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Massa Entrevista – Coletivo Murro

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Na última sexta-feria, dia 28 de outubro, em Criciúma/SC, aconteceu o evento de inauguração do Coletivo Murro (que conta com a Giovana Medeiros, membro da equipe do Massa Cultural e criadora da nossa queridíssima Penny, como uma das integrantes do coletivo).

O Massa apresentou esta iniciativa no post de sexta-feira e também esteve presente no evento, que teve vários visitantes e foi um sucesso. Fizemos uma entrevista bem bacana com o grupo, “bora” conhecer melhor essa iniciativa “massa”? Sigam-me os bons…

Massa: Pessoal, vamos começar com o básico? Queremos saber o que é o Coletivo Murro.

Murro – A gente costuma a dizer que é uma iniciativa. A idéia é que ele seja o ponto de partida de um novo cenário para o design e ilustração na região.

Massa: Por ser um coletivo, é óbvio que é formado por um grupo. Qual é a configuração do grupo e quantos integrantes?

Murro – No momento, o grupo fixo conta com 5 colaboradores. Mas é importante a gente esclarecer um ponto importante aqui: adotamos a alcunha de “Coletivo” porque, como um grupo, trabalhamos para um objetivo. Mas no sentido de exposição de trabalhos, o grupo não é fechado, muito pelo contrário: a intenção é mapear talentos na região e promover através da estrutura do Murro um diálogo entre eles.

Massa: Como surgiu a idéia do coletivo? Ela partiu de alguém em específico?

Murro – Como muitas outras idéias, ele surgiu de uma necessidade. Todo pessoal do grupo já era amigo antes. Nas nossas conversas, percebemos essa deficiência em relação ao design aqui na região. Esse era um tema muito recorrente, e frequentemente se manifestava essa vontade de fazer algo. O formato do Murro surgiu dessas conversas, foi a nossa maneira de reagir.

Massa: O que vocês esperam com esta iniciativa?

Murro – Primeiro de tudo, que o público perceba o Murro como um canal de divulgação e de troca para seus trabalhos, que tenham interesse em participar, em expor… Acreditamos que temos talentos incríveis na região, e queremos revelá-los.  E claro, mudar a cara do design na região. Temos uma cena incrível no estado, mas infelizmente, estamos de fora ainda.

Massa: Na última sexta aconteceu a primeira “aparição” do grupo. Entre as atividades do encontro, teve uma exposição de cinco artistas convidados. Como foi feita a seleção dos artistas para a primeira exposição?

Murro – Nesse primeiro evento são os colaboradores do Murro que vão expor, porque precisávamos de um evento para que o pessoal reconhecesse a seriedade do que estamos fazendo. Nos próximos eventos, serão outros artistas.

Massa: Vocês pretendem fazer eventos com frequência? E sempre terá exposição de artistas ou vai depender de cada evento em específico?

Murro – Calculamos de 2 a 3 meses de intervalo entre um evento e outro, sempre contando com a exposição dos trabalhos. Nesse intervalo, pretendemos realizar palestras e workshops, sempre com algum profissional da área, ou então encontros informais, para manter o pessoal unido.

Massa: O Murro se foca em alguma linguagem artística ou tem espaço para todas?

Murro – Não, a idéia é que cada um exponha o seu trabalho, independente da linguagem. Pode ser desenho, pintura, vídeo, fotografia… enfim, estamos abertos a isso.

Massa: O coletivo conta com apoiadores? Quais são?

Murro – Estamos contando com o apoio da Fundação Cultural de Criciúma e do Centro Acadêmico do Curso de Design Gráfico da Faculdade SATC, para esse evento. Mas, a proposta do coletivo é ficar alheio a instituições, sempre buscando apoio para cada evento específico.

Massa: Para finalizar…Se algum artista da região se interessar em participar do coletivo expondo seu trabalho, ele pode? Como faz?

Murro – Pode. Estamos montando uma estrutura para facilitar a comunicação e o envio dos trabalhos, mas no momento temos um e-mail aonde recebemos as peças, é o coletivomurro@gmail.com. Vai funcionar assim: a cada exposição, será lançado um tema, alguns artistas serão convidados, mas qualquer um pode submeter seu trabalho à avaliação do grupo e ser selecionado para expor. As pessoas também poderão participar dos workshops, como aluno ou professor, mas estamos formatando isso ainda.

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Pessoal de Criciúma, o tema da próxima edição já foi divulgado, mas ainda não tem data definida. O tema será “Radicalismo Neutro” conforme a descrição abaixo. Preparem suas produções e façam parte deste projeto!

Para ficar de olho no que o Coletivo Murro vai organizar daqui pra frente e entrar em contato com o pessoal, além do e-mail coletivomurro@gmail.com, podemos seguí-los no Twitter e no Facebook.


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A história de uma marca

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Esta entrevista foi gentilmente cedida pelos autores para para veiculação aqui no Massa. A publicação original se deu no dia 30 de setembro de 2011 no blog da AgenciaNueva

Cid Castro começou sua carreira na Denison Publicidade no Rio de Janeiro em 1982. No mesmo ano é contratado pela Artplan Promoções e em 1984 cria a marca do Rock in Rio Festival. Permanece na Artplan Publicidade até 1989, quando muda-se para a Europa, onde trabalha na JW Thompson Publicidade e torna-se diretor de criação da DDB Publicidade Lisboa. Hoje, vive como freelancer em Portugal.

1. Você criou a marca do Rock in Rio, que nasceu como briefing de agência de publicidade e se tornou o maior festival de música do mundo. Poderia nos contar sobre o início dessa ideia? Como surgiu, qual foi a reação do cliente?

Entrei na Artplan Publicidade 1982 por intermédio de um grande diretor de arte, Valter Vicente, conhecido como Falcon. Ele era a cara do boneco mais famoso dos Brinquedos Estrela, daí seu apelido. Ele passou-me um freela de ilustração pois o ilustrador da casa estava abarrotado de trabalho. O ilustrador não era outro senão Benício, o maior ilustrador do Brasil. É o nosso Norman Rockwell versão tupiniquim.

Fiz de tudo pra ficar na agência e em 1984 era seu assistente, quando o briefing solicitando a criação do logotipo do Rock in Rio foi passado ao departamento de criação. Apesar do trabalho não ser pra mim, como adorava rock’n’roll, roubei o briefing e comecei a labutar em silêncio. Foram muitas noites acompanhadas de muito rock e baseados até ter vários blocos de papel manteiga cheios de logotipos. Mas não tinha para quem mostrar.

Numa tarde na hora do almoço, estava revendo todo aquele trabalho que parecia ter sido em vão, quando um redator da agência entrou em minha sala. Começou a dar sua opinião com profissionalismo e disse-me que faltava conceito por trás da marca. Sugeriu que relesse o briefing mais uma vez. Reli e constatei que se aquele megafestival acontecesse no Brasil, a América do Sul se transformaria no continente da guitarra. O conceito estava encontrado. Depois foi só construí-lo graficamente. Quando mostrei o logotipo ao redator, que também não era outro senão Nizan Guanaes, ele arrancou a folha do bloco, subiu a sala do Roberto Medina e desceu com ele me dando os parabéns, pois a marca do Rock in Rio havia sido encontrada.

2. No seu livro “Metendo o Pé na Lama”, você mostra ao leitor os bastidores da produção do 1° Rock in Rio e relata as dificuldades que pareciam ir contra a realização do festival. O que o motivou a escrever essas histórias? Quais suas maiores memórias dessa época?

As pessoas não tem a mínima ideia das dificuldades que tivemos para viabilizar o festival.Tudo estava contra ele: a política do Governador Leonel Brizola, a ditadura militar, a Igreja Católica, as editoras fonográficas que não deram nenhum apoio, a classe média que não queria que seus filhos participassem num festival de sexo, drogas e rock’n’roll e até uma falsa profecia de Nostradamus apareceu para embarreirar o evento.

Internamente na agência, quase todo mundo era contra a realização dessa loucura Medinesca, éramos poucos a acreditar no projeto. Parecíamos o exército de Brancaleone! Mas contra tudo e todos o festival aconteceu e não dava para deixar de contar essa história fantástica que mudou a cara do Brasil dos anos 80, inserindo-o no show business internacional, e lançando vários talentos do Rock Brasil. Politicamente também foi marcante para coroar a democracia, pois Tancredo Neves, nosso primeiro presidente civil desde o golpe de 64, foi eleito no 5º dia do Rock in Rio. Tudo o que vivenciei nos bastidores do festival, do briefing ao seu último dia, está relatado no livro. As minhas memórias do evento servem como complemento à memória de todos aqueles que estiveram lá comigo, metendo o pé na lama.

3. Como você analisaria as principais semelhanças e diferenças entre o primeiro Rock in Rio, em 1985, os que aconteceram posteriormente (1991-2001-2004-2006-2008) e esse de 2011?

Se fizermos um paralelo do Rock in Rio de 1985 e os que aconteceram posteriormente, a diferença é abismal. Desbravamos o território do show business internacional na base da porrada, já que só contávamos com a nosso arrojo profissional e praticamente nenhuma experiência. Erramos em muita coisa e acertamos em outras tantas, mas o importante foi ter havido um bom começo.

Acompanhei a produção das versões européias do Rock in Rio (Lisboa e Madri) e fiquei impressionado como as coisas mudaram. Da captação dos patrocinadores, passando pela organização do festival e a brutal tecnologia que envolve hoje o evento, é tudo diferente. O conceito atual do festival mudou, porque o mundo também mudou. A sociedade de consumo consome hoje muito mais coisas do que consumia há 25 anos. O desejo de liberdade, a luta contra o regime ditatorial, eram ambições de quase todos os jovens daquele tempo. Hoje anseia-se pelos tablets, e pela TV em 3D. O Rock in Rio transformou-se numa Disneylândia, com roda gigante, desfile de modas, e agências bancárias eletrônicas, fornecendo o dinheiro necessário para que todos possam saciar a sua sede de consumo. Do ponto de vista do marketing está corretíssimo, é um case de sucesso.

Mas gostaria de voltar a ver aquela mística que envolveu as pessoas em 1985, atualizada através dos movimentos ambientalistas, das lutas contra os preconceitos raciais e sexuais, por mais igualdade econômica no mundo. Mas parece que esse patrimônio pertence agora a outros festivais.

4. Além do retorno do Rock in Rio esse ano e das edições já confirmadas do festival para 2013 e 2015, o Brasil está sendo palco de grandes eventos na área, como o SWU e a vinda do Lollapalooza em 2012. Morando em Portugal, como você vê esse atual panorama musical brasileiro?

Acho importante haver grandes festivais alternativos no Brasil. Não sei muito sobre o Lollapalooza mas o SWU já é uma referência mundial. É preciso haver um posicionamento forte e coerente por trás de tudo o que se faz, tanto a nível pessoal quanto institucional. Acho que o Rock in Rio atual perdeu isso, daí a sua descaracterização, quando comparado ao de 1985. Muita gente diz que não vai a essa edição do festival porque muitas bandas não pertencem ao universo rock. Musicalmente elas têm razão, mas emocionalmente elas não vão a esse novo Rock in Rio por falta de identificação ideológica com o evento.

5. Você ajudou a construir uma marca que se transformou em sinônimo de estilo de vida para diferentes gerações. Qual mensagem você deixaria para quem já foi ou ainda pensa em curtir um Rock in Rio?

Que divirtam-se da melhor forma possível!

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A Equipe Massa agradece a Agência Nueva pela socialização desta entrevista.


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Massa Entrevista – Fernando Raposo

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Para tirar o pó da sessão de entrevistas de convidados o Massa trás um ilustrador já citado aqui. As respostas valem cada vírgula pra quem está no mundo da ilustração ou está pisando nesse campo.

Seu nome é Fernando Raposo, tem 36 anos, hoje em Recife/PE. Trabalha como ilustrador há 8 anos e de forma autônoma.

Massa: Você faz parte da SIB, certo? Qual a utilidade desse órgão para ilustradores associados e não associados?

Raposo: Certo. A Sociedade dos Ilustradores do Brasil é uma associação sem fins lucrativos, que visa uma maior interação entre os ilustradores. Ela preza a valorização da profissão e para isso, promove workshops, palestras, exposições além de uma orientação profissional e jurídica. Acho extremamente válida a existência de entidades voltadas para este segmento, pois o mesmo ainda precisa galgar muitos degraus para ser mais respeitado e reconhecido.

Massa: Fazer parte da Sociedade dos Ilustradores contribui em que para a carreira do ilustrador brasileiro?

Raposo: Eu tomei conhecimento da existência da SIB em 2008, mas demorei um ano para enviar o meu material a fim de ingressar na Sociedade. Felizmente consegui me tornar um associado na primeira tentativa. Isso me deixou muito feliz. Muitos profissionais de qualidade comprovada fazem parte da SIB, como o Renato Alarcão (que tive o prazer de conhecer pessoalmente), Hiro, Cárcamo, Mauro Souza, Samuel Casal dentre outros. Estar no meio desta turma me enche de orgulho e sem sombra de dúdivas o ingresso na Sociedade dos Ilustradores do Brasil é um marco na minha carreira como profissional de ilustração. Antes de me tornar um associado, minha área de atuação era quase que exclusivamente para o mercado de propaganda. Trabalhar para o mercado editorial sempre foi uma aspiração e graças a exposição que a SIB me proporcionou, consegui entrar neste segmento de mercado e estou muito satisfeito com os resultados.

A SIB é uma grande referência e um selo que carrego com o muito orgulho. Certamente me sinto diferenciado agora que faço parte da entidade.

Massa: Como você vê a ilustração como profissão aqui no Brasil? Para a maioria dos profissionais é possível viver somente ilustrando ou sempre é bom ter outras atividades semelhantes? Qual é o seu caso?

Raposo: Infelizmente ainda temos que avançar muito. Assim como em todos os segmentos existem os bons profissionais e aqueles considerados maus profissionais, que denigrem o segmento. Os ilustradores também precisam se valorizar, acho que a partir do momento que os ditos profissionais passarem a se respeitar dentro do mercado, os clientes se adaptarão e o segmento ficará mais sólido, mais valorizado. Não podemos mais permitir que as ilustrações sejam usadas para “tapar” um buraco, por conta de falta de verba.

Muitos ilustradores acabam tendo outras atividades para compor o orçamento. Não condeno. Cada um sabe onde o “calo aperta”. Eu mesmo já trabalhei em agências de propaganda como diretor de arte, e como também sou ilustrador, acabava exercendo as duas funções. Hoje trabalho exclusivamente com ilustração, e vivo disso, ou seja, todo o meu orçamento vem da arte. Pois é, eu consigo viver da arte. Não é fácil, não existe glamour, tem que matar um leão por dia, mas dá para fazer, com dignidade.

Massa: A profissão de ilustrador veio naturalmente ou para entrar nesse mercado você passou por outras experiências de trabalho? No blog você diz que é publicitário, qual o peso dessa profissão no seu dia a dia?

Raposo: Eu queria ser veterinário. Adorava os animais e isso era bem forte na minha infância. A partir do momento que descobri minhas qualidades artísticas, comecei a ver as coisas de outra forma. Não que eu tenha deixado de gostar de animais, gosto até hoje, mas passei a mudar o meu foco. Enquanto via os desenhos na TV, não mais os via simplesmente para me divertir, mas me perguntava como aqueles desenhos eram feitos. Passei a me interessar mais por cinema, quadrinhos, cheap online pharmacy livros e isso foi contribuindo para ampliar minhas referências visuais. A publicidade é uma área interessante e transita neste universo. Até então morava no Rio de Janeiro, e quando terminei a faculdade, pensei em fazer cinema, mas nos mudamos para o Recife e acabei abortando essa ideia. Até então desenhar era um hobby. Sempre medicine acomplia tive em mente que um dia poderia vir a ser um profissional de ilustração, e felizmente isso aconteceu em 2003. Quando comecei, não parei mais, graças a Deus. Comecei cru, mas com o tempo fui me aprimorando e descobrindo o meu próprio estilo de trabalho. Como disse anteriormente, já exerci a minha profissão, mas hoje a publicidade é apenas uma referência, pois o meu foco está na ilustração. De vez em quando faço trabalhos de direção de arte, mas a minha demanda é com a ilustração.

Massa: Suas fontes de inspiração ficam apenas na ilustração? Ou você tem gostos no cinema, nas artes, na literatura que te inspiram? Quem são?

Raposo: Adoro cinema, teatro, literatura, quadrinhos e qualquer tipo de expressão artística. De qualquer forma, acho que tudo pode servir de inspiração. A inspiração é muito relativa, ela pode vir de uma referência direta (como em uma leitura ou vendo um filme) ou até indireta (aleatoriamente, olhando uma folha cair de uma árvore). Listar nomes é complicado pois sempre deixamos alguém importante de lado. Nos quadrinhos, admiro os trabalhos do Jim Lee, Geroge Perez, John Byrne. Na literatura, Tolkien, C.S. Lewis, Anne Rice. No cinema, Spielberg, George Lucas, Christofer Nolan. Nas artes gosto do Monet, Picasso, Portinari… eu disse que é complicado citar nomes, mas estes são algumas expressões artísticas que admiro.

Massa: O Twitter tem sido uma mídia social positiva para divulgação de seus trabalho? Como você vê o ilustrador hoje na era digital?

Raposo: A internet é a base do meu trabalho. Acho que sem ela estaria perdido. As mídias sociais servem para expandir os horizontes e tenho feito isso. Quanto maior for a minha exposição, mais pessoas saberão que eu existo. Eu participo de diversas mídias sociais. O Twitter é fantástico. Eu o uso para saber coisas, pelo microblog, posso tomar conhecimento em tempo real do que está acontecendo. Isso aproxima as pessoais e os profissionais. Com a internet podemos agilizar o diálogo e as conexões. Muito bom. Recomendo a todo profissional se fazer destes meios para incrementar suas relações profissionais. A grande maioria dos meus contatos profissionais nasceram de pesquisas via internet. Moro em Recife e não preciso sair da minha cidade para trabalhar para outras praças, como São Paulo e Curitiba, por exemplo. Aprendi isso com o ilustrador Maurício Ricardo, em uma palestra que ele ministrou aqui em Recife há 4 anos. Com o advento da internet, não precisamos morar nos grandes centros para obter boas oportunidades de negócios.

Massa: Você utiliza traços comerciais e outros mais estilizados. Essa versatilidade de traço auxilia na carreira de ilustrador?

Raposo: Certamente! A diversidade é muito importante para atingir demandas diferentes. Nem todos pensam da mesma forma, e tendo essa versatilidade, posso satisfazer os anseios dos mais variados clientes. Isso ajuda bastante. Claro que a versatilidade está ligada as suas referências. O ilustrador que pretende se profissionalizar precisa sempre buscar boas referências e não ficar preso apenas a um estilo específico, ou seja, precisamos estudar sempre. Quanto maior o seu aprofundamento maiores suas chances de se tornar bem sucedido. Estudar é preciso e o aprendizado é constante!

Massa: Você já conseguiu convencer o cliente de usar algum trabalho de traço autoral em um trabalho comercial? Se sim, pode citar um exemplo de qual, e como foi?

Raposo: Eu sempre procuro inovar. Sempre procuro apresentar algo único, por isso faço me valer do aprofundamento citado na resposta anterior. Claro que o cliente já vem com uma ideia do que quer, mas podemos aplicar o nosso estilo. Às vezes o cliente confunde referência com cópia, mas aí cabe ao profissional de ilustração conduzir o processo criativo da melhor forma possível. Não se trata de convencer, mas quando o cliente deixa o ilustrador livre no processo criativo fica mais fácil colocar o seu estilo pessoal, ousar um pouco mais.

Massa: Agora, solte o verbo e use o espaço como bem entender, ele é todo seu!

Raposo: Gostaria de agradecer ao site Massa Cultural pela grande oportunidade de falar um pouco de mim e do universo que vivo, o da ilustração. Tenho consciência que minha jornada profissional é longa e ainda tenho muito a aprender. Para chegarmos a um objetivo precisamos estudar muito e isso acontece com a ilustração também. Minha dica para quem está começando é, muita dedicação, muito estudo e respeito. Não se vendam por miudezas, como trabalho em troca de visibilidade. Um trabalho profissional tem que ser valorizado e remunerado a altura. Se você trabalha bem e é honesto, não se preocupe que você naturalmente será lembrado pelo mercado. Lembrem-se de criar um blog, é uma ferramenta bem ágil, de graça e ajuda a divulgar o seu trabalho. Tente sempre impressionar com estilos diversos e bons acabamentos. Viver da arte é muito gratificante, mas requer disciplina e muito estudo. Obrigado e boa sorte a todos!!!

Não deixe de visitar: fernandoraposo.blogspot.com

Não deixe de seguir: @FATRAPOSO


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Dois anos de Massa Cultural!

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Viva! Hoje levaremos dois petelecos na orelha. O Massa está completando seu segundo aniversário cheio de sustância criativa. Mais de 700 posts, praticamente um por dia. São mais de 300 visitas por dia, uma média de 10mil mês! Devemos esse sucesso do site a você. Que nos lê, opina, manda sugestão de pauta, link, ideias, colabora. Obrigado e parabéns, acomplia dosage pois o Massa é seu também.

Nesse post comemorativo, teremos algumas coisas interessantes e diferentes. A começar por uma mini entrevista com a equipe do Massa: Carla, Diego e Geovana. Costumamos entrevistar personalidades culturais, sempre trabalhando do outro lado da cortina, ou melhor, do computador, mas hoje resolvemos falar um pouquinho da gente. Cada um de nós respondendo a duas perguntas (feitas um pelo outro) e que você confere abaixo:

CARLA

Diego Pergunta: Você gosta muito de séries de tv, adora design, cinema, fotografia. Mas uma coisa que não abordamos no MassaCultural é a literatura. Conte pra gente o que você gosta de ler? Qual seu autor preferido, seus livro de cabeceira, seu personagem. E se você jé pensou em escrever algo.

Carla: Gente que pergunta difícil, Diego!!!! Como diria o Jack stripador, vamos por partes:
Quando eu era mais nova eu escrevia mais, quer dizer, se for olhar hoje em dia eu escrevo bem mais (sei que parece confuso o que eu tô falando, mas fará sentido…). É que o mestrado me obriga a escrever, mesmo quando eu não quero… Quando eu era mais nova eu escrevia mais poesia, falava mais livremente e sem precisar citar a fonte :P

Já sobre autores de livro, eu tenho um séria falha mental e esqueço o nome de todos os autores, e por isso sempre acabou passando vergonha no mestrado quando quero comentar algum autor e só lembro a idéia dele, mas o nome nunca vem… E acho que não tenho nenhum autor preferido não…

Agora livros de cabeceira, no momento, é o Pasquim (Antologia Volume I e II), meu chefe me deu de amigo secreto e tem me divertido muito. Belos textos irônicos e inteligentes!
Além claro, de todos os livros do mestrado que eu ando lendo sempre, um que me acompanha direto nessa estrada chamada mestrado é Comunicação e Pesquisa da Lúcia Santaella.

Geovana pergunta: Nossa correspondente em SP, que reloginho de 27 horas por dia que você usa para equilibrar o Massa, o AGenteViu, o ColorOfLove, o trabalho, o mestrado, o todo o resto? (desde que te conheço que quero descobrir isso rsrs)

Carla: HAHAHAHAHAHAHAHA
Eu uso um vira-tempo igual o da Hermione (do Harry Potter). Serve como resposta? Rsrsrsrs, bem que eu podia ter um né…
Falando sério, acho que eu tenho algum problema mental, quero sempre fazer tudo ao mesmo tempo agora (mesmo tendo certeza que é meio impossível). Depois que eu assumo alguma coisa, meio que vira uma obsessão e eu não consigo simplesmente desistir, aí a regra é clara Arnaldo:
acumulo de tarefas = aumento das olheiras
Acho que a obsessão é um bom termo pra definir toda essa maluquice! :P


DIEGO

Geovana Pergunta: Você que é o professor do trio, acontece de migrar um assunto do Massa para a sala de aula? A periodicidade com o blog ajuda na profissão?

Diego: Acontece sim. Dependendo o caso, uma aula se utiliza de vários exemplos do Massa. Falo pouco do site em sala, busco mostrar os exemplos em si e fazer os links com os temas. Principalmente os que envolvem design gráfico e de embalagem. Mas acho que posso me dar ao luxo de passar o site pra gurizada hehehe. O mais legal é se juntar com mais duas pessoas super competentes como a Geovana e a Carla. Pois temos muitos links de referências e um completa o outro. Assim sempre temos coisas legais no blog e que eu posso utilizar de fonte de inspiração e abordagens para minhas aulas.

Carla Pergunta: Pensando nesses dois anos de Massa, como você vê todo esse processo? De criar um blog, de manter, de divulgar, de fazer reuniões virtuais, do feedback dos leitores, etc.?

Diego: Foi tudo muito rápido, passou muito rápido. Me lembro da nossa primeira reunião no sítio da Carla para discutir um assunto secreto* e surgiu a ideia do site. Depois, das analogias do nome, envolvendo cultura, massa, cultura de massa e PLIM! Massa Cultural. Depois a criação do layout do site, do logo, das cores. Nossos primeiros posts e em menos de um ano, nosso primeiro prêmio,  o TopBLog. Essa experiência tem sido muito gratificante. Pesquisar referências legais, abrir possibilidade de contato com profissionais super renomados é fantástica. Meu networking cresceu muito. Minha visão no mundo do design, ilustração e fotografia precisaram se aguçar para garimpar coisas muito Massa para nosso blog.  Nossos leitores são nosso termômetro. Adoro receber críticas construtivas, elogios, links. Nossos leitores são verdadeiros colaboradores. E pra fechar, como respondi na pergunta anterior, contar com uma equipe legal faz com que o site não desgaste, apenas se renove. Um dá suporte ao outro. Isso é muito Massa!

*Ficou curioso? O assunto continua secreto.


overseas online pharmacy class=”alignleft size-full wp-image-7917″ title=”geovana” src=”http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2011/01/geovana.jpg” alt=”" width=”151″ height=”151″ />GEOVANA

Diego Pergunta: Gê, seus dias são muitos atarefados por conta de um trabalho  muito Massa que são seus PaperToys, certo? Conta pra  gente um pouco do seu processo, e o quanto isso gerou  referências legais pro próprio Massa Cultural.

Geovana: Eles funcionam como caricaturas, com a diferença de que as ilustrações viram uma peça tridimensional no fim do trabalho. Quando caí no universo do Toy Art, topei o dedão com uma galáxia inteira de referências. Algumas já viraram posts no Massa, outras estão a caminho. Um acontecimento legal entre o PaperToyArt e o MassaCultural é que muitas pessoas que pediram  toys retornam perguntando: O que é MassaCultural?- ahhh filho, acessa e te esbalda! Muitos já se “esbaldaram” rsrs

Carla Pergunta: Você que ilustra todos os nossos posts e afins, explica aí, #comofaz? Conta o seu processo de ilustrar pra gente.

Geovana: A regra é não ter muita regra. Como sofro do mal de falta de estilo próprio, uso dos freelas do Massa para treitar alguns. Já foi ilustra vetorial, vetorial com tratamento, rabisco a mão escaneado e  tratado. Tenho a felicidade de ter dois “chefes” muito tranquilos que deixam tudo quando o assunto é ilustração.  Só um apêndice, um dos 7×1 foi o Diego que ilustrou, aliás, tão bem que logo logo vou passar o cargo pra ele** rsrs

**Direito de resposta cedido ao Diego.
Diego: Como assim? Beleza, to dentro!

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Ai ai… coisa boa fazer aniversário! Salgadinho, fritura, cajuzinho, olho de sogra… opa, voltando,
o post não termina aqui. Temos mais uma surpresinha.

Um sorteio Massa!

Esse sorteio acontecerá pelo nosso Twitter. Fique de olho e saiba como participar:

Rettwite a frase que colocaremos hoje (02/02) em nosso twitter.

A frase é a seguinte: Eu sigo o @massacultural e quero ganhar o brinde Massa de dois anos:http://kingo.to/src

É muito importante que a frase esteja completa e o link esteja junto.

O Brinde Massa contém:

- Duas revistas Computer Arts: edição 33 e 34
- Uma revista Webdesign: Edição 121

Sortearemos nesta quinta-feira (dia 03/02) as 11h. Nos acompanhe e participe!

No mais, muito obrigado leitor, você é Massa d+!
Equipe Massa. =D


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Joelson Bugila, nosso entrevistado de hoje, já participou de um 7×1 aqui do massa também.
Hoje, o nosso papo é sobre seu mais recente trabalho artístico: I LOVE TRAVEL. Uma exposição que remete a lugares visitados ou imaginados… Aproveite a viagem, e depois visite o flickr dele para conhecer todo o trabalho desse artista. Boa viagem!

Massa – Desde quando você pinta? Como você se envolveu com a ilustração e a pintura?
Joelson – Pinto desde minha fase teen. Tirava sempre nota 10 em educação artística e catava muito lixo pela rua (coisas legais que minha mãe jogava fora depois), quando percebi que conseguia desenvolver personagens, fui aprimorando cada vez mais, sem idéia de se tornar um artista, e isso foi crescendo na medida que ía avançando na minha carreira como Diretor de Arte e Designer, somando com as artes plásticas. Isso se tornou em uma grandeza que já estava muito mergulhado no mundo da ilustração e da pintura, ambas caminham comigo e nos meus trabalhos.

Massa – Como surgiu cialis 10 mg daily a idéia da exposição “I LOVE TRAVEL”?
Joelson – A exposição I Love Travel veio de um convite do Marketing da STB Porto Alegre, (uma agência de intercâmbio), onde costumam realizar exposições relacionado a viagens/intercâmbios, principalmente fotografias. Este convite foi desafiador, pois tive que criar uma temática específica. Surgiu o I love Travel, onde personagens se mergulham em ícones de pontos turísticos mundiais.
Ela se resume no desejo de viajar, de lembranças de viagens, por mim realizado e pelo espectador presente.

Massa – É sua primeira exposição? Apreensivo, ansioso ou confiante?
Joelson – Online Generic pills Hoje trago em meu currículo artístico 12 exposições, 3 coletivas e 9 individuais. Como todo artista, o início é tímido, depois vem as conquistas maiores, maiores desafios, e maiores responsabilidades.

Massa – Ouvi dizer que houve algumas surpresas na abertura da exposição? Que surpresas foram essas? Sabe como é né…curiosidade mata!
Joelson – Junto com 2 painéis e as 9 pinturas, realizei uma instalação de barcos de papel, que era o grande reforço conceitual da exposição. O barco simbolizava o meio de transporte para viagem daquele espaço. Onde convidava cada espectador a dar um destino para o barco escolhido da instalação e levar a uma piscina que havia no local.


Massa – De onde você tira inspiração? E quem são suas referências?
Joelson – Vem de muitas refências conquistadas diariamente. O cotidiano urbano é minha grande inspiração.
Curto muito meus links do READER, mergulho quando posso nas refências artísticas mundiais, além do design, moda, arquitetura e sociologia. Minhas referências nas artes são muitas, dos desconhecidos aos famosos. Lá vai alguns nomes, é só jogar no google: Bansk, Highraff, Zezão, Os Gêmeos, Marina Abramovic, Tutti Freak, Karim Rashid, Viti, Gary Baseman, Stephan Soitschinoff, Paulo Govêa, Luciano Martins, Jon Burgerman, Andy Warhol e Nelson Leirner

Massa – A última, agora é hora de soltar o grito, agradecer, mandar beijo p/ a caravana, reclamar da entrevistadora… Suba no palanque e manda vê!
Joelson – Soltar o Grito:
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Hoje estou de bom humor.
Paz e bem a todos.

Massa – Rssrsrsrsrs

Pra que quiser conferir a exposição I LOVE TRAVEL por Joelson Bugila ela fica até o dia 30 de junho, de Segunda a Sexta das 9h às 18hno Espaço STB Brasas – Rua Anita Garibald 1515 – Porto Alegre


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