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A idéia desse 7×1 nasceu da gigantesca repercussão do caso de uma grande rede de varejo ter plagiado ilustrações em suas peças de roupas. Foi assim, durante uma conversa no gtalk, eu, a equipe do MassaCultural e o Henrique Nardi (Tipocracia) conversamos e conversamos até que a pergunta desse 7×1 apareceu… Acho que esse é um assunto super importante para todos os profissionais da área, e mais ainda para quem está começando sua carreira e está precisando de um norte. Aproveite a aula que nossos convidados nos deram e deliciem-se!

Como você lida com referências e qual sua opinião sobre os casos de plágio?

Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigado Eduardo, Elias, Fabiano, Hiro, Lya, Renato e Renato… vocês são massa!!!)

01.

Uso de referências e influências tem a ver com respeito ao que veio antes, com a humildade de reconhecer que ninguém faz algo sozinho e do nada. É um parâmetro para a criação.
Plágio é crime, e desrespeito com a obra do outro. Tem a ver com má fé e incompetência.
As referências são um dos principais alicerces para o meu trabalho, para tudo o que desenho e para as ideias que tenho. Podem vir de qualquer coisa: do trabalho de outros artistas visuais, da Música, do Cinema. Da Arte ou da observação direta da vida.
Procuro ter uma linguagem gráfica que seja bem original, mas tudo o que vejo e gosto pode influenciar meu desenho. Às vezes, vejo trabalhos de artistas que são um ímã pro meu estilo: gosto tanto que acabo inconscientemente levado a fazer parecido, mas aí eu tento digerir o que absorvo, para que não fique só refletindo a luz dos outros.
A ideia é transformar. Se eu não tiver nada de novo a dizer, acho que não vale à pena trabalhar com arte e criatividade.
Num sentido mais prático, gosto de trabalhar com a referência fotográfica, que garante uma qualidade de realismo em termos de proporções, perspectiva e composição, ao meu traço essencialmente errante e fluido. Gosto da mistura entre o caos das linhas e cores com a ordem que a foto impõe.
Procuro trabalhar sobre minhas próprias fotos, ou de amigos que me autorizam. Quando não dá, procuro fazer com que meu desenho seja o mais distante possível da referência, que se torne uma obra distinta, ainda que derivativa. É bom pra ética profissional e pra criatividade.
Acredito que ninguém plagia um trabalho sem saber o que está fazendo. Você pode até ser influenciado além do que deveria, ou quase copiar uma ideia sem saber que está copiando. Quando tua postura é autêntica, normalmente a reação é um “que droga! fiz parecido com o trabalho deste cara e nem percebi!”. No caso de quem plagia, existe má fé, e a ideia é um ingênuo “duvido que alguém descubra de onde copiei isto”, o que é estúpido: se o cara se acha malandro e plagia o trabalho de um ilustrador da Romênia, corre o risco de cair no twitter e ter o filme queimado mais rápido do que espera.
Já vi caso de pilantra montar um “portfolio online” carregado de trabalhos de terceiros, alegando autoria. Isso não tem nada a ver com influência, e sim com transgressão às leis de direito autoral, que são uma proteção autêntica para as pessoas que vivem de sua produção intelectual. É preciso desencorajar o plágio, informando profissionais e amadores, denunciando e punindo quem o comete.
Eduardo Nunes, ilustrador – FLICKR

02.

Referências são muito úteis. No ramo de ilustração, dificilmente encontraremos grandes ilustradores que não façam uso de referências, produzidas por eles mesmos ou de outros profissionais. Eu tenho um banco de imagens dos que considero grandes nomes da ilustração, sempre que tenho uma ilustração a fazer, vasculho estas referências e vejo como eles resolveram estéticamente algo que eu tenha que fazer neste trabalho. Certas vez preparando o jantar, enquanto fazia umas panquecas, percebi que sua textura me serviria como ferrugem, já utilizei as fotos das minhas panquecas em dois trabalhos (auto-retrato Wolverine e Capa da MAD 23), mas o que isso tem a ver?
Quando fui convidado para fazer parte deste 7×1, comecei a escrever desenfreadamente. Nossa! Quanta coisa para falar a respeito, até que parei e fui ler o que havia escrito. O texto parecia um dejavu, então resolvi dar uma pesquisada na internet pra ver o que escreviam sobre o assunto. Pásmem!! meu texto era “plágio” de pelo menos uma dúzia de outros, que jamais tinha visto.
Hoje a quantidade de informação (visual/textual) disponível na internet e a impressionante facilidade com que se descobrem os plágios ou coincidências, tenham tornado este tema tão discutido. Como alguém falou em um dos textos de que “plagiei”, “precisamos ser muito mais criativos hoje”!
E principalmente mais atentos, vc pode estar se envolvendo em um caso de coincidências, mas que hoje talvez possa ser interpretado como plágio.
Vou citar um exemplo, em 2006 fiz um curso de design com o grande mestre Alexandre Wollner, na metade de uma das aulas, querendo apimentar, questionei sobre a incrível semelhança entre o logo da Compesca criado por ele e o da CESP-Centrais Elétricas de São Paulo criado pela Cauduro Martino ( ambos de 1966), ele deu um leve sorriso e respondeu que na época houve uma leve discussão a respeito mas depois os dois lados perceberam que seria impossível um ter copiado do outro. Na época, os desenhos racionalistas tendiam a se aproximar das 3 formas geométricas básicas o que tornava possíveis estas coincidências. Hoje, será que esta história teria um desfecho tão veloz e pacífico como foi?
Elias de Carvalho Silveira , ilustrador e designer – FLICKR

03.

Referências me instigam à investigação, me fazem pensar. Eu procuro aprender com elas. Uma boa referência é um norte, uma orientação. Ajuda, clareia e inspira. É um dos ingredientes, por assim dizer, de um complexo processo criativo. Plágio não tem processo e não é nada criativo.
Fabiano Silva (o Silva), ilustrador – FLICKR

04.

Sobre as referências:
Referências para um ilustrador é o mesmo que conteúdo, seja ele como referência figurativa ou como referência de aprendizado. Faz parte da ferramenta de um ilustrador, assim como o papel, o lápis ou a criatividade, e a referência não vem só do Google, vem de todos meios possíveis, de livros e revistas, passando por fotos de família até filmes e videogames. Tudo pode ser referência para quem trabalha com desenho.
Referência figurativa é aquela que você usa quando precisa ilustrar algo para um trabalho e não sabe ou não tem segurança de ilustrar de memória. Por exemplo, quando um job pede uma ilustração de um esturjão macho ou de um interocitro. Ninguém tem obrigação de saber como é um esturjão macho, para isso serve a entidade Google. O papel do ilustrador, nesse caso, é o de interpretar essa referência fotográfica em algo diferente, não simplesmente desenhando por cima da foto, pois estamos precisando de informação de FORMA e não de IDÉIA. É função do ilustrador mudar a posição, perspectiva, qualquer coisa para que o desenho não fique exatamente como a foto, pois a fonte original pode e deve ter direitos autorais e patrimoniais. Como hoje em dia é muito fácil conseguir a referência mas não a fonte, todo cuidado é pouco, principalmente se seu cliente for grande, onde as questões jurídicas, que envolvem penalidades e restrições, são elevadas de forma exponencial. Sempre deve-se considerar a referência desse tipo apenas como um apoio, um suporte, não como a base principal do desenho.
Mais complicado é a referência de aprendizado. Todo ilustrador, pelo menos aqueles realmente interessados pela arte do desenho, sempre está fuçando a internet e livrarias, olhando trabalhos de ilustradores novos e veteranos. Nada estimula tanto a vontade de desenhar e criar novas soluções do que ver o trabalho de artistas que sabem fazer o que fazem com muita segurança.
Todo ilustrador tem alguma insegurança em algum momento da carreira, aquele ponto obscuro que ele acho que é deficiente e sabe que precisa aprimorar. Você aprimora através de cursos e da prática constante. Como um ilustrador que sente que não sabe solucionar muito bem expressão facial, não sabe solucionar os olhos ou a boca dos seus personagens.
Nessa hora, a prática constante leva a um ponto de círculo vicioso, onde ele só é quebrado através de uma referência externa. Quando seus olhos se iluminam quando encontra um ilustrador que desenha exatamente o que ele precisa melhorar.
Não há nada errado em COPIAR o traço, estilo ou as soluções de outro ilustrador, contanto que isso esteja DENTRO DE UM CONTEXTO DE TREINO E APRENDIZADO – em sketchbooks, cadernos de rascunhos, mas nunca em um trabalho pago. Vários ilustradores, incluindo eu, concordam que o fato de copiar um estilo junto com a autocrítica e a prática constante vai transformar esse estilo, em um primeiro momento inseguro, mas estimulado por estar no caminho certo, em seu estilo próprio. Ou seja, quando praticado constantemente, esse traço irá se transformar em outro, o seu traço. É nessa hora que esse traço, essa solução pode ver a luz do dia. E agora esse sujeito, que no começo copiava olhos e expressões faciais de outro ilustrador, tem seu estilo próprio que partiu de outro mentor. E quando ele se cansar desse tipo de desenho, ele novamente irá procurar por outra referência, outra busca criativa que lhe irá satisfazer, ao mesmo tempo que seu desenho mais maduro pode estimular outro ilustrador em começo de carreira em fazer o mesmo, completando o círculo da vida da ilustração.

Sobre o plágio:
Primeiro com diálogo em primeira pessoa, e se não funcionar, em terceira pessoa do jurídico.
Não discutirei aqui sobre o plagiador comercial, aquele que não ilustra, mas aquela lojinha ou empresa que encontra sua imagem na internet e coloca em seu produto sem pedir permissão ou pagar por algo. Para isso é que existem advogados.
A questão aqui deve ser concentrada no ilustrador ou artista que plagia conscientemente. Para este falta alguma coisa muito importante. Ou juízo ou caráter. Ou ambos.
Quando um ilustrador simplesmente nega o principal fator que faz dele ser digno de ser chamado de ilustrador – e não estou falando só do traço, mas também da idéia, essa sim a assinatura mais contundente do profissional – e troca pela imagem, pela idéia e solução de outra pessoa mais talentosa do que ele, é um carimbo na testa de mediocridade e falta de caráter. Nenhuma carreira é construída sobre uma mentira.
Porém, como o mundo não é perfeito, inclusive na questão do “aponte o dedo e enforquem o bandido”, acho que sempre devemos tomar muito cuidado antes de jogar lama e fezes no acusado, até porque certas palavras e reputações não dão marcha ré.
Criptoaminésia é uma pegadinha que o cérebro faz de vez em quando. Qualquer um, inclusive ilustradores, pode passar por isso. Quando você vê uma referência, uma ilustração, uma charge, qualquer coisa, e um dia você reproduz a mesma idéia e simplesmente esquece que a viu um dia, achando que foi você o criador. Acusá-lo de plágio é correto, mas não é justo. Ou seria justo, mas não correto? De qualquer forma, é por isso que eu disse que, não importa qual a situação, primeiro o diálogo, e se não funcionar, jurídico.
Hiro Kawahara, ilustrador – cheap online cialis target=”_blank”>/blog.hiro.art.br

05.

Sempre busquei referências. As boas referências te ajudam a crescer, fazem parte do trabalho e acho muito importante buscá-las. Ela enriquece tua memória visual e assim, quando fores projetar, ela aparece da forma como foi traduzida por ti. É a diferença básica para uma cópia, um plágio. Num caso desse, a idéia (da tua referência) é simplesmente transplantada para o teu trabalho, tem a identidade de quem a criou. Infelizmente dentro da área gráfica, nunca vi um caso de plágio ser resolvido de forma justa, algo que eu acredito que deveria acontecer. E sem a devida punição, há quem continue praticando.
Lya Zumblick, designer – www.lyazumblick.com

06.

“Uso referências visuais em meu trabalho como ilustrador com uma certa frequência. Se são fotos garimpadas no Google, por exemlo, procuro sempre descaracterizar o material de pesquisa, seja imprimindo nele meu traço pessoal ou distorções expressivas, seja combinando-o de forma híbrida com outras referências. Busco enfim distanciar-me do original tanto quanto possível.
O uso de referências para criar desenhos pode às vezes ser um processo semelhante ao sampling na música, no qual apenas fragmentos da canção original (um riff, uma batida…) evocam de maneira distante a matriz. É uma nova música, com alguns genes daquela primeira música no seu DNA.
Plágio é diferente. É copiar integralmente ou em boa parte a obra ou a ideia de outro artista e assiná-la como sendo sua. Isso é eticamente condenável.
Os casos de plágio dos quais soube recentemente envolveram usos comerciais de trabalhos alheios. Aconteceu com uma grande rede de lojas de roupas, que estava vendendo camisetas com estampas usadas sem autorização. Naquele caso específico , a culpa me pareceu ser dos fornecedores das roupas e não da rede de lojas em si. Achei inclusive que o pedido de indenização dos artistas foi um tanto desproporcional em relação ao dano causado, inclusive moral. Para ser sincero acredito que nem tenha sido plágio, mas “uso não-autorizado da imagem”.
É importante conversar antes sempre, antes de partir para a via litigiosa. Mas se for este o caso, que seja com um advogado que compreenda as questões abordadas e não faça do caso o seu pote de ouro.
Renato Alarcão, ilustrador e designer – www.renatoalarcao.com.br

07.

Cialis buy cheap class=”alignleft size-full wp-image-6156″ title=”Renato Faccini” src=”http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/07/Renato-Faccini.jpg” alt=”" width=”200″ height=”214″ />A palavra referência está virando um termo maldito. Começou a ser usada a torto e a direito de qualquer maneira dentro do mercado. Na verdade, dizer que começou é um chute meu, porque eu não sei dizer há quanto tempo isso acontece, mas é como eu vejo agora. Mas claro, dá para dizer com uma certa segurança que o Google agravou a situação, se é que ela existia antes. As pessoas buscam desesperadamente por imagens antes de começar um trabalho, e nada é feito até que a pasta de referências esteja entupida. Às vezes dias são gastos com essa pesquisa, e nesse meio tempo acontece muito do designer, ilustrador ou publicitário que seja se perder em um vórtex de onde ele sofre pra sair. Ele passa do ponto da pesquisa e entra na fase do acúmulo de informações inúteis ou, pior ainda, na fase de ser tão influenciado que começa a criar cópias. Ou ainda, tão absurdamente pior que definha minha alma, copia de propósito. E o mais absurdo desse caso é que a coisa tem um efeito inverso! Uma das razões de se fazer uma pesquisa é conhecer o que já existe para evitar cópias, certo?
A maneira correta de se lidar com as referências é usá-las para construir um perfil do trabalho. Mas mesmo assim eu recebo pedidos de “seguir fielmente a referência”, que acabam significando exatamente “copie”. Então, sempre que eu vou fazer as minhas pesquisas, tomo o cuidado de parar quando percebo que a quantidade de informação está no limite.
Isso é fácil de medir pelo bom senso.
Fazer a pesquisa é ótimo e essencial, não deixe nunca de fazer! Mas por favor, cópia é uma coisa e referência é outra.
E se você receber um pedido de cópia, negue. Não faz bem para o trabalho, nem para o mercado, nem para o seu coração.
Renato Faccini, ilustrador e designer – www.estabelecimento.com.br

É isso pessoal, agora é com vocês! O espaço dos comentários está aberto para sua contribuição. Como você responderia a pergunta desse 7×1?


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Joelson Bugila, nosso entrevistado de hoje, já participou de um 7×1 aqui do massa também.
Hoje, o nosso papo é sobre seu mais recente trabalho artístico: I LOVE TRAVEL. Uma exposição que remete a lugares visitados ou imaginados… Aproveite a viagem, e depois visite o flickr dele para conhecer todo o trabalho desse artista. Boa viagem!

Massa – Desde quando você pinta? Como você se envolveu com a ilustração e a pintura?
Joelson – Pinto desde minha fase teen. Tirava sempre nota 10 em educação artística e catava muito lixo pela rua (coisas legais que minha mãe jogava fora depois), quando percebi que conseguia desenvolver personagens, fui aprimorando cada vez mais, sem idéia de se tornar um artista, e isso foi crescendo na medida que ía avançando na minha carreira como Diretor de Arte e Designer, somando com as artes plásticas. Isso se tornou em uma grandeza que já estava muito mergulhado no mundo da ilustração e da pintura, ambas caminham comigo e nos meus trabalhos.

Massa – Como surgiu cialis 10 mg daily a idéia da exposição “I LOVE TRAVEL”?
Joelson – A exposição I Love Travel veio de um convite do Marketing da STB Porto Alegre, (uma agência de intercâmbio), onde costumam realizar exposições relacionado a viagens/intercâmbios, principalmente fotografias. Este convite foi desafiador, pois tive que criar uma temática específica. Surgiu o I love Travel, onde personagens se mergulham em ícones de pontos turísticos mundiais.
Ela se resume no desejo de viajar, de lembranças de viagens, por mim realizado e pelo espectador presente.

Massa – É sua primeira exposição? Apreensivo, ansioso ou confiante?
Joelson – Online Generic pills Hoje trago em meu currículo artístico 12 exposições, 3 coletivas e 9 individuais. Como todo artista, o início é tímido, depois vem as conquistas maiores, maiores desafios, e maiores responsabilidades.

Massa – Ouvi dizer que houve algumas surpresas na abertura da exposição? Que surpresas foram essas? Sabe como é né…curiosidade mata!
Joelson – Junto com 2 painéis e as 9 pinturas, realizei uma instalação de barcos de papel, que era o grande reforço conceitual da exposição. O barco simbolizava o meio de transporte para viagem daquele espaço. Onde convidava cada espectador a dar um destino para o barco escolhido da instalação e levar a uma piscina que havia no local.


Massa – De onde você tira inspiração? E quem são suas referências?
Joelson – Vem de muitas refências conquistadas diariamente. O cotidiano urbano é minha grande inspiração.
Curto muito meus links do READER, mergulho quando posso nas refências artísticas mundiais, além do design, moda, arquitetura e sociologia. Minhas referências nas artes são muitas, dos desconhecidos aos famosos. Lá vai alguns nomes, é só jogar no google: Bansk, Highraff, Zezão, Os Gêmeos, Marina Abramovic, Tutti Freak, Karim Rashid, Viti, Gary Baseman, Stephan Soitschinoff, Paulo Govêa, Luciano Martins, Jon Burgerman, Andy Warhol e Nelson Leirner

Massa – A última, agora é hora de soltar o grito, agradecer, mandar beijo p/ a caravana, reclamar da entrevistadora… Suba no palanque e manda vê!
Joelson – Soltar o Grito:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Hoje estou de bom humor.
Paz e bem a todos.

Massa – Rssrsrsrsrs

Pra que quiser conferir a exposição I LOVE TRAVEL por Joelson Bugila ela fica até o dia 30 de junho, de Segunda a Sexta das 9h às 18hno Espaço STB Brasas – Rua Anita Garibald 1515 – Porto Alegre


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Corre! é isso mesmo! Corre pra ler essa entrevista super-ultra-mega massa! Você vai conhecer um escritório muito bacana e de quebra vai ser uma aula pra que tá afim de criar asas e montar seu próprio escritório de design…

Massa – Que tal iniciarmos com uma apresentação da Ologia? Aqueles dados básicos: Nome, idade, hobby, o que faz da vida, etc.
A Ologia é uma empresa jovem, recém nascida no mercado mineiro e no clube dos Design Thinkers. Nós (Ana Barroso e Leonardo Dornelas) trabalhávamos juntos com desenvolvimento de Projetos e Planejamento na 5Clicks, uma agência digital muito bacana de BH. Foi lá que começamos a conversar sobre a possibilidade de uma nova empresa.

Não definimos a Ologia como uma agência, mas também não somos consultoria. Nós gostamos é de resolver desafios complexos contemporâneos que as organizações nos apresentam.

A Ologia é um núcleo pensante que pratica o design como metodologia colaborativa de identificação de problemas e desenvolvimento de soluções centradas nas experiências reais dos indivíduos. Nós trabalhamos com equipes multidisciplinares diferentes em cada projeto, e isso nos dá a possibilidade de ter visões mais robustas e viabilizar soluções mais sustentáveis. Nosso trabalho aborda fases de projetos desde o conceito, passando pela fase divergente, convergindo até a implementação, que é bem mão na massa.

Massa – Qual é a experiência de vocês em design?
Ana – Eu sou formada em Design, pela Herron School of Arts and Design, da Universidade de Indiana, EUA. Lá eu passei por lugares como Indianapolis Children’s Museum, que é o maior museu do mundo voltado para interação com crianças, e pela Indy Racing League, que é a categoria Fómula Indy no Brasil. Mas o que sempre motivou minha paixão pelo Design foi o processo de criação, o momento da pesquisa e a poder do Design transformar um negócio, uma marca ou estimular mudanças de cultura.

Léo – Eu sou administrador, formado pela Universidade Federal de Viçosa, e especialista em Marketing pela Fundação Dom Cabral. Quase toda minha carreira foi em desenvolvimento organizacional, trabalhando em multinacionais como Unilever, Grupo Portugal Telecom e Fiat, mas sempre fui apaixonado por criar coisas. Estudei muito comportamento do consumidor, processos e metodologias de inovação e desenvolvimento de produto, e via o quão poderoso eram esses conceitos se aplicados aos negócios. Até o dia em que comecei a desenvolver um processo meu com base em tudo que tinha visto até então, e daí foi um caminho sem volta.

Massa – Como surgiu a ideia de montar a Ologia? Como começou as conversas entre vocês?
Ana – Bom, eu sempre soube que, voltando para o Brasil depois de 7 anos fora, seria difícil achar no mercado de BH uma empresa ou cargo que absorvesse o meu perfil como profissional. Minha idéia do does cialis really work que é Design é bem diferente do tradicional, então vi a necessidade de criar esse espaço para mim mesma. Mas nunca me vi como dona de alguma coisa, nunca tive a iniciativa de desenvolver um modelo de negócio próprio ou algo do tipo. Até que conheci o Léo na 5Clicks e lá, entre um cafezinho e outro, fomos vendo que tínhamos muitos interesses em comum, que ele se via numa situação parecida com a minha, de criar para si mesmo um mercado. E foi o que fizemos. Sou infinitamente grata por tê-lo conhecido e por encontrar nele uma pessoa que completa totalmente a minha forma de pensar.

Léo – Eu sempre quis ser um “executivo multinacional”. Mas depois de muitos anos nesse ambiente fui percebendo que eu queria fazer mais, ter mais possibilidades de criar coisas para vários tipos de organizações ou situações, e daí percebi que só conseguiria me alimentar disso se tivesse a minha empresa. Quando comecei a trabalhar com a Ana foi sintonia pura. Pensávamos da mesma maneira com relação a como desenvolver projetos, a questão multidisciplinar e experiencial da geração de soluções e de gerar valor para os clientes. E daí veio a história que a Ana contou, e a recíproca é verdadeira. Eu não conseguiria nunca fazer o que eu faço (e amo) hoje se não fosse pela Ana, pois ela é meu complemento.

Massa – Qual o primeiro passo para quem quer montar um estúdio de design?
Sempre frisamos muito o fato de não sermos uma agência, ou uma empresa de design no conceito tradicional da palavra. Então, mais do que qualquer coisa, foi preciso ter muita vontade de mudar o mercado, de lançar uma nova forma de se olhar o papel do “criativo” no cenário corporativo. É preciso ter um foco muito grande no seu posicionamento, uma visão do estilo de vida que você quer ter, dos tipos de projetos você quer buscar, assim como daquilo que você não quer fazer.
Todas essas coisas acabaram esculpindo a forma como construímos nosso modelo de negócios e nossa marca. Talvez descobrir essa essência logo no início seja um dos passos mais importantes para quem quer montar uma empresa, independente do ramo.

Massa – Desse processo de ‘construir’ o estúdio, qual foi a coisa mais legal que aconteceu e a coisa mais difícil?
Ana – O processo de construção foi muito, muito pessoal. Construímos nossa própria mesa, furamos nossas próprias paredes…

Léo – “Nós” nada. EU furei sozinho. Ela ficou tomando cerveja e tirando fotos.

Ana – … enfim, tudo foi feito com muito cuidado. A preocupação em ter um espaço que fosse convidativo, prazeroso, aconchegante, onde pudéssemos ter desde uma reunião mais formal até um bate-papo no fim do dia, foi o que nos fez optar por um modelo muito parecido com uma sala-de-estar de uma casa – de nossas casas, das casas das pessoas que recebemos. Hoje em dia passamos mais tempo aqui do que em qualquer outro lugar – e é ótimo!

Léo – Tudo foi feito por nós, não contratamos ninguém. A coisa mais legal foi viver cada minuto dessa construção, e é assim que fazemos com nosso trabalho. Mas a parte mais difícil foi largar o “osso”. O frio na barriga que dava ao pensar que não teríamos mais o salário no final do mês; a incerteza se o mercado ia entender (ou gostar) da proposta; se conseguiríamos montar o escritório e nos mantermos até conseguirmos um primeiro projeto… Falar com nossos antigos “chefes” que estávamos saindo… conversar com nossas famílias… foi tudo muito intenso, um parto mesmo. Mas fomos corajosos, aceitamos o desafio, somos assim. A Ologia nasceu. E nasceu linda, saudável e cheia de vida; e tá todo mundo falando “ai que coisa mais linda que a Ologia é!”. Somos pais orgulhosos!

Massa – Eu achei a identidade visual de vocês muito massa (literalmente falando!). Como foi o processo de criação?
Léo – Apesar de eu e a Ana conversarmos sobre isso há muito tempo, todo nosso negócio, incluindo nossa identidade, foi formalmente estruturado no carnaval desse ano em Muriaé (MG), Cialis Online Without Prescription na casa da minha família. Paramos os computadores e livros na bancada da cozinha onde fica o fogão à lenha, ao lado de uma Frigidaire antiga e cheia de cerveja gelada. Escolhemos ir pra Muriaé porque nesse período a cidade não tem nada – nem vento pra refrescar.

Ana – Lá verbalizamos a filosofia da empresa, afinamos nossa metodologia e construímos um processo. E foi desenhando nosso processo que vimos que ele é muito visual – começa bem linear, se torna uma emaranhado de idéias na fase de Divergência, se desenrola na fase de Convergência e termina na implementação do projeto. No rabiscar de coisas pecebemos que a tradução visual do processo era bem imediata e falava diretamente do nosso negócio. Então começamos a explorar esse elemento como nosso símbolo.

Léo – Mas era preto e branco, estava com um visual muito “agência”, e as pessoas que trabalham conosco nos projetos não necessariamente trabalham num clima de agência, precisava ser mais neutro sem perder a vivacidade. Aí fomos escolher a tinta para uma parede da sala, tinha que ser uma cor sóbria, mas que trouxesse tranquilidade ao ambiente, que era muito branco. Foi pintar a parede e perceber que aquela era nossa cor (esqueci o pantone!) – diferente, mas fina e sóbria.

Massa – Vocês atuarão exclusivamente com Branding e identidade de marca, ou abrirão mais leques dentro do design? Explique o por que “Design Thinking”. 
Design aqui na Ologia é verbo. E como diz Marty Neumeier, um dos caras que inspiram muito nosso trabalho, design significa transformar uma situação x em uma situação x melhor. Se a forma de transformar essa situação for através do Branding, então esse passa a ser o foco do projeto. Se uma nova identidade de marca for a chave de uma comunicação mais rica com o público, então identidade é o foco do projeto. O fato é que design como verbo pode ser aplicado no desenvolvimento de marcas, produtos, serviços ou negócios.

Massa – E nos falem sobre como é a cultura de design em BH?
BH têm profissionais de Design extremamente capazes, que desenvolvem projetos gráficos super bem acabados. O que ainda não se vê em Belo Horizonte é a cultura do design como pensamento ou como metodologia. O empresariado, não só mineiro como no país inteiro, ainda não descobriu o fato de que o profissional de Design, ou profissional que utiliza a sensibilidade e metodologia do Design como ferramenta de trabalho, tem competências que são extremamente importantes para solucionar alguns problemas complexos que o mundo contemporâneo apresenta para as organizações. A falta de credibilidade das corporações, os processos pouco sustentáveis, o grande desperdício de materiais, a confusão das grandes cidades – todos esses são problemas que requerem uma visão mais robusta e multidisciplinar para serem resolvidos. É isso que a Ologia propõe. Essa visão do Design ainda é incipiente em BH. Com certeza vemos muito valor no trabalho que é produzido pelos designers do mercado mineiro e nossa idéia é agregar a sensibilidade visual deles nos nossos projetos – no desenvolvimento de marcas, de dispositivos visuais, peças de apoio. Vamos ter vários parceiros e pretendemos lançar a eles o desafio de produzir mecanismos visuais mais impactantes, com mais significado, menos dispendiosos e que causem menos disperdício.

Massa – Ologia essa é ultima! Pra fechar esse é o momento que vocês soltam o verbo como quiser, pode mandar recado, reclamar, manda beijo pra caravana de piracicaba etc e tal :P . A gente do massa agradece a entrevista e paciência pra responder todas essas perguntas e deixa aquele abraço “massozo” pra você. Muito Massa!
Ana – Eu gostaria de agradecer a Massa por sempre ter sido tão bacana comigo. Meu trabalho como designer gráfico apareceu aqui há um tempo e na época fiquei super lisongeada. Agora estou aqui de novo com esse outro lado do Design. Vocês são ótimos. Estão convidadíssimos para virem tomar uma cerveja, um vinho ou café comigo e com o Léo aqui na Ologia. E passear no site: www.ologia.com.br. Um beijo pra vocês. E pra caravana de Piracicaba!

Léo – Como eu sou de família grande, adoro casa cheia. Então, queria convidar todo mundo a passar pela Ologia, seja pelo site, seja aqui no escritório. O bom de casa cheia é que o movimento sempre faz acontecer alguma coisa boa. Obrigado a vocês da Massa, um abraço “massozo” também e contem com a gente sempre. ALÔ CARAVANA DE PIRACICABA, AQUELE ABRAÇO!


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Wallpaper Massa da Alice

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Sabe aqueles inícios de discursos: “é com muita alegria que…”
O wallpaper de hoje é muito especial por dois motivos:
O primeiro é da Alice, sim, sim, não posso negar que estou descontroladamente ansiosa para ver Alice!!!!
E o segundo é essa ilustração linda que a Luh fez pro Massa com exclusividade!
Pra quem não conhece Viagra Online a Luh eu recomendo que voce leia a entrevista que ela deu pra gente ano passado e visite seu site.
(e preparem o babador…)
E pra fechar o post, Luh conta um pouco da sua expêriencia com a Alice e que motivou esse wallpaper! Enjoy!

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“Pra mim, Alice consumia tóxicos. Não é a toa que a menina via coelhos atrasadíssimos vestidos com cartola, lagartas fumando narguile e toda uma fauna e flora “falante”. Isso sem mencionar a “Rainha de Coração” e seu exército de cartas. E de que será o chá que ela toma com o Chapeleiro Maluco? Já se perguntaram??? E esse gato sorridente que se esfumaça no ar? Enfim, se não é ela, é a “lógica” inversa do matemático que escreveu a história.

Confesso que nunca consegui ver inteiro o filme de Alice no País das Maravilhas, da Disney. Muito menos ler o livro. Achava a história tão absurda que largava na metade do caminho. E eis que Tim Burton teve a brilhante ideia de contar a sua versão dos fatos. Resultado: me apaixonei!!! (sim, eu ja vi o filme duas vezes hahah porque na Argentina ta passando desde 4 de abril). Reforçando: Tim Burton é O cara!!! Os personagens são muito bem construídos e sua estética é indiscutível.

Enfim, depois de reestabelecida minha paixão pela clássica obra de Charles Lutwidge Dodgson – graças ao Tim! – não pensei nem duas vezes quando Carla me convidou para participar dessa semana especial. E aqui deixo de presente minha visão da história!!! Espero que gostem!!!”

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Hoje o nosso bate-papo massa é com o Ariel Fajtlowicz que, mesmo com seu sobrenome gringo, é brasileiríssimo. Este paulista tem mais de 10 anos bagagem e atua como ilustrador e diretor de arte. Aliás, começou na direção de arte, mas foi pela ilustração que se apaixonou e é através dela que mostra seu talento. Possui trabalhos publicados em diversas editoras e sites nacionais, além de algumas revistas do Reino Unido, buy medicine online without prescription onde trabalhou em agências e estudou ilustração. Dada as introduções de praxe, segue a entrevista massa. Hey, ho let’s go!

Massa – Desde quando você desenha? Como você se envolveu com a ilustração? Seu estilo é bem marcado, Como você construiu ele?
Ariel – Eu desenhava desde criança, na verdade. Mas depois de um tempo eu acabei parando e deixando de lado, como a maioria das pessoas. Muito tempo depois fui estudar e trabalhar com design, e me envolvi de novo com ilustração. Como designer e diretor de arte eu achei que seria importante conhecer um pouco melhor sobre ilustração, e decidi fazer um curso na Quanta Academia de Artes, a partir daí voltei a desenhar, mas continuai trabalhando como designer. Fui me envolvendo cada vez mais, e em paralelo aos meus empregos em agências comecei a fazer uns trabalhos de ilustração, até que pouco tempo atrás resolvi me dedicar 100% a isso.
Quanto ao estilo, acredito que ainda estou experimentando bastante coisa, e ainda não cheguei no meu estilo próprio. Acho que tem muita relação com as minhas referências e com a minha personalidade.

Massa – cheap cialis brand name Quem são os ilustradores que você tem como referência? Por que eles?
Ariel – A lista é quase infinita, eu consumo muito desenho e ilustração, o dia todo, seja na internet, em livros, revistas, gibis, etc… Mas só para citar alguns poucos, os brasileiros: Weberson Santiago, Samuel Casal, Laerte, Kako e Hiro; e os gringos Paul Rogers, Alberto Cerriteño, Gary Baseman e Derek Yaniger. Todos os dias a lista aumenta, mas acabo preferindo artistas e ilustradores com estilo próprio.

Massa – Como surgiu a idéia do My Versions?
(Ah, pra quem não sabe o My Versions é um projeto pessoal onde o Ariel interpreta no formato de posters qualquer tipo de referência pop que de alguma forma influencia seu trabalho)
Ariel – Acho que é a vontade de produzir, mesmo quando não está rolando nenhum trabalho. Não é nada formal, nem comprometido, faço quando tenho tempo e vontade.

Massa – Enquanto montava sua entrevista, no meu processo de “google you”, encontrei um vídeo que você mostra o processo de construção de uma ilustração do esboço até a arte final? Tem como você falar um pouco do seu processo pra gente? Por exemplo, da onde vem suas idéias? como elas saem do mundo das idéias e se tornam esboços? No vídeo você desenha direto na tela, é sempre assim?
Ariel - Meu processo, geralmente é todo digital mesmo, desde o rascunho até a ilustração final, mas ultimamente eu tenho tentado fazer alguma coisa no papel primeiro, é um pouco menos prático, mas mais prazeroso. Sobre o processo e as idéias, aí depende do tipo de trabalho, se é uma ilustração editorial ou publicitária sempre tem o briefing para direcionar as idéias, no caso da ilustração editorial tem o texto. Mas se é alguma coisa mais livre, ou uma ilustração pessoal aí acontece um pouco diferente, eu começo a desenhar com uma idéia na cabeça, mas uma idéia bem crua, e durante o processo geralmente a ilustração sempre acaba tomando outro caminho de uma forma natural.

Massa – Você já atuou dentro de agências e também fora delas como freelancer? Tendo experiência dos dois lados da moeda, o que é positivo e negativo em cada um?
Ariel – Durante muito tempo trabalhei em agência, inclusive por um período trabalhei em uma agência na Inglaterra. Comecei como estagiário antes de entrar na faculdade, e até o ano passado era diretor de arte. As vantagens de se trabalhar dentro de uma agência é a garantia do salário no final do mês e a convivência com as pessoas. Como freelancer você trabalha muito isolado, sem muito contato com outras pessoas no dia-a-dia, e isso faz falta. Mas nada compensa mais do que trabalhar de forma livre, sem a burocracia de uma empresa grande.

Massa – Pra quem tá começando a se aventurar no mundo do design e da ilustração, que conselho-amigo você daria?
Ariel – Tem que gostar muito, muito mesmo, pq não é um caminho muito fácil para se firmar. Além disso, estudar muito, estar sempre de olho em referências, cursos, oficinas, etc… E no caso de ilustração, desenhar até sangrar…:) Mas o principal mesmo é realmente gostar do que você faz.

Massa – A última, agora é hora de soltar o grito, agradecer, mandar beijo p/ a caravana, reclamar da entrevistadora… Suba no palanque e manda vê!
Ariel – Só tenho a agradecer. Vocês do Massa Cultural estão sempre prestigiando meu trabalho e eu fico muito feliz com isso. No mais, quem quiser conhecer mais meu trabalho, bater um papo e trocar uma idéia é só me procurar: www.gloome.net / arifaj.wordpress.com / @arielfajtlowicz / arielfajtlowicz@gmail.com…. estou sempre a disposição…..:-)


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