
Este que vos fala e sua companheira de aventuras, Geovana, estiveram respirando os ares da arte contemporânea, e um pouquinho de poluição da grande cidade que é Porto Alegre. Iniciamos nossa jornada artística na sétima Bienal do Mercosul pelo prédio do Santander Cultural, onde podemos conferir alguns vídeos e instalações contemporâneas que nos deram uma certeza. A arte é multimídia, é digital e está totalmente incorporada no tecnológico. Logo em seguida atravessamos a Praça da Alfândega e entramos no Museu de arte do Rio Grande do Sul (MARGS). Lá prestigiamos os excelentes trabalhos de Ricardo Lanzarini de Montevidéu com seus microdesenhos, e da artista plástica de Munique, Nina Lola Bachhuber, com suas formas geométricas futurísta.
No outro dia, não muito longe dali, nas margens do Rio Guaíba, começamos nossa jornada no Cais do Porto. Lá podemos ver instalações gigantes coberta de areia, como no primeiro pavilhão chamado Absurdos. Nesse mesmo pavilhão, assistimos ao vídeo do Chileno Niles Atalah entitulado “Luis”, onde o medo tomou conta ao ouvir a vozinha sombria do garoto que narrava os fatos dentro de um quarto em stopmotion. Respiramos muita arte ao decorrer daquela manhã, onde nos deparamos com esculturas, vídeos, instalações, performances, gravuras e outros projetos artísticos. Em comparação as edições anteriores, essa está mais enxuta, menos interativa. Mas, para os apreciadores de arte e para quem busca renovar os ares, é uma excelente pedida. A Bienal se consolidou como uma grande oportunidade para conhecer e dar chance para artistas de países vizinhos, mas tomou grande forma, que paises europeus já participam. Outros artistas presentes na mostra são Cildo Meirelles e os argentinos Eduardo Basualdo e Liliana Porter.

Para concluir, é importante registrar que a mostra dividi-se em sete exposições distintas, nos três pontos que passamos acima. Essa edição da Bienal tem a curadoria da argentina Vicória Noorthorn e do chileno Camilo Yañes. Vai de 16/10 até 29/11 e é grátis. Muito massa!
Além da Bienal tradicional, pela cidade de Porto Alegre você pode conferir exposições simultâneas de artistas plásticos regionais na 2ª Bienal B.
Se você vai ficar mais que um dia em PoA, ou mora lá mesmo, outros dois pontos que o Massa indica é a Casa de Cultura Mário Quintana, e a Fundação Iberê Camargo, ambas com uma arquitetura excelente, e com um ambiente inspirador para quem gosta de arte, poesia e ilustração, ou mesmo para quem quer tomar um cafezinho no final do dia.

Se você estiver nas próximas semanas na cidade, pode além de muita arte, viver entre as palavras na Feira do livro de Porto Alegre. Vale muito a pena. =)
Promessa é dívida!
Citado no post anterior, eis um post sobre o Kiko.
Como já disse em outro post há tempos atrás, minha opinião sobre o Kiko é bem tendenciosa de tão apaixonada que eu sou pelo trabalho dele.
A Erika (minha amiga e companheira dos tempos de faculdade) lembrou dele quando viu os cartazes anteriores, e lembrou de mim também pois meu TCC era sobre os cartazes que o Kiko Farkas fez pra Osesp e que vivem ganhando prêmios por aí!
Pra falar deles, trouxe um trechinho da minha monografia:
“Enfim, o que se percebe é que esses cartazes se apresentam como poesias visuais, poesias essas que expõem plasticamente a energia musical da orquestra. Tal construção busca o contato com as pessoas através de uma linguagem que abusa dos elementos mais simples da comunicação para criar estruturas complexas, variadas e ousadas, em que o sentido é resultante de uma construção mais interativa com o público. Os círculos, as linhas, as cores, as texturas, podem não ganhar vida, pulsação ou movimento através de um olhar descomprometido. Mas aquele destinatário cujos olhos se abrirem para ouvir (e não apenas olhar), identificarão por sinestesia que tais formas arranjam-se de maneira rítmica e harmoniosa em melodias e sons, tais como notas sobre uma partitura. Assim como a música, esses cartazes só valem se existir a colaboração de um público aberto a ser ‘tocado’ por eles.”
Voilà, deleitem-se!






Para ver mais trabalhos dele: http://www.kikofarkas.com.br/
Os ainda insaciados, podem saber mais sobre o kiko numa entrevista muito bacana no youtube divida em três partes segue os links:
Parte 1 – http://www.youtube.com/watch?v=O-lsDov4gtc
Parte 2 – http://www.youtube.com/watch?v=g_mHIC9OREI
Parte 3 – http://www.youtube.com/watch?v=Sxcp9_ZY2As
Fechando a saga…
Mais quatro projetos para o seu deleite!
LIVRO OBJETOS DE DESEJOS
Flávia Castanheira | Cosac Naify
A Designer Flávia fez jus ao conteúdo do livro. O projeto gráfico é demais, você comprar o livro e você mesmo decide como vai ser o layout da capa já que as partes que a compõem são todas em adesivos!
E fica a dica de leitura também, li muito esse livro durante a minha monografia.

O DIA EM QUE O CANGAÇO VIROU BARALHO
José Ribamar Lins Souza Junior | A Fábrica Comunicação
Equipe:
Direção de design e ilustração: José Ribamar Lins Souza Junior
Texto de Cordel: Danilo Scarpa
Impressão: Murc Editora Gráfica Ltda.
Um baralho + cangaço + A Fábrica COmunicação = um projeto muito massa que mostra a história de Lampião e seu bando. Rei, dama e valete são substituídos por Lampião, Maria Bonita e jagunços. Os desenhos usam traços característicos da xilogravura tão usado nas narrativas de cordel. Em resumo, um belo (e criativo) projeto de design!

CARTAZES OSESP
Kiko Farkas | Máquina estúdio
Equipe:
Direção de design: Kiko Farkas
Design: Kiko Farkas, Elisa Caroso, Mateus Valadares e Caio Campana
O Kiko Farkas faz parte do meu debut nas bienais de DG, lembro até hoje do dia que eu conheci essa coleção na sétima bienal de design gráfico e o impacto que causaram na minha formação (eu era caloura naquela época). Acho fantástico que a série ainda faça parte da Bienal e esteja sempre se renovando.
Minha opinião é bem tendenciosa sobre os cartazes criados pelo Kiko. Eu sou simplesmente apaixonada por eles, tanto que minha monografia foram sobre os próprios!

FONTE PROCESSUAL
Vicente Pessôa
Equipe:
Idealizador e designer: Vicente Pessôa
Digitalização e design de grifos complementares: Tiago Porto
Programação do Tipotretris: Zed Martins
Não podia faltar um projeto tipográfico na nossa pequena amostra da bienal! Pra fechar com chave de ouro trago essa fonte nascida a partir de leituras e reflexões sobre o Poema//Processo, como movimento anti-literário que proporcionasse vários sentidos de leitura. A exigência era não ser só mais uma “pixelfonte de difícil leitura”, utilizada apenas por seus criadores.
Achei disponivel na internet um site de divulgação: http://www.processual.vai.la/

Então é isso!
Quer ver mais? Quer saber mais?
Aproveita que a exposição fica aberta até dia 17 de maio e vá ao Centro Cultural de São Paulo. É gratuito!
E ainda aos interessados no catálogo da Bienal ele também já está disponível para venda.
COMPRE AQUI
Continuando a saga…
Imagine numa tarde ver 280 trabalhos de design?
É quase como se a gente postasse 280 vezes num dia!
ufa, só de pensar cansa né…
Mas é muito bom ver essa quantidade de trabalhos expostos numa exposição de design gráfico aqui no Brasil!
Mostra que o design a cada bienal vem ganhando e marcando seu espaço! Viva!
Bom, selecionei alguns trabalhos que eu vi na minha passagem por lá pra mostrar pra vocês!
Sem mérito de melhor ou pior, o intuito é dar um gostinho da massa que espera vocês na Bienal… literalmente uma Bienal com sustância criativa!
JOGO – WAR IN RIO
Fábio Lopez
Equipe:
Criação – Fábio Lopez
Fotografia – Leonardo Conrado
A idéia é bem simples mas muito muito muito massa! É uma jogo que propõe uma crítica social de forma bem irônica em relação a violência do Rio! O projeto gráfico é uma paródia do clássico WAR! Quem quiser saber mais tem um blog sobre o jogo: http://jogowarinrio.blogspot.com/

IDENTIDADE VISUAL BUFFET ARROZ DE FESTA
Priscila Loss Fighera | Bola Sociology Design
Equipe:
Direção de Design: Helder Araújo
Design: André Coelho e Helder Araújo
Coordenação de projeto e produção gráfica: Cibele Fontoura
Foi o projeto de identidade visual que mais me chamou a atenção.
Eu nunca vi o arroz se tratado de forma tão refinada!
Os padrões criados são super bem trabalhados, consegue ser delicado e ao mesmo tempo pregnante.
A solução foi super inteligente inseriu sofisticação numa coisa do nosso dia-a-dia.
Mt Massa! (quer dizer mt arroz
)

FLYER MAPA DIGITAL
Fabiana Ferraresi | Designlândia
Equipe:
Direção de design: Fabiana Ferraresi e Paola Menezes
Design: Fernanda Barbato, Ho Chich Min e Ieda Shingai
Ilustração: Fernanda Barbato
Paper Toyart realmente é uma tendência!
A Designlância fez um flyer para a Mapa digital (empresa de TI) que além do conteúdo – depois de algumas dobras se tornavam esses amiguinhos fofos aí de baixo! Nós do massa amamos paper toyart!

Continua…
Então,
Tá rolando em São Paulo a 9ª Bienal Brasileira de Design Gráfico – Anatomia do design.
O Massa foi lá dar um confere e num conjunto de três posts no dia de hj trás pra vocês um pouquinho do que foi visto por lá!
E eu não sei em que mundo eu vivo, mas eu não sabia que a identidade da bienal era com as mesmas cores da identidade do massa! Confesso que foi uma grata surpresa, parei e pensei: “uau, o massa só nas tendências….rsrsrrs”

Voltando a Bienal, a própria é um dos maiores veículos de difusão pública do design nacional e mostra o que se anda produzindo pelas terras brazucas nos últimos tempos. Vale a visita, pois é um mapeamento da linguagem do design brasileiro, as tendências, o que se consagrou e quem tá começando a aparecer no mercado também (vide a existência de trabalhos acadêmicos por lá).
A exposição fica aberta ao público de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, no Piso Caio Graco do Centro Cultural São Paulo até o dia 17 de maio.
Além disso tá rolando uma programação paralela na sala de debates mt massa!
(se você mora em sampa e tiver afim de conferir a troca de ídeia a programação tá nesse link aqui)
Ah, a entrada é gratuita!

Pra finalizar a primeira parte do post segue 9ª Bienal em números:
- 1240 projetos inscritos de todos os estados brasileiros
- 283 projetos selecionados (de embalagens à interfaces audiovisuais)
- 800 m2 de área expositiva.
Continua…