Reveja o artigo “Dias de paz, amor, música e design”.
O início do movimento psicodélico
O distrito de Haight-Ashbury, em São Francisco, ligado desde os anos 1960 à cultura beat, era cheio de casas vitorianas construídas por trabalhadores irlandeses procuradas como moradia principalmente por estudantes que ali encontravam imóveis e aluguéis mais baratos. Os imóveis relativamente baratos, unidos ao ativismo político de contestação também presente na cultura de São Francisco, serviram como ímã para simpatizantes da contracultura e também músicos, que viriam a residir na área.
As bandas que viriam a se formar na região adotaram alguns dos numerosos salões antigos, que podiam ser alugados por um preço razoável, para suas apresentações. Nesse momento nasceria um estilo musical que viria se tornar um rock dos mais criativos e exóticos da América, com improvisações longas e distorcidas de guitarra, letras que continham referências aos estados alterados da consciência e a preocupações do movimento de contracultura.
Alguns anos antes da explosão psicodélica, o escritor Ken Kesey, considerado uma ligação entre a geração beat e os hippies, havia participado de um programa experimental para estudar os efeitos de drogas psicoativas. Durante esses experimentos ele se familiarizou com o LSD, droga que ele acreditava proporcionar maneiras radicais de ver a vida.
Quando se mudou para São Francisco, Kesey começou a promover grandes festas para descobrir o que acontecia com as pessoas que tomavam a droga em uma situação onde não havia regras. É importante lembrar que até meados dos anos 1960 as drogas não eram ilegais e o seu uso pela comunidade da contracultura, incluindo seus músicos, era regra e não exceção. A convite de Kesey, os Warlocks (que mais tarde seriam chamados de Grateful Dead, uma das mais influentes bandas do movimento psicodélico) era a banda que tocava durante as experiências coletivas com drogas.
As experiências que uniam LSD e música começaram a se espalhar e tomaram uma forma mais relaxada, com foco na música e na dança. Em janeiro de 1966 os shows já eram semanais nos lendários Fillmore Auditorium e Avalon Ballroom. A explosão psicodélica havia começado.

“A Tribute to Dr. Strange”, Ami Magill, junho de 1965, evento que pretendia divulgar os talentos da região. Os pôsteres de divulgação do evento foram pintados com canetas.
A nova música trouxe uma nova escola de pôsteres, produzidos em grande escala e recebidos com grande entusiasmo. Vívidos e imaginativos, os novos pôsteres contrastavam simplicidade do estilo anterior. Nesse momento o design gráfico começa a ter importância por ser um acessível e versátil meio de expressão, onipresente na forma pôsteres, capa de discos e revistas. Era, acima de tudo, o design gráfico da década de 60 que indicava o que era “ser jovem”.
As influências e os primeiros pôsteres
Muitos consideram como o primeiro pôster do novo estilo o que anunciava um show da banda The Charlatans no verão americano de 1965. Os Charlatans tinham um estilo de se vestir que combinava o visual dos cowboys do velho oeste com os malandros do Mississippi, e eles sentiram que precisavam de um pôster que refletisse sua imagem. Desenhado à mão pelos membros da banda George Hunter e Michael Ferguson, o pôster apresenta um design muito denso, cheio de letras diferentes, caricaturas dos membros da banda e uma enorme quantidade de elementos que chamam a atenção dos olhos. Como a imagem da banda, o pôster combinou o arcaico com a ousadia original. Aspectos desse pôster, que foi chamado de “The Seed” (A Semente), influenciariam os artistas de São Francisco que desenvolveriam o estilo e se tornariam famosos no ano seguinte.

“The Seed”, George Hunter e Michael Ferguson, 1965.
A formação da linguagem visual do movimento psicodélico, que até então não tinha uma linguagem definida, também seria muito influenciada pela exposição “Jugendstil and Expressionism in German Posters”, realizada na galeria de arte da Universidade de Berkeley, vizinha de São Francisco. Jugendstil é o equivalente alemão ao que se chamou de Secession na Áustria e que ficou mais conhecido com o nome de Art Nouveau. As características orgânicas, florais, complexas e sensuais das ilustrações e grafismos pegaram na veia dos visitantes, juntamente com o desenho manual de letras absolutamente não diagramado.
Outra grande influência foi o Pop Art que, quebrando as regras sobre o que era “arte séria”, trouxe formas mais populares da cultura produzida em massa. Do Op Art viriam as complexas interações de cor que pareciam vibrar diante dos olhos. O resultado óptico que gerava um conflito entre o que os olhos viam e o que o cérebro percebia, era perfeito para expressar uma experiência psicodélica.
Os pôsteres de show de rock dessa época desenvolveram-se de uma forma única e altamente criativa. Acordos informais entre os promotores e os artistas davam mais liberdade de criação do que a maioria das empresas comerciais teria permitido.
Ao contrário dos modernistas que olhavam para o futuro em busca de inspiração, o psicodelismo olhava para todos os lugares, muitas vezes através das alucinações provocadas por drogas alucinógenas. Olhavam também para o seu próprio mundo, criando uma linguagem visual inspirada na droga (LSD) que visava um público seletivo.

“Bill Graham #38”, Wes Wilson, 1966.
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Rafael Hoffmann Maurilio – 28 anos, publicitário de formação, professor no curso de técnico em Comunicação Visual da EDUTEC e no curso de graduação em Design Gráfico da Faculdade SATC.
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Artigo Massa é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.
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Este artigo foi gentilmente cedido pela autora para veiculação do mesmo aqui no Massa.
A publicação original se deu no dia 23 de janeiro de 2011 no seu próprio blog

Ilustração de Dyna Moe para Mad Men. Clique na imagem para ver mais ilustrações
Séries como Mad Men, Lost, Dexter, True Blood e Law & Order, além das clássicas e cultuadas Twin Peaks, Arquivo X, Buffy e Seinfeld, fazem parte de um crescente fenômeno da cultura pop, o da arte baseada em séries de TV. Não me refiro exclusivamente a produtos com a marca do show licenciados pelas emissoras e produzidos em massa (que merecem um estudo à parte), mas a obras vendidas em galerias de arte, que chegam a custar até mais de US$ 1.000,00.
A fan art, a arte produzida por fãs e para fãs, costumava limitar-se a meros desenhos amadores. Mas a dramaturgia televisiva, que tem hoje em dia um conteúdo e um público bem mais sofisticado, tem servido de rica fonte de inspiração (e de renda) para designers gráficos e ilustradores profissionais.
Para Jace Lacob do jornal Daily Beast, o sucesso destes novos artistas-fãs marca uma importante transformação no cenário da cultura pop. Ele acredita que a TV criou uma nova categoria de pop art que, difundida na internet e nas mídias sociais, fomenta e simultaneamente sacia o desejo de um público ávido e consumista, que deseja possuir algo exclusivo do seu programa favorito, que não pode ser encontrado no shopping ou na loja de departamentos.
Esse tipo de comportamento, típico dos fãs da nova era televisiva, vale tanto para séries atuais e como antigas e/ou canceladas. Em alguns casos, como aponta o especialista em fan culture (termo que em português seria algo como “cultura dos fãs”, ou dos aficcionados), Matt Hills, a fidelidade à série muitas vezes se intensifica após seu cancelamento. Para estes “orphan-fans”, como Hills os define, o desejo de possuir algo palpável, único, que seja motivo de orgulho, é ainda maior. Ele acredita que a popularidade deste tipo de artefato está relacionada a “collector’s mentality” da nossa sociedade contemporânea.
Para os fãs com maior poder aquisitivo, as opções são variadas. Para os menos privilegiados, há sempre opções mais em conta, e basta substituir a galeria de arte pelas livrarias ou pelo e-Bay. Um pouco menos exclusivo talvez, mas para alguns extremamente gratificante.
Os artistas mais celebrados no momento incluem:

Em 2007, a então pouco conhecida designer gráfica criou um cartão de natal inspirado em Mad Men para um amigo ator.
Ela não imaginava que aquela ilustração seria o início de uma jornada de sucesso que já dura três anos, durante os quais ela já produziu inúmeros materiais promocionais, além do website Mad-Men-Yourself (onde se pode criar avatares no estilo anos 60) e recentemente o livro Mad Men: The Illustrated World, uma divertida coleção de ilustrações que esgotou no primeiro dia de vendas na Amazon.com.

“A época em que Mad Men é ambientado é muito inspiradora”, diz ela, “e permite contrastar as storylines de desespero e frustração dos personagens com o leve e inocente estilo pop art tão usado na época para vender sabonetes, cereais e cigarros”.
Os trabalhos de El Lohse homenageiam séries contemporâneas como 30 Rock e The Office, e clássicos como Mary Tyler Moore (imagem ao lado) e As Super Gatas, além de vários ícones da TV dos anos 80.
“Minha arte se difundiu ao redor do mundo através das galerias de arte e também através de trabalhos encomendados por clientes, como os produtores da série The Office”, escreve El em seu website.

O ilustrador se destacou depois de criar uma edição limitada de cartazes inspirados na série Lost, que acabaram sendo colocados à venda no site da ABC. Como a série já possuía uma mitologia e uma narrativa muito complexa, ele preferiu criar algo mais minimalista e abstrato, usando grafismos simples mas elegantes.
Posteriormente ele criou ilustrações baseadas na série Dexter, focando na contradição entre o ambiente tropical e festivo da Flórida e a violência da trama. Em entrevista ao Daily Beast, ele diz: “Como o marketing de Dexter normalmente remete à natureza macabra da série, eu quis criar algo leve, que lembrasse um panfleto turístico antigo de Miami”.

Outros artistas que usam a TV como inspiração incluem Kiersten Essenprei (que também faz ilustrações de tweets), Mark Bodnar e Tim Tomkinson, que em 2009 participaram da exposição Idiot Box, na galeria 1988 de Los Angeles. Abaixo estão algumas de suas obras:



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Sheron Neves é publicitária, mestre em História do Cinema e doutoranda em Estudos de Televisão, ambas pela Birkbeck, University of London. Tem também um blog chamado Meditations in na Emergency onde escreve sobre TV, comportamento e cultura pop. No Twitter posta novidades, cursos e e-books sobre o tema
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Com a popularização do rock’n’roll em meados da década de 1960 os pôsteres de divulgação dos shows começaram a ganhar espaço não só nos muros, mas também em paredes e galerias de arte. Nesse período não só o rock, mas também a sociedade como um todo, passariam por intensas mudanças que afetariam não só a música e a pessoas, mas também o design. Os shows de rock psicodélico, característicos do final dos anos 1960, inspirariam um estilo de design particularmente provocador.

A simplicidade dos primeiros pôsteres de shows de rock. The Elvis Presley Show, Hatch Show Print, 1956.
Para entender os fatores que explicam surgimento do movimento e do estilo psicodélico é preciso uma olhada mais atenta ao que acontecia com o mundo e com o design gráfico em meados dos anos 1960.
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O mundo na década de 1960
A geração que chegou a vida adulta em meados da década de 1960 cresceu em uma rotina de privações e violência, resquícios da II Guerra Mundial e da eterna tensão da Guerra Fria. Como resposta a esses sentimentos começaram a tomar volume os protestos em favor dos direitos civis, contra a Guerra do Vietnã e avançaram dos movimentos de liberação das mulheres.
Esses movimentos surgiram como reflexo da sensação de desencanto da juventude da classe média americana quanto as alternativas políticas tradicionais, independentes de serem o liberalismo de mercado dos EUA ou o socialismo da URSS e também da insatisfação com os valores morais extremamente conservadores.
É dentro desse contexto de repulsa e ironia contra a “american way of life” que começa a se desenvolver uma cultura própria da juventude, expressa principalmente pela música, que começava a ter um papel importante de integração de pequenos grupos.
Um dos primeiros movimentos dessa nova forma de expressão foi chamado de contracultura. Os beatniks, como eram conhecidos os participantes do movimento, desafiavam a “velha ordem” escrevendo poesia, ouvindo jazz e música folk e “expandindo a consciência” através de drogas psicoativas. Foram os beatniks que começaram a chamar os parceiros da contracultura dos anos de 1960 de “hip”, uma gíria americana que significa “bacana, antenado”, daí viria o termo “hippie” que denominaria um dos movimentos de contracultura mais conhecidos até hoje.
O design na década de 1960
O design na década de 1960, sobretudo na Europa, era caracterizado por um cultivo à ordem e ao racionalismo, ainda reflexos da Bauhaus. Clareza e ordem eram as palavras-chaves, expressão pessoal e soluções excêntricas eram rejeitas durante esse período que ficou conhecido como alto modernismo, ou o Estilo Internacional.
A reação, intuitiva, da nova geração de designers aos excessos racionalistas foi uma maneira mais imaginativa, mais lúdica de tratar a forma, que viria a ser conhecida como pós-modernismo. Se antes a forma seguia a função, agora a forma seguia a fantasia. A geometria passa a ser usada de forma mais livre e descontraída, pouco ou completamente despreocupada com a clareza e a legibilidade.
Todas as cores irreverentes, formas lúdicas e subjetivas do pós-modernismo iriam se encaixar perfeitamente com a necessidade de expressão gráfica da contracultura, mas principalmente do movimento hippie e sua estética. Design assume seu papel de tradutor da sociedade na qual está inserido e começa a ter um papel bastante significativo, pois coube ao artista gráfico materializar visualmente o pensamento dessa geração.

A explosão de cores e formas que viria com o movimento psicodélico. Quicksilver Messenger Service, Victor Moscoso, 1967.
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Rafael Hoffmann Maurilio – 28 anos, publicitário de formação, professor no curso de técnico em Comunicação Visual da EDUTEC e no curso de graduação em Design Gráfico da Faculdade SATC.
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Artigo Massa é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.
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Brasil!
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim…
A letra Brasil, de Cazuza, escrita em 1988, demonstra uma insatisfação do povo pelos vários problemas que o pais estava enfrentando na época. Problemas esses que estão aqui desde o descobrimento.
Um país castigado pela exploração dos portugueses, onde suas riquezas foram todas retiradas para on line pharmacy Europa, cruzando o atlântico por meses para saciar poucos burgueses, nobres e algumas dívidas.
Dívidas essas que viriam financiar o que hoje chamamos de Revolução Industrial. O ouro que Portugal retirava da nossa pátria tupiniquim, ia direto para os cofres ingleses para quitar uma dívida que o povo português tinha com o país. Ridículo de pensar? Mas a realidade que, se pensamos em industralização, em Design como hoje ele existe, temos que agradecer, pois esse país na qual moramos foi explorado. Isso não é bom, parece até uma dicotomia achar isso, mas o ouro do Brasil financiou a Revolução Industrial e ajudou a gerar o Design.
Toda essa história precisa ser conhecida, pois hoje o Brasil não é mais um país 100% explorado, ele virou um depósito de ideias, de riquezas ainda maiores, de um ouro que ninguém poderá roubar, o design brasileiro. Toda criatividade concentrada aqui, dentro dos quatro cantos desse país, demanda da cultura que aqui foi construída, da mistura de raças, de credos, de ideologias, de temperaturas, cores e sabores.
O ouro que pertencia a esse país, está voltando na forma de conhecimento, de pesquisa, de força criativa.

Marcas visuais criadas por Wollner
Está voltando com nomes como Wolner, Homem de Melo, Magalhães, Cardoso [...] e tantos outros designers e estúdios de design (vide site da ADG). Isso não se compara a vários outros grandes centros, mas está crescendo muito. Sua idade é pequena. Dizem que o Brasil possui pouco mais de 500 anos, mas defendo que sua existência como país possui pouco mais de 100 anos. Onde suas regiões se desenvolveram de verdade, criaram raízes, força de trabalho e de pensamento. Isso é muito pouco perto de países que possuem uma história de milênios.
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Trabalhos de Aloísio Magalhães
Se Cazuza cantava para o Brasil mostrar a cara, digo a ele (o Brasil) que mostre sua criatividade. Quem paga pra gente ficar assim? Nós, designers que exaltamos essa força, que pesquisamos o antigo, o hoje, o inovador. E qual seria o teu negócio? Cazuza perguntaria, o nome do teu sócio? Eu diria para todos que não acreditam no potencial desse país. Confia em mim, e em todos que acreditam na criatividade brasileira. Confia nesse ouro chamado design brasileiro.
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Essa é uma pergunta que muitas vezes passa pela cabeça de qualquer criativo, envolvido com fotografia, design, ilustração, propaganda e qualquer tipo de criação, seja ela artística ou puramente comercial.
Hoje, na internet, podemos visitar galerias de arte, portfolios de artistas, de empresas e estúdios pelo mundo afora. Podemos ter pastinhas no computador com ilustrações e trabalhos de feras como Ariel Fajtlowicz, Anna Anjos, Hiro Kawahara, dentre outros. Que servem de referência para iniciantes, de impulso criativo para experientes. Pois é muito bom ver trabalhos realmente criativos, com personalidade.
Isso é uma preocupação do Massa, mostrar referências inspiradoras.
O que mais importa, sem sombra de dúvida, são trabalhos que tenham um DNA, uma personalidade autoral, um traço único, um ângulo diferente, uma técnica adequada, uma característica que apaixone o espectador.
Mas de onde nasce essa inspiração? Essa é uma pergunta muito pertinente, pois vivemos cercados de referências. O Massa já discutiu sobre referências e plágio aqui. O mais interessante, e mesmo tendo personalidades que nos inspiram, é importante pesquisar além da tela do computador. Além desses artistas e de seus trabalhos. O grande segredo é dar olhos para o nosso cotidiano.
Isso não é receita, não é regra, cada caso é um caso. Mas o efeito da cortina balançando com o vento, o formato da nuvem, a bagunça em cima da mesa, o barulho do vento na janela, isso pode inspirar, pode acender a luz da percepção. Fugir do lugar comum, viajar, passear, mudar o percurso de volta pra casa.
Coisas simples, pois muitas vezes, habituados com o caminho, não enxergamos o que está ao nosso redor, e absolutamente o que está ao nosso redor, pode render uma ideia muito criativa. =)
Inspiração é muito particular. Cada um precisa descobrir seu potencial, abrir e desenvolver seu olhar. Olhar 360, fora da caixa… existem vários termos, mas como criativo, descubra o seu.
Mesmo assim, fica a pergunta pra você, leitor Massa.
De onde nasce uma inspiração?
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As obras aqui mostradas, são do gênio e artista brasileiro Amilcar de Castro (1920-2002). Um dos nomes mais importantes e inspiradores da escultura construtiva brasileira, ao lado de Weissmann e Sergio Camargo.
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