh – Eu queria mandar um beijo pro meu pai, para minha mãe, pros meus irmãos e um especialmente para vocês e para Sasha. E queria agradecer também o convite e parabenizar pela iniciativa, porque esse site é muito massa! Ahhh, e Sarney, renuncia, por favor, e para de roubar o dinheiro do povo!!!
Adendo, O Henrique Nardi colaborou para entrevista e liberou best cialis uma foto que a dona Lu aparece:
Nas palavras dele:
“Eu conheci a Lu na net. A gente trocava info sobre tipografia, e nunca coincidia de estarmos em Floripa na mesma época pra um fazer o curso do outro. Aí em 2007 surgiu a chance de eu ir a Buenos Aires participar do TriMarchi; e a Lu terminou como minha tradutora!
Foi divertido!”
Para quem gosta e tipografia, a referência de hoje é um prato cheio!
Letman é apaixonado por tipografia!
Seu design é limpo, deixando as coisas respirarem. É um trabalho curioso!
o seu estilo “handmande” cria um universo em si mesmo, que mistura
ilustração + grafite + design.
Muito Massa!
Promessa é dívida!
Citado no post anterior, eis um post sobre o Kiko. Como já disse em outro post há tempos atrás, minha opinião sobre o Kiko é bem tendenciosa de tão apaixonada que eu sou pelo trabalho dele.
A Erika (minha amiga e companheira dos tempos de faculdade) lembrou dele quando viu os cartazes anteriores, order antibiotics online e lembrou de mim também pois meu TCC era sobre os cartazes que o Kiko Farkas fez pra Osesp e que vivem ganhando prêmios por aí!
Pra falar deles, trouxe um trechinho da minha monografia: “Enfim, o que se percebe é que esses cartazes se apresentam como poesias visuais, poesias essas que expõem plasticamente a energia musical da orquestra. Tal construção busca o contato com as pessoas através de uma linguagem que abusa dos elementos mais simples da comunicação para criar estruturas complexas, variadas e ousadas, em que o sentido é resultante de uma construção mais interativa com o público. Os círculos, as linhas, as cores, as texturas, podem não ganhar vida, pulsação ou movimento através de um olhar descomprometido. Mas aquele destinatário cujos olhos se abrirem para ouvir (e não apenas olhar), identificarão por sinestesia que tais formas arranjam-se de maneira rítmica e harmoniosa em melodias e sons, tais como notas sobre uma partitura. Assim como a música, esses cartazes só valem se existir a colaboração de um público aberto a ser ‘tocado’ por eles.”