N Design, pra quem não ouviu falar ainda, é o Encontro Nacional dos Estudantes de Design. Já faz 19 anos que está na estrada e rodou o Brasil já que sempre acontece em uma cidade diferente. Esse ano o evento acontece de 18 a 25 de Julho e vai rolar em Pernambuco. O Massa conseguiu uma entrevista com o povo da organização pra saber como as coisas estão se encaminhando.
Segue uma entrevista muito massa pra vocês!

Massa – O que o pessoal que está indo para o N vai encontrar? Qual vai ser o foco do N desse ano?
CONDe Pernambuco – De uns tempos pra cá, o encontro vem expandindo seu potencial por apresentar, em seu projeto, temas e conceitos que variam de acordo com a sede. Este ano, aqui em Pernambuco, o foco do encontro vai ser o Design Social – como aplicar a metodologia do design em prol da sociedade, e em consequência, do meio-ambiente.
Para favorecer a integração entre teoria e ação, todas as atividades foram pensadas de forma que seus resultados se perpetuem, tanto na sociedade quanto nas atitudes do encontrista para que assim, quando ele voltar para o seu “mangue”, consiga adaptar e aplicar o que aprendeu.
Massa – Das atividades tradicionais do N, o que mais faz sucesso entre os estudantes?
CONDe Pernambuco – O sucesso varia de acordo com os grupos. Temos os estudantes que vão pra expandir conhecimentos técnicos, para quem as palestras com grandes nomes do design nacional e internacional são rumo certo. Para os que querem conhecer e rever amigos de outros eventos, ficar no alojamento e ir pras festas é importante, seja pra conversar e brincar ou pra expandir os contatos/networking. Muitos conseguem até fechar negócios e parcerias profissionais nessa brincadeira.
Uma atividade importantíssima para muitos encontristas é a reunião diária do CoNE – Conselho Nacional de Estudantes de Design. Nestas reuniões os estudantes debatem problemas e propõem soluções para vários assuntos relacionados ao design, sejam acadêmicos ou até profissionais.

Massa – Comparados aos outros N quais são as surpresas para este ano?
CONDe Pernambuco – Pelo próprio conceito do NDesign PE, entender a sociedade é fundamental para a boa aplicação da metodologia. Utilizar esta compreensão para fornecer um suporte à sociedade, então, é essencial! Este princípio de sintonia é o alicerce do NDesign PE: podemos esperar atividades com comunidades, ato público direcionado, atividades horizontalizadas e até uma discussão de relações entre representantes de diversas profissões. Ah, e os ligados em esportes podem ir se aquecendo pros jogos do N!
Massa – Como é a cultura de design em Pernambuco?
CONDe Pernambuco – O Design é, ultimamente, uma das áreas mais valorizadas aqui no estado (PE). Com um dos centros tecnológicos mais equipados do país (C.E.S.A.R., Porto Digital), a grande procura é por profissionais que realizem a interação com o usuário. Temos também um rol de instituições com cursos de design das mais diversas habilitações, de produto a web. Some-se a isso duas ótimas entidades (APD-PE e Centro de Design do Recife), que colaboram tanto com o profissional como com o estudante, e teremos diversos eventos anuais que esclarecem a sociedade em geral acerca da profissão, e auxiliam a formação de novos designers.

Massa – Como as pessoas estão se organizando para chegar até o evento?
CONDe weight loss acomplia Pernambuco – Ótima pergunta. Em nosso formulário de inscrição, adicionamos campos para que o estudante informe o meio de transporte para o N. Esta inovação foi solicitada pelo Caio Preá, do Projeto de Educação Ambiental (prea.wordpress.com). É uma iniciativa que valoriza a sustentabilidade. Deste modo ele calcula a emissão de carbono e o que precisamos para, ao menos, equilibrar nossa atmosfera.
Nesta etapa das inscrições (11/05/2009), nossos relatórios indicam que cerca de 50% dos participantes virão de ônibus, enquanto 40% vem de avião e 10% de carro/outros meios.
Acreditamos que a preferência pelo ônibus como meio de transporte se deve ao fato de que estimulamos bastante a inscrição de delegações (já são 18 inscritas, de todas as regiões do Brasil).
Massa – O evento sempre acontece em uma cidade diferente? como é escolhida essa cidade? Já existe cidade para o próximo evento?
CONDe Pernambuco – Existe uma norma no estatuto do CoNE Design regendo que, a cada ano, ele deve ser realizado em uma região diferente do país. O processo de escolha tem várias regras, mas basicamente uma candidatura é apresentada (o momento oficial para isso é o CoNE de Verão do ano anterior ao que se planeja organizar), e caso existam duas ou mais cidades candidatas, uma eleição entre os representantes do Conselho realizada no NDesign decide a vencedora. Existem várias obrigações cabíveis a quem deseja realizar um NDesign: portar CNPJ (de uma entidade de base, por exemplo), ter membros regularmente matriculados Buy Xenical cheap em um curso de Design, entre outras. Todas as regras e etapas do processo de eleição podem ser encontradas no estatuto do conselho (link: estatuto_cone.pdf).

Massa – Quem tiver interesse em saber mais sobre evento, como se inscrever, como ir…enfim, onde se encontra mais informações?
CONDe Pernambuco – Em nosso site www.ndesignpe.org, “seguindo” nosso twitter (www.twitter.com/ndesignpe), na comunidade do evento (Orkut – N Design), ou na lista do CoNE Design (br.groups.yahoo.com/group/conedesign).
Massa – É isso, obrigada pelo entrevista e sinta-se a vontade pra fechar esse nosso bate-bapo virtual.
CONDe Pernambuco – Obrigado à equipe do Massa Cultural pela oportunidade desta conversa sobre o evento. Além de contribuir para o entusiasmo da construção do evento, é muito importante que as informações cheguem a todos os interessados no N. Esperamos vocês todos aqui em Pernambuco, entre os dias 18 e 25 de julho, para juntos descobrirmos o Design Social. Abraço!
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Todo mundo que estuda design ou estudou, já ouviu falar do Henrique Nardi (se não ouviu vai ouvir….e se for a um N Design vai ouvir certamente). Eu conheci o Henrique no início da faculdade quando tava tentando encontrar formas de estudar tipografia.
Ele é o idealizador do Tipocracia – Estado Tipográfico. (você não sabe o que é? trate
de continuar lendo então…) Foi ele que me ensinou a desenhar letras e o be-a-bá da tipografia. E nas horas vagas é o cara que tira minhas dúvidas existenciais sobre design…
Recomendo que você leia a entrevista e conheça o projeto do Henrique.
Você nunca mais vai pensar na sopinha de letrinhas como meramente uma sopinha
de letrinhas
Você vai começar a ver altura-de-x, bojo, base, ascendente, descendente… e por aí vai.
Okay, hey, ho, let’s go! p/ entrevista.
Nome: Henrique Nardi
Profissão: Designer e professor
Hobby: Banda de rock
Site: http://www.tipocracia.com.br

Massa – Como nasceu o “Tipocracia – estado tipográfico”?
Nardi – O Tipocracia surgiu em 2003 Buy Levitra Online Without Prescription quando me juntei a um amigo, o Marcio Shimabukuro, para criar um workshop; um intensivão tipográfico. Nos primeiros meses fomos atrás de parcerias com editoras e o curso logo se transformou em um projeto.
Massa – E onde começou a sua paixão por tipografia?
Nardi – Meus pais possuem uma gráfica. Eu cresci em meio a fotolitos e impressoras, brincando com letraset. Mas foi só na época da faculdade que comecei a me interessar de verdade pelo assunto. Uma das influências foi o “Design de Bolso”, zine editado pelo Elesbão e Haroldinho entre 98 e 2001.
Massa – Eu senti falta de estudar tipografia na minha formação, tanto que busquei conhecimentos complementares e agora na nova grade do meu curso existe lá uma cadeira chamada “tipografia”. A minha pergunta é, como você vê a cultura tipográfica aqui no Brasil?
Nardi – Essa carência de informações sobre tipografia na faculdade foi um dos motivos pro início do Tipocracia. Felizmente esse quadro vem mudando, com mais espaço pra tipografia nos cursos de design, assim como uma boa diversidade de livros sobre o tema publicados por aqui.
Massa – Há uns 5 anos atrás eu fiz o curso introdutório contigo, me lembro que tava no início do projeto. De lá pra cá o que mudou? Existem novos cursos?
Nardi – Sim! algumas mudanças. Ano passado começou a funcionar o Tipocracia Mais com o objetivo de incentivar a realização de novos cursos relacionados à tipografia. O primeiro a acontecer foi o Tipocracia + FontLab do Eduilson Coan, de Curitiba. O mais novo é o de Mercado Tipográfico do Ricardo Gomes, do Rio de Janeiro. O Tipocracia passou também a realizar cursos dentro de empresas como a AlphaGraphics e a Editora Abril.
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Massa – Lembro que no curso a gente aprendia a desenhar as letras, o que é mais difícil nesse aprendizado? Pra ti quais letras exigem mais do desenhista?
Nardi – Quem desenha letras, seja caligrafia ou tipografia, precisa ter bastante disciplina e uma boa dose de paciência. Tudo depende da proposta, mas geralmente [S] e [&] estão entre os caracteres mais trabalhosos.
Massa – Aliás, o advento digital veio acrescentar para tipografia ou o que se perdeu nesse processo foi mais danoso?
Nardi – A tecnologia digital acrescentou muito em termos de facilidade, precisão, além de ampliar as possibilidades de manuseio e controle dos tipos. Ao mesmo tempo, a mesma tecnologia tornou a tipografia acessível a qualquer pessoa. Com isso, na média, a qualidade do que vemos no dia-dia caiu bastante. Mas tem coisas ótimas sendo produzidas. O blog I Love Typography apresenta muita coisa legal, toda semana.
Massa – O que você acha desse “boom” de fontes existentes hoje em dia?
Nardi – Acho ótimo! O “boom” mesmo já passou, aconteceu nos anos 90. Hoje em dia, a grande quantidade de fontes lançadas é apenas reflexo da popularização tecnológca que mencionei antes. Pra mim, quanto mais, melhor!
Massa – Tem cursos ou eventos do Tipocracia por agora? Passa aí a agenda pra gente!
Nardi – Yess! Este mês o Tipocracia completa 6 anos e vai passar por diversas cidades do sul do país até a páscoa. As datas estão todas no site: http://www.tipocracia.com.br/6
Massa – Acho que é isso, obrigada pela entrevista!!! Se quiser falar mais alguma coisa, agora é a hora! (rsrsr).
Nardi – Eu que agradeço pela oportunidade! Espero encontrar o pessoal aí por Floripa no fim do mês! Abs!

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Jamerson Lima, vulgo Ninhol, diz ter 31 anos. Atualmente, mora em Fortaleza. Começou buying acomplia a desenhar copiando o seu irmão mais velho pra tentar ser melhor que ele. E modéstia ou não, conseguiu. Abaixo a entrevista via MSN com cortes dos Emoticons.
massa diz: Você acha que existe uma influência direta em seu trabalho?
ninhol diz: Eu não diria uma influência direta, mas é fruto de tudo que consumo em termos de literatura, música e tudo mais. Mas uma coisa que realmente sempre me agradou, faz parte e talvez pese muito no meu trabalho é a literatura de cordel. Acho que a cultura nordestina tem grande força no resultado final do que faço.
massa diz: SABIA! Sabia que tinha cordel no meio!
ninhol diz: Hahahahaha! Sou apaixonado por aquilo, desde criança!
massa diz: Podemos dizer que suas ilustrações são uma evolução da xilogravura? Mais coloridas, simpáticas e geralmente com temas diferentes de Lampião, Maria Bonita e Asmodeu?
ninhol diz: Nunca tinha pensando por esse lado, mas gostei da idéia.
massa diz: Seu trabalho está bem fora do traço certinho e comercial que a gente vê por aqui. Como é a aceitação do seu trabalho aqui no Brasil?
ninhol diz: Bom, realmente tenho uma aceitação melhor fora do que aqui no Brasil, embora isso tenha mudado. Ultimamente recebi propostas legais em termos de projetos, que reconheceram o valor real do trabalho. Além dos pedidos serem justamente pelo traço original e incomum. Creio que também seja uma questão de tempo. Aos poucos meu trabalho vem ganhando uma dimensão que eu nem imaginava que teria.
massa diz: Hoje você faz o que? O Camiseteria, que participação teve no seu trabalho?
ninhol diz: Hoje estou desenhando e pintando ocasionalmente. Tudo começou meio que na brincadeira com Camiseteria mesmo. Hoje já tenho umas 4 estampas no Camiseteria que ganharam por sorteio e estão sendo produzidas.
massa diz: Se é que isso tem resposta, mas por que Ninhol?
ninhol diz: Hahaha! Tem sim! Isso é de infância. Meus irmãos sempre me chamaram de Ninho, tem gente que nem deve saber meu nome real então na hora de criar endereços de email e todos esses nicks do mundo virtual eu tentei usar “Ninho”, como encontrei milhares de “ninhos” adicionei ao final o L que vem do meu sobrenome e acabou que online drugs without prescription pegando. Hoje, mesmo quem convive comigo continua sem saber o meu nome certo.
Deixando de lado o lero lero, acesse e confira o trabalho de Ninhol:
http://www.camiseteria.com/profile.aspx?usr=ninhol
www.ninhol.com/
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