ILUSTRAÇÃO Graham Samuels
www.grahamsamuels.com
Este ilustrador sueco é mais conhecido pela sua colaboração com a banda Peter Bjorn and John. Fez as capas dos seus discos e vídeos, como o da canção do assobio (“Young Folks”). Além disso, também colabora com editoriais (MixMag, Time Out, Stick) e faz filmes de animação para o programa “Arty” num canal de televisão sueca, o “massa” é que todos os filmes estão online no site dele.
FOTOGRAFIA Bruno Dayan
www.brunodayan.com
Dayan, fotógrafo francês, é conhecido pelas suas fotos sensuais e cheias de glamour. Característico das suas fotos é o apelo sensual sem ser cair no vulgar, além de usar as luzes brilhantemente.
Trabalha para grandes marcas da moda, dentre elas Louis Vuitton, Moschino, Yves Saint Laurent, Max Factor, Chantal Thomass, Palmers e Lejaby.
DESIGN Mike Stefanini
www.atomike-studio.com
Mike Stefanini é um designer gráfico francês com um versátil talento para música, ilustração, fotografia e logos. Seu estudio Atomike é um lugar muito original, com muitas idéias e inspirações. Mike Stefanini tem um bom gosto por coisas vintage, bem como também pela estética atual.
Top #3 é um post semanal, que apresenta a vocês, um designer, um fotógrafo e um ilustrador muito massa segundo nossas pequenas e serelepes mentes pensantes. Praquê? Pra mostrar como tem gente batuta por aí que faz do seu trabalho um bom motivo para fazer brilhar nossos olhinhos.
A nossa entrevistada de hoje dispensa apresentações. Uma das mais brilhantes ilustradoras brasileiras da nova geração, Anna Anjos, 25 anos, é paulistana, ilustradora e designer freelancer formada pela Belas Artes/SP. Já trabalhou como colorista e designer na Fábrica de Quadrinhos e hoje atua no mercado editorial e publicitário amando o que faz. Seus trabalhos possuem uma característica bem particular, ilustrações ricas em referências visuais, que você confere mais na nossa entrevista. Muito massa! Aproveitem a entrevista e Anna, muito obrigado!
Massa – Você é filha de um desenhista autodidata, apaixonada por ilustração desde criança, mas que iniciou a carreira como designer. Como foi a decisão de sair de uma profissão onde atuava há alguns anos e partir para sua paixão?
Anna - Meu pai sempre desenhou muito bem, mas nunca seguiu a profissão. Isso me deixava um pouco apreensiva em relação à carreira artística, porque apesar de sempre ter gostado muito de desenhar, eu queria fazer um curso superior e, na época, ainda não havia curso com formação em Ilustração.
Então, em 2003 prestei vestibular para Design Gráfico na Belas Artes de São Paulo, pois sabia que esse curso me daria uma base na área e talvez me propiciasse mais chances dentro do mercado de trabalho. Sem dúvida fazer Design me fez adquirir muito conhecimento na área e ganhar certa experiência. Mas ainda assim eu me sentia “incompleta”. Sempre fui uma pessoa bastante lúdica e me faltava essa necessidade de expressar toda essa lisergia através de linhas, traços, criando meu próprio universo visual.
Após ter trabalhado em algumas agências de publicidade resolvi me tornar freelancer e trabalhar somente como ilustradora. Não foi uma decisão fácil, precisei de coragem para deixar a agência onde trabalhava para partir para o mercado como freela, mas arrisquei. Hoje vejo que fiz a coisa certa, sou muito feliz por trabalhar com o que sempre foi minha verdadeira paixão, a ilustração.
Atualmente tenho atuado também como artista plástica, desenvolvendo meu trabalho em outros suportes e experimentado diferentes materiais.
Massa – Você atua como ilustradora free lancer. Qual a parte mais legal e a parte que te chateia mais (se é que existe) nessa forma de negócio?
Anna - Ser freelancer, ainda mais no Brasil, é um grande desafio. O mais bacana em ser freelancer é o fato de se poder criar sua própria rotina de trabalho, estabelecendo seus próprios horários. Claro que às vezes pode ser um pouco desgastante ter de sacrificar alguns finais de semana pra terminar um job. Mas, na minha opinião, ainda assim vale a pena ser freelancer.
Massa – Como você vê suas ilustrações. Como arte, como objetos de desejo decorativo ou puramente comerciais?
Anna - Na verdade, acho que é um pouco de cada coisa, dependendo da aplicabilidade de cada projeto. Atualmente estou procurando experimentar suportes novos para o meu trabalho e, com isso, alcançar novas perspectivas para minha carreira.
Massa – Recentemente você criou para Nestlé, três embalagens dos Chocolovers para Páscoa. Como foi seu processo criativo?
Anna - Quando fui convidada para desenvolver ilustrações exclusivas para as latas de Ovos de Páscoa da Nestlé tive liberdade total para a criação dessas ilustrações. Resolvi desenvolver mandalas e elementos orgânicos com diferentes tons para cada lata (azul, rosa/amarelo e verde), que explorassem a forma da embalagem.
Foi uma grande experiência e um enorme prazer poder aplicar minha arte em produtos de uma marca tão forte como a Nestlé. Fiquei bastante satisfeita com o resultado final.
Massa – É perceptível em suas ilustrações, ver uma gama de detalhes, de cores e linhas bem distribuídas, composições bem trabalhadas, você acha que chegou no seu estilo próprio ou definitivo?
Anna - Acredito que tenha chegado sim a um estilo próprio, porém não definitivo. Como artista visual estou sempre em busca do novo, procurando aprimorar meu trabalho.
Em novembro de 2009 tive a oportunidade de conhecer a Argélia, um dos países mais incríveis do norte da África. Lá procurei absorver o máximo possível de informação visual, toda sua riqueza cultural.
A cultura do Nordeste do Brasil e Africana, juntamente com o Tropicalismo são as minhas maiores referências para o desenvolvimento do meu trabalho atual. Recentemente comecei a desenvolver minha própria mitologia, cujos personagens denominei “Entidades Afrotropicais”. Hoje meu trabalho está mais maduro – tanto tecnicamente quanto em relação a conceitualização das artes.
Massa - Sabemos que cada artista gráfico e ilustrador possui uma metodologia de trabalho. Explique como é a sua. Parte direto para o computador, faz no papel antes? Quais as ferramentas que você utiliza até o resultado final?
Anna - Antes de mais nada eu procuro me envolver ao máximo com o projeto que estou desenvolvendo. A música me ajuda muito nisso, com ela o trabalho sempre flui melhor. Se é uma ilustração comercial, por exemplo, na maioria das vezes o processo é híbrido: desenho primeiro o traço à mão e faço a colorização digital.
Massa – Quais foram e continuam sendo suas principais referências no mundo da arte e da ilustração?
Anna – Minhas principais referências atuais são o Tropicalismo e as culturas do Nordeste brasileiro e Africana, como disse anteriormente.
Com relação aos artistas contemporâneos gosto muito do trabalho da Linn Oloffsdotter e de Joe Sorren.
Massa - Para terminar, deixe seu recado, dica para quem quer entrar no mercado da ilustração e que admira seu trabalho.
Anna - Ser ilustrador no Brasil não é fácil, principalmente pelo fato dessa profissão não ser regularizada e nossa classe não possuir leis que nos assegure alguns direitos básicos. Pode soar clichê mas é a mais pura verdade: eu acredito que o mais importante de tudo é amar verdadeiramente o que se faz.
Há três “regrinhas” que considero fundamentais para quem quer trabalhar como ilustrador:
1 – Não espere que o trabalho bata à sua porta. Vá à procura, busque, informe-se. Tenha interesse e vontade de se superar a cada novo trabalho.
2 – Faça uma seleção somente com os seus melhores projetos/ilustrações; crie um portfolio bacana em versão digital, onde o cliente possa ter acesso aos seus trabalhos mais recentes. (Lembre-se que menos é mais).
3 – Determinação e segurança são pontos muito importantes: mantenha-se firme em seu objetivo e acredite sempre em você.
Aproveito pra agradecer a todos que gostam e acompanham meu trabalho e convidar a visitar meu novo site: www.annaanjos.com
No post anterior falamos de uma embalagem feita com folha de bananeira. Continuando nessa temática, e eu digo, em toda temática, esse post é sobre um jeito criativo de vender Bananas. É o projeto para a marca Chiquita Banana, que utiliza adesivos com ilustrações, carinhas e expressões criativas que chamam a atenção de qualquer um que passe no supermercado ou mercadinho do bairro. Esse projeto foi desenvolvido pelo diretor de arte Neff e você pode conferir mais trabalhos do criativo aqui. O site Eat a Chiquita é muito divertido também, confira! Veja abaixo o projeto Chiquita Banana.
Você já pensou em uma embalagem que usa folha de bananeira em seu projeto? Pois bem, já pensaram.
A superfície da folha de bananeira é ideal para guardar alimentos e é totalmente ecológica. Cumprindo esse papel funcional e ecológico, por que não criar uma embalagem com ela? Criada pelo designer israelense Tal Marco (Mesmo com tanta banana no Brasil, o projeto não é daqui) a folha de bananeira é tão flexível que pode se transformar em vários modelos de embalagens, ideais para várias formas de produto. Muito ecologicamente massa!
LeitorMassa: @pryfalk
Como é de costume, dona pry sempre com dicas sustanciosamente criativas! Gracias chica!
Recycle project jeans é um projeto lançado em 2009 pela marca sony que começou a recolher uma partes dos banners de publicidade da marca das ruas de tókio. Com esses “panos” + uma equipe de costureiro = calça jeans únicas. O massa é que as calças foram penduradas na fachada do edifício da Sony para serem compradas qualquer um disposto a pagar mais ou menos R$ 300. E o incrível é que você escolhia a sua calça e um escalador ia buscar a escolhida. Confira o vídeo do projeto:
Leitor Muito Massa é um post esporádico que traz a sugestão de um leitor muito simpático que decidiu, por livre e espontânea vontade, socializar seus conhecimentos. Como achamos isso pra lá de bom, o leitor do Massa ganhou um espaço só pra ele! Para participar, dê sua sugestão pelo twitter Massa (@massacultural), pelo e-mail contato@massacultural.com ou comentando outros posts. E viva a colaboração! o/