Massa Cultural - Um blog com sustância criativa

Revista Sabiá

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Rejubilem-se os povos de ilustradores brasileiros! Temos outra publicação em solo tupiniquim. Assim como a revista Illustrar, temos a Revista Sabiá, que já está na sua segunda edição. O Massa não as vê como concorrentes, mas como complementos num território onde a ilustração ainda é pouco cutucado e valorizado. Sim, se você fala para alguém que é ilustrador perguntam se você faz o projeto de uma peça mecânica, de uma planta baixa de casa. É sério. =/

Voltando, o foco da Sabiá é a arte contemporânea. O primeiro número conta com trabalhos de artistas que foram publicados nas principais revistas e jornais brasileiros, além de publicações internacionais.

“Incomodava a noção que alguns estrangeiros têm sobre o que é o Brasil – futebol e mulheres de biquíni – e a falta de conhecimento sobre a arte brasileira”, diz Jonathas Mello, idealizador da revista e mestrando em Estudos de Mídia na universidade canadense de Western Ontario. “Quando mostrava trabalhos de brasileiros reconhecidos internacionalmente, como os ‘Gêmeos’ ou Romero Britto, as pessoas ficavam surpresas, e eu dizia: ‘mas há muito mais coisas brasileiras.

Bóra ver mais? Só clicar AQUI e downloadear.


Estas imagens foram retiradas da própria revista, e pertencem, respectivamente a capa/ Marcella Tamayo – Felipe Arantes Silva – Catarina Bessel – Carlos Locatelli.

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A história de uma marca

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Esta entrevista foi gentilmente cedida pelos autores para para veiculação aqui no Massa. A publicação original se deu no dia 30 de setembro de 2011 no blog da AgenciaNueva

Cid Castro começou sua carreira na Denison Publicidade no Rio de Janeiro em 1982. No mesmo ano é contratado pela Artplan Promoções e em 1984 cria a marca do Rock in Rio Festival. Permanece na Artplan Publicidade até 1989, quando muda-se para a Europa, onde trabalha na JW Thompson Publicidade e torna-se diretor de criação da DDB Publicidade Lisboa. Hoje, vive como freelancer em Portugal.

1. Você criou a marca do Rock in Rio, que nasceu como briefing de agência de publicidade e se tornou o maior festival de música do mundo. Poderia nos contar sobre o início dessa ideia? Como surgiu, qual foi a reação do cliente?

Entrei na Artplan Publicidade 1982 por intermédio de um grande diretor de arte, Valter Vicente, conhecido como Falcon. Ele era a cara do boneco mais famoso dos Brinquedos Estrela, daí seu apelido. Ele passou-me um freela de ilustração pois o ilustrador da casa estava abarrotado de trabalho. O ilustrador não era outro senão Benício, o maior ilustrador do Brasil. É o nosso Norman Rockwell versão tupiniquim.

Fiz de tudo pra ficar na agência e em 1984 era seu assistente, quando o briefing solicitando a criação do logotipo do Rock in Rio foi passado ao departamento de criação. Apesar do trabalho não ser pra mim, como adorava rock’n’roll, roubei o briefing e comecei a labutar em silêncio. Foram muitas noites acompanhadas de muito rock e baseados até ter vários blocos de papel manteiga cheios de logotipos. Mas não tinha para quem mostrar.

Numa tarde na hora do almoço, estava revendo todo aquele trabalho que parecia ter sido em vão, quando um redator da agência entrou em minha sala. Começou a dar sua opinião com profissionalismo e disse-me que faltava conceito por trás da marca. Sugeriu que relesse o briefing mais uma vez. Reli e constatei que se aquele megafestival acontecesse no Brasil, a América do Sul se transformaria no continente da guitarra. O conceito estava encontrado. Depois foi só construí-lo graficamente. Quando mostrei o logotipo ao redator, que também não era outro senão Nizan Guanaes, ele arrancou a folha do bloco, subiu a sala do Roberto Medina e desceu com ele me dando os parabéns, pois a marca do Rock in Rio havia sido encontrada.

2. No seu livro “Metendo o Pé na Lama”, você mostra ao leitor os bastidores da produção do 1° Rock in Rio e relata as dificuldades que pareciam ir contra a realização do festival. O que o motivou a escrever essas histórias? Quais suas maiores memórias dessa época?

As pessoas não tem a mínima ideia das dificuldades que tivemos para viabilizar o festival.Tudo estava contra ele: a política do Governador Leonel Brizola, a ditadura militar, a Igreja Católica, as editoras fonográficas que não deram nenhum apoio, a classe média que não queria que seus filhos participassem num festival de sexo, drogas e rock’n’roll e até uma falsa profecia de Nostradamus apareceu para embarreirar o evento.

Internamente na agência, quase todo mundo era contra a realização dessa loucura Medinesca, éramos poucos a acreditar no projeto. Parecíamos o exército de Brancaleone! Mas contra tudo e todos o festival aconteceu e não dava para deixar de contar essa história fantástica que mudou a cara do Brasil dos anos 80, inserindo-o no show business internacional, e lançando vários talentos do Rock Brasil. Politicamente também foi marcante para coroar a democracia, pois Tancredo Neves, nosso primeiro presidente civil desde o golpe de 64, foi eleito no 5º dia do Rock in Rio. Tudo o que vivenciei nos bastidores do festival, do briefing ao seu último dia, está relatado no livro. As minhas memórias do evento servem como complemento à memória de todos aqueles que estiveram lá comigo, metendo o pé na lama.

3. Como você analisaria as principais semelhanças e diferenças entre o primeiro Rock in Rio, em 1985, os que aconteceram posteriormente (1991-2001-2004-2006-2008) e esse de 2011?

Se fizermos um paralelo do Rock in Rio de 1985 e os que aconteceram posteriormente, a diferença é abismal. Desbravamos o território do show business internacional na base da porrada, já que só contávamos com a nosso arrojo profissional e praticamente nenhuma experiência. Erramos em muita coisa e acertamos em outras tantas, mas o importante foi ter havido um bom começo.

Acompanhei a produção das versões européias do Rock in Rio (Lisboa e Madri) e fiquei impressionado como as coisas mudaram. Da captação dos patrocinadores, passando pela organização do festival e a brutal tecnologia que envolve hoje o evento, é tudo diferente. O conceito atual do festival mudou, porque o mundo também mudou. A sociedade de consumo consome hoje muito mais coisas do que consumia há 25 anos. O desejo de liberdade, a luta contra o regime ditatorial, eram ambições de quase todos os jovens daquele tempo. Hoje anseia-se pelos tablets, e pela TV em 3D. O Rock in Rio transformou-se numa Disneylândia, com roda gigante, desfile de modas, e agências bancárias eletrônicas, fornecendo o dinheiro necessário para que todos possam saciar a sua sede de consumo. Do ponto de vista do marketing está corretíssimo, é um case de sucesso.

Mas gostaria de voltar a ver aquela mística que envolveu as pessoas em 1985, atualizada através dos movimentos ambientalistas, das lutas contra os preconceitos raciais e sexuais, por mais igualdade econômica no mundo. Mas parece que esse patrimônio pertence agora a outros festivais.

4. Além do retorno do Rock in Rio esse ano e das edições já confirmadas do festival para 2013 e 2015, o Brasil está sendo palco de grandes eventos na área, como o SWU e a vinda do Lollapalooza em 2012. Morando em Portugal, como você vê esse atual panorama musical brasileiro?

Acho importante haver grandes festivais alternativos no Brasil. Não sei muito sobre o Lollapalooza mas o SWU já é uma referência mundial. É preciso haver um posicionamento forte e coerente por trás de tudo o que se faz, tanto a nível pessoal quanto institucional. Acho que o Rock in Rio atual perdeu isso, daí a sua descaracterização, quando comparado ao de 1985. Muita gente diz que não vai a essa edição do festival porque muitas bandas não pertencem ao universo rock. Musicalmente elas têm razão, mas emocionalmente elas não vão a esse novo Rock in Rio por falta de identificação ideológica com o evento.

5. Você ajudou a construir uma marca que se transformou em sinônimo de estilo de vida para diferentes gerações. Qual mensagem você deixaria para quem já foi ou ainda pensa em curtir um Rock in Rio?

Que divirtam-se da melhor forma possível!

________

A Equipe Massa agradece a Agência Nueva pela socialização desta entrevista.

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François Berthoud

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François Berthoud nasceu em Le Locle, Suíça. Depois de terminar seus estudos na Escola de Design Gráfico em Lausanne, em 1982, Berthoud foi para Milão, onde ele ilustrou cartoons para o “Alter-Alter” e histórias em quadrinhos ‘Linus’. Ilustrações de moda no início foram comissionados por Anna Piaggi para a revista Vanity Fair da Condé Nast e desde então seu trabalho tem aparecido em muitas das principais revistas de moda.

François Berthoud é agora reconhecido como um dos ilustradores de moda mais originais do final do século 20 e início de 21. Anna Piaggi tem escrito sobre ele: “Enquanto François ilustra moda de uma forma aparentemente formal e decorativa, na realidade, ele analisa o assunto em profundidade e com um sentido de distanciamento elegante antes de criá-lo em seu ateliê-laboratório …. ele experimenta moda com um agudo senso de ironia e uma cultura visual enraizada na arte conceitual. Mas seu estilo é totalmente agora!”







www.francoisberthoud.com

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Leitor Massa – Amy Shackleton

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Sugestão via Twitter do Leitor Massa @evandrolmelo

As pinturas da canadense Amy Shackleton são assim, sem brushes, sem pincéis, sem dedos. Apenas camadas de tinta escorrida (dripping).
No vídeo abaixo, a produção de um díptico que contrasta paisagem e cores.

O imortal que me desculpe, mas entre um Pollock e um Shackleton, acho que fico com o segundo. Nosso Leitor Massa socializou o vídeo de uma obra, mas dá um Google na moça e delicie-se.

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Acne JR

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Começamos a semana com os Toys da Android, e vamos terminá-la com os Plushs de Acne Jr, uma empresa sueca de brinquedos que recentemente incluiu 5 novos personagens em sua lista e abriu sua loja virtual. Cartão de crédito, me aguarde. :D

Simpáticos, bem acabados e cheios de história. São um perfeito exemplo da transformação do desenho de um personagem em peças tridimensionais.

As embalagens são um capítulo a parte. Identidade visual que deixa qualquer brinquedo (e designer) verde de inveja.


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