Nome: Johnny Brito
Idade: 23 anos
Profissão:designer gráfico e ilustrador
Cidade: São Paulo/SP
Quem sou eu?
Designer Gráfico, ilustrador, cristão, baixinho, observador fascinado por comportamentos. Um pernambucano crescido em SP seriamente viciado em livros, música, HQ e cinema, que gosta de frequentar cafeterias para desenhar as pessoas em volta e traduzir em traços de lápis e caneta toda a salada de idéias que pipocam na cabeça. Nada demais, na verdade.
Por que gosto do que faço?
Quando eu era pequeno, meus amigos na escola riam de mim porque eu preferia desenhar ao invés de jogar videogame. O lance de comunicar idéias de forma gráfica sempre me fascinou e continua fascinando, por isso gosto tanto do que faço. Acredito que o design, como conceito e metodologia geral, pode sim ajudar a mudar o mundo e fico feliz por ser uma pequena parte dessa mudança.


Tem muito mais trabalhos e ilustras aqui no Flickr
PortfolioMassa é um espaço reservado aos jovens leitores designers, fotógrafos, publicitários, ilustradores ou artistas que queiram divulgar seu trabalho. Saia do estúdio e dê sua “cara a tapa” aos elogios e criticas! Clique AQUI e saiba como participar.
Post Relacionados
Lucian Bernhard, pseudônimo de Emil Kahn, foi um designer gráfico e tipógrafo alemão responsável por ajudar a desenvolver o estilo conhecido com Plakatstil, iniciado nos primeiros anos do século XX.
Seu primeiro trabalho foi o pôster com o qual participou de um concurso patrocinado pelos fósforos Priester. A reação inicial do júri foi de total rejeição ao estilo, mas um jurado resgatou o trabalho da lata de lixo e depois de estudar a imagem convenceu o resto do júri e o primeiro cartaz de Bernhard reduziu a comunicação a uma palavra e dois palitos de fósforos.

IMG 1 – Pôster do concurso organizado pela empresa de fósforos Priester, Lucian Bernhard, 1903.
O estilo era caracterizado pelas fontes bold, cores chapadas, formas e objetos geométricos e simplificados. O tema central da peça era sempre mais detalhado, priorizando a objetividade da mensagem a ser transmitida. Essa simplicidade dava destaque ao produto e a marca, sendo um contraponto a complexidade da Art Nouveau, o estilo que predominava nos primeiros pôsteres até então.

IMG 2 – Pôster para a Opel Automobile, Rudi Erdt, 1911.
O Plakatstil ajudou a criar uma visão mais moderna sobre a arte do pôster e, consequentemente, definiu algumas características que norteariam o design modernista.

IMG 3 – Pôster para a Adler Typewriters, Lucian Bernhard, 1908.
Antes de partir de Berlim para Nova York, nos anos 1920, Bernhard produziu centenas de pôsteres para grandes corporações, com a fábrica de sapatos Stiller, a Adler Typewriters, mas ficou conhecido por seu trabalho na fábrica de cigarros Manoli.

IMG 4 – Pôster para a fábrica de sapatos Stiller, Lucian Bernhard, 1908.
Cigarros Manoli
A Manoli foi uma fábrica de cigarros alemã fundada por Jacob Mandelbaum em 1987. Inicialmente chamada de Zigaretten-Fabrik Argos (Fábrica de Cigarros Argos), a Manoli ficou conhecida por seu excelente design de embalagem e por toda a linguagem visual utilizada nos produtos, caminhões, vitrines e materiais promocionais. Foi um dos primeiros exemplos do que viria a ser conhecido como design corporativo.

IMG 5 – Linha gráfica dos cigarros Manoli (antigo visual à esquerda).
Desde o início a Manoli empregou artistas gráficos e pintores em seus projetos de embalagens, pôsteres e anúncios. Muitos desses artistas eram ligados a Deutscher Werkbund (Federação Alemão do Trabalho), uma associação de artistas, artesãos e publicitários, fundada em Munique que pretendia melhorar o trabalho profissional através da ação conjunta da arte, da indústria e do artesanato.
Porém foi só quando Lucian Bernhard começou a trabalhar na Manoli que a empresa conseguiu dar um caráter distinto e original para seus produtos. Bernhard era o principal responsável pelo design da embalagem, enquanto Julius Klinger e Hans Rudi Erdt eram responsáveis pelos anúncios. Klinger e Rudi Erdt se tornariam dois grandes artistas gráficos influenciados pelo Plakatstil de Bernhard. Porém, foi Bernhard que criou alguns dos pôsteres da Manoli que viriam a se tornaram clássicos do design.

IMG 6 – Pôster para a fábrica de cigarros Manolli, Lucian Bernhard, 1910.
Posteriormente, em 1910, Bernhard redesenhou o logotipo corporativo da Manoli. Influenciado pela Neue Sachlichkeit (Nova Objetividade) o logo foi reduzido a um M inserido dentro de um círculo.

IMG 7 – Pôster e logo da fábrica de cigarros Manolli, Lucian Bernhard, 1915.
O Diferencial
O grande diferencial do estilo de Bernhard pode ser visto claramente quando se compara um dos seus trabalhos mais conhecidos ao do contemporâneo Alphonse Mucha, um dos maiores expoentes da Art Nouveau.

IMG 8 – À esquerda pôster de Alphonse Mucha para os papéis de cigarro Job (1898) e o cartaz clássico de Bernhard.
Os dois pôsteres têm o mesmo objetivo: vender cigarros. Porém o pôster de Mucha se concentra mais na sensualidade da figura central em vez do próprio cigarro. O nome da empresa e o cigarro estão presentes na imagem, mas não fica claro o que está sendo anunciado.
No pôster de Bernhard não há dúvida do produto ou da empresa que estão sendo anunciados. Todo o excesso de decoração é retirado, o logotipo da empresa e o produto a ser anunciado ficam claros. Não há dúvida sobre o conceito do pôster, a mensagem vai direto ao ponto. Para completar, a simplicidade e imagens geométricas dão um ar elegante a peça.
O trabalho de Bernhard pode ser considerado a conclusão lógica do movimento cartazista da virada do século. Em um momento em que artistas gráficos e indústria começavam a se aproximar, o estilo simplista e direto de transmitir a mensagem vinha ao encontro da necessidade das empresas começarem a ter uma divulgação mais forte e efetiva.
Post Relacionados
Nome: Fabio Eduardo Ribeiro
Idade: 30 anos
Profissão: Designer Gráfico
Cidade: Campinas/SP
Quem sou eu?
Quando eu nasci me chamaram de Fábio e assim ficou. Nas agências e estúdios por onde passei expandi meus sonhos. São 15 anos de histórias que pude contar através de tantos clientes. Hoje sou diretor de arte, apaixonadamente trabalho em novas possibilidades na agência Delucca, sempre ao som de uma boa música!
Porque gosto de fazer o que faço?
Essa arte me permite criar mundos próprios. Faz com que as ideias surjam nas ruas e mídias, mudando nem que seja ao menos um segundo da vida de outras pessoas. É o olhar, transformar um instante com criatividade e talvez formar algum sentido. Tenho a liberdade para me expressar de várias formas e mostrar o que penso, como penso. Amo a profissão que me escolheu e faço dela parte inseparável da minha vida.


Se você curtiu tanto quanto nós, AQUI tem mais!
PortfolioMassa é um espaço reservado aos jovens leitores designers, fotógrafos, publicitários, ilustradores ou artistas que queiram divulgar seu trabalho. Saia do estúdio e dê sua “cara a tapa” aos elogios e criticas! Clique AQUI e saiba como participar.
Post Relacionados
A primeira vista, lembra um pedaço gigante de queijo mas é uma maravilha arquitetônica em Lyon/França, projetada pelo estúdio de Paris Jakob + Macfarlane. A construção, e por que não dizer, obra, nada mais é que um showroon de design. Para o seu conteúdo, seu externo não faz por menos, nem tem intenção de passar despercebido.

A fachada do prédio é composta por uma malha metálica cor laranja com furos de diversos tamanhos. Entretanto, dois furos maiores que adentram nas laterais do prédio, têm funções específicas. O maior, forma um átrio, deixando exposto a parte interna e andares, possibilitando a entrada de luz natural e auxiliando na circulação de ar. Outro, próximo ao chão e menor que o primeiro, é a entrada para o edifício. Possui seis andares de muita audácia arquitetônica, e, eu que tinha o Louvre como atração principal na França, já estou revendo meus conceitos.


Fonte de dados e imagens
Post Relacionados
Reveja o artigo “Dias de paz, amor, música e design”.
O início do movimento psicodélico
O distrito de Haight-Ashbury, em São Francisco, ligado desde os anos 1960 à cultura beat, era cheio de casas vitorianas construídas por trabalhadores irlandeses procuradas como moradia principalmente por estudantes que ali encontravam imóveis e aluguéis mais baratos. Os imóveis relativamente baratos, unidos ao ativismo político de contestação também presente na cultura de São Francisco, serviram como ímã para simpatizantes da contracultura e também músicos, que viriam a residir na área.
As bandas que viriam a se formar na região adotaram alguns dos numerosos salões antigos, que podiam ser alugados por um preço razoável, para suas apresentações. Nesse momento nasceria um estilo musical que viria se tornar um rock dos mais criativos e exóticos da América, com improvisações longas e distorcidas de guitarra, letras que continham referências aos estados alterados da consciência e a preocupações do movimento de contracultura.
Alguns anos antes da explosão psicodélica, o escritor Ken Kesey, considerado uma ligação entre a geração beat e os hippies, havia participado de um programa experimental para estudar os efeitos de drogas psicoativas. Durante esses experimentos ele se familiarizou com o LSD, droga que ele acreditava proporcionar maneiras radicais de ver a vida.
Quando se mudou para São Francisco, Kesey começou a promover grandes festas para descobrir o que acontecia com as pessoas que tomavam a droga em uma situação onde não havia regras. É importante lembrar que até meados dos anos 1960 as drogas não eram ilegais e o seu uso pela comunidade da contracultura, incluindo seus músicos, era regra e não exceção. A convite de Kesey, os Warlocks (que mais tarde seriam chamados de Grateful Dead, uma das mais influentes bandas do movimento psicodélico) era a banda que tocava durante as experiências coletivas com drogas.
As experiências que uniam LSD e música começaram a se espalhar e tomaram uma forma mais relaxada, com foco na música e na dança. Em janeiro de 1966 os shows já eram semanais nos lendários Fillmore Auditorium e Avalon Ballroom. A explosão psicodélica havia começado.

“A Tribute to Dr. Strange”, Ami Magill, junho de 1965, evento que pretendia divulgar os talentos da região. Os pôsteres de divulgação do evento foram pintados com canetas.
A nova música trouxe uma nova escola de pôsteres, produzidos em grande escala e recebidos com grande entusiasmo. Vívidos e imaginativos, os novos pôsteres contrastavam simplicidade do estilo anterior. Nesse momento o design gráfico começa a ter importância por ser um acessível e versátil meio de expressão, onipresente na forma pôsteres, capa de discos e revistas. Era, acima de tudo, o design gráfico da década de 60 que indicava o que era “ser jovem”.
As influências e os primeiros pôsteres
Muitos consideram como o primeiro pôster do novo estilo o que anunciava um show da banda The Charlatans no verão americano de 1965. Os Charlatans tinham um estilo de se vestir que combinava o visual dos cowboys do velho oeste com os malandros do Mississippi, e eles sentiram que precisavam de um pôster que refletisse sua imagem. Desenhado à mão pelos membros da banda George Hunter e Michael Ferguson, o pôster apresenta um design muito denso, cheio de letras diferentes, caricaturas dos membros da banda e uma enorme quantidade de elementos que chamam a atenção dos olhos. Como a imagem da banda, o pôster combinou o arcaico com a ousadia original. Aspectos desse pôster, que foi chamado de “The Seed” (A Semente), influenciariam os artistas de São Francisco que desenvolveriam o estilo e se tornariam famosos no ano seguinte.

“The Seed”, George Hunter e Michael Ferguson, 1965.
A formação da linguagem visual do movimento psicodélico, que até então não tinha uma linguagem definida, também seria muito influenciada pela exposição “Jugendstil and Expressionism in German Posters”, realizada na galeria de arte da Universidade de Berkeley, vizinha de São Francisco. Jugendstil é o equivalente alemão ao que se chamou de Secession na Áustria e que ficou mais conhecido com o nome de Art Nouveau. As características orgânicas, florais, complexas e sensuais das ilustrações e grafismos pegaram na veia dos visitantes, juntamente com o desenho manual de letras absolutamente não diagramado.
Outra grande influência foi o Pop Art que, quebrando as regras sobre o que era “arte séria”, trouxe formas mais populares da cultura produzida em massa. Do Op Art viriam as complexas interações de cor que pareciam vibrar diante dos olhos. O resultado óptico que gerava um conflito entre o que os olhos viam e o que o cérebro percebia, era perfeito para expressar uma experiência psicodélica.
Os pôsteres de show de rock dessa época desenvolveram-se de uma forma única e altamente criativa. Acordos informais entre os promotores e os artistas davam mais liberdade de criação do que a maioria das empresas comerciais teria permitido.
Ao contrário dos modernistas que olhavam para o futuro em busca de inspiração, o psicodelismo olhava para todos os lugares, muitas vezes através das alucinações provocadas por drogas alucinógenas. Olhavam também para o seu próprio mundo, criando uma linguagem visual inspirada na droga (LSD) que visava um público seletivo.

“Bill Graham #38”, Wes Wilson, 1966.
________________________________________________________________________
Rafael Hoffmann Maurilio – 28 anos, publicitário de formação, professor no curso de técnico em Comunicação Visual da EDUTEC e no curso de graduação em Design Gráfico da Faculdade SATC.
- www.flickr.com/rafael_hoffmann
- twitter.com/agaeme
- comunicandodesign.wordpress.com
________________________________________________________________________
Artigo Massa é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.
Post Relacionados