O que você fez com seus disquetes antigos? Jogou fora? Muito provável que seu computador nem tenha mais entrada para um. Nick Gentry soube usá-los de uma forma artisticamente formidável. Confira!


Pinturas em disquetes, pinturas formidáveis e que criam uma forma impressionante nessa plataforma tão anos 90.
Os trabalhos de Gentry realmente mostram o quanto a criatividade pode existir em objetos já descartados. Confira mais trabalhos desse artista.

Quer conhecer mais o trabalho desse fera, então visite seu flickr.
Post Relacionados
Como muitas artes, o quilling já teve seus autos e baixos, não sei se e estamos em sua era de ouro ou não, mas por ser uma arte interessante, bonita e inusitada, vale a pena a citação aqui no Massa. Sua origem exata é incerta, opiniões se divergem entre Egito e Europa, o fato é que existe, e desde muito tempo. A arte consiste em moldar e enrolar tiras de papel de 6mm a 3mm de largura. Os instrumentos são simples, palitos de dente ou churrasco (existe uma ferramente específica, mas pode ser substituída por palitos), tesoura e cola. Mas o especial da arte está no exercício de paciência do artista.
Balelinhas a parte, o que queria mostrar aos leitores é o trabalho de Inna e a incrível capacidade que ela tem de “desenhar” formas com estes papéis finos colados verticalmente.


(Peço desculpas quanto as imagens com marca d’agua, mas a artista o fez e reforça-se os créditos)
Post Relacionados
Lois van Baarle, mais conhecida como Loish, é uma ilustradora e animadora holandesa que encanta qualquer um, já morou em vários lugares do mundo: Estados Unidos, Indonésia, França e até na Bélgica. Traços arredondados e pintura digital extremamente orgânica fazem seu trabalho se destacar facilmente.
A moça de 25 anos está em quase todas as redes sociais e é super simpática, dá uma conferida no site e no blog dela, sempre tem novidades, recomendações e montão de coisas inspiradoras!



Post Relacionados
Este artigo foi gentilmente escrito pela Valéria Midena para veiculação do mesmo aqui no Massa.
“Gigi era de poucos amigos e muito amantes.” (em “A solidão de Gigi”)
“Garry fazia questão de ir a todos os enterros das mulheres que ele assassinava.”
(em “Os lutos de Garry”)

Assim são os nanocontos de Walter Kinder – agudos e deliciosamente sintéticos. Não bastasse tal competência na expressão das palavras – afinal, quantos conseguem contar tanta história com tão poucas letras? – os nanocontos vêm acompanhados de belíssimos desenhos, intensos em cores, traços e expressividade.
Waltinho, como o chamam os amigos, carrega moleskines no bolso (na bolsa?) há quase 15 anos. Segundo ele mesmo, “no começo serviam apenas para exercícios de observação, para escrever textos rápidos e para rabiscos feitos em bares ou em viagens.” Nos últimos 5 ou 6 anos, porém, os moleskines ganharam outra dimensão e passaram a ser suporte para a construção de personagens – personagens reais, urbanos, que estão ao nosso lado, na rua, no trabalho, no cinema ou no apartamento vizinho. Centenas de pessoas que vemos sem ver, que fazem parte de nosso cotidiano, que estão tão próximas e ao mesmo tempo nos são tão distantes… Pessoas que, sob o olhar e pelas mãos de Waltinho, passam a ter identidade – transformam-se em verdadeiros personagens, com rostos, nomes, profissões, comportamentos, valores, condições socioculturais, questionamentos, aflições…
Em agosto do ano passado, o que antes era privilégio de apenas 3 ou 4 amigos tornou-se acessível a todos. Incentivado por uma amiga que conseguiu convencê-lo da relevância e da beleza de seu trabalho, Waltinho decidiu tornar públicos seus moleskines – e eis que nasceu o
http://walterkinder.com/
No site/blog estão reproduzidas as belíssimas páginas de seus pequenos cadernos. Com influências que vão de Bukowsky a Truffaut, passando por Zéfiro e Nelson Rodrigues, os nanocontos nos revelam, na narrativa e nos traços, um pouco do próprio Waltinho e de seu jeito de ver o mundo – nas palavras do dele, “muito mais de ver do que de participar.“
“Faço incursões solitárias, semanais, em busca de pessoas, histórias e situações que me inspirem. Converso comigo, me lamento, rio de mim mesmo. Também ouço conversas perdidas, às quais adiciono falas, comentários ou para as quais reinvento finais. Se tornam esquetes com algum humor nonsense. É, na prática, uma maneira de participar e até de viver a vida dos outros.”
Ora com humor, ora com melancolia, e sempre com força e singularidade, Walter mostra dessa maneira uma obra rica, de um artista maduro e talentosíssimo, cuja produção só faz encher nossos olhos de beleza, nossa mente de reflexões e nossa alma de prazer.

em “As festinhas de Débora”

em “Seu Demétrius no Baile”
________________________________________________________________________
Valéria Midena, designer por opção e esteta por devoção, é sócia-diretora do GattoNero Design Studio e autora/editora do blog www.SobreTodasAsCoisas.com.br
________________________________________________________________________
Artigo Massa é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.
________________________________________________________________________
Post Relacionados