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	<title>Massa Cultural &#187; Artigos</title>
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	<description>Um blog com sustância criativa</description>
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		<title>Artigo Massa: Como lidar com os casos de plágio?</title>
		<link>http://www.massacultural.com/2010/07/15/artigo-massa-como-lidar-com-os-casos-de-plagio/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 17:19:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ConvidadoMassa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Lembram do nosso 7&#215;1 sobre Plágio e Referência? Se não lembra, acesse aqui e depois volte e leia esse post.
A idéia daquele 7&#215;1 em especial, além da opinião dos convidados sobre plágio e referência, era dar um bônus pra vocês onde alguém com conhecimento de causa pudesse ajudar a responder a seguinte pergunta: Como lidar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-6234" href="http://www.massacultural.com/2010/07/15/artigo-massa-como-lidar-com-os-casos-de-plagio/ilustramassafinal/"></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-6239" href="http://www.massacultural.com/2010/07/15/artigo-massa-como-lidar-com-os-casos-de-plagio/ilustramassafinal2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-6239" title="ilustramassafinal2" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/07/ilustramassafinal2.jpg" alt="" width="560" height="257" /></a></p>
<p>Lembram do nosso 7&#215;1 sobre Plágio e Referência? Se não lembra, <a href="http://www.massacultural.com/2010/07/07/7x1-como-voce-lida-com-referencias-e-qual-sua-opiniao-sobre-os-casos-de-plagio/" target="_blank"><strong>acesse aqui</strong></a> e depois volte e leia esse post.<br />
A idéia daquele 7&#215;1 em especial, além da opinião dos convidados sobre plágio e referência, era dar um bônus pra vocês onde alguém com conhecimento de causa pudesse ajudar a responder a seguinte pergunta: <strong>Como lidar com os casos de plágio?</strong><br />
Depois de idas e vindas, e graças a imensa ajuda do Renato Faccini, um dos convidados daquele 7&#215;1, conseguimos o contado do Professor Hugo Backx. Se ele não é a melhor pessoa pra responder essa questão, não sei quem é. Formado em Desenho Industrial e também Direito ele colaborou com o Massa e escreveu um artigo super esclarecedor sobre como lidar com o plágio.</p>
<h1 style="text-align: center;"><a href="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/07/plagio.pdf" target="_blank"><strong>Baixe o artigo aqui</strong></a></h1>
<address><em>O anexo está em pdf (secured) para evitar alterações de seu conteúdo. Quanto à reprodução (parcial ou integral) em outro local, sem fins lucrativos, somente pode ser feita mediante citação da fonte (autor e o blog).</em></address>
<p>Nas palavras do Hugo: &#8221; Torço para que de alguma maneira seja útil para os que acessam o blog. Espero que o texto não soe muito &#8216;formal&#8217; ou &#8216;acadêmico&#8217;, apesar do esforço para torná-lo mais solto, porém o tema é um tanto &#8216;ácido&#8217;.&#8221;</p>
<p>Mais uma vez obrigado professor Hugo, você foi totalmente massa! E Renato Faccini graças a sua dica de ouro esse artigo está aqui hoje <img src='http://www.massacultural.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  E vocês queridos leitores, aproveitem! Leiam e comentem o espaço pra discussão está aberto&#8230; <img src='http://www.massacultural.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>________________________________________________________________________</p>
<p><strong>Hugo Backx </strong>é graduado em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986), graduado em Direito pelo Centro Universitário Augosto Motta (2000), mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994), advogado (OAB/RJ 111472). É professor Assistente em regime de dedicação exclusiva no curso de Desenho Industrial &#8211; Habilitação Projeto de Produto (UFRJ). Tem experiência na área de design de produto, perícia judicial em contrafação de design, em Propriedade Intelectual e Propriedade Industrial. É coordenador do Laboratório de Propriedade Intelectual &#8211; Lapi / UFRJ.<br />
Se você quiser entrar em contato com o autor e trocar uma idéia, envie email para: <a href="mailto:papodesign@backx.net">papodesign@backx.net</a></p>
<p>________________________________________________________________________<br />
<em><strong>Artigo Massa</strong> é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.</em></p>
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		<title>Artigos Massa: Tudo é sustentável?</title>
		<link>http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ConvidadoMassa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos assuntos que mais se houve falar na atualidade é o que diz respeito às questões da sustentabilidade. Dia após dia ficamos sabendo que algum desastre natural, de algum desmatamento ou de alguma conseqüência que a natureza sofre por causa da exploração exacerbada de seus recursos. Nos últimos anos, as denúncias, os movimentos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos assuntos que mais se houve falar na atualidade é o que diz respeito às questões da sustentabilidade. Dia após dia ficamos sabendo que algum desastre natural, de algum desmatamento ou de alguma conseqüência que a natureza sofre por causa da exploração exacerbada de seus recursos. Nos últimos anos, as denúncias, os movimentos e iniciativas a favor do meio-ambiente se tornaram cada vez mais constantes. As pessoas passaram a sensibilizar pelo ambiental e passaram a incorporar e/ou apoiar algumas práticas que se intitulam “Sustentáveis”. Mas será que todas as tentativas podem realmente ser consideradas sustentáveis? Ou ainda, será que nós sabemos diferenciar o que realmente pode ser considerado sustentável do que não pode?</p>
<p>Comparações interessantes, estabelecidas por Vezzoli (2009), fazem com que façamos uma reflexão sobre o que realmente consideramos produtos sustentáveis. Na tentativa de responder a questão “o que sabemos e pretendemos sobre o design para a sustentabilidade hoje?”, o referido autor compara alguns produtos para exemplificar quais deles podem ser certificados como ambientalmente corretos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4992" href="http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/cadeira01/"><img class="size-full wp-image-4992 alignleft" title="cadeira01" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/04/cadeira01.jpg" alt=" Cadeira de papelão: baixo impacto ambiental?" width="301" height="350" /></a></p>
<h3>Cadeira de papelão: baixo impacto ambiental?</h3>
<p>Se olharmos para uma cadeira de papelão, construída com sobras de papelão, desenhada para a montagem através de encaixe (isso quer dizer que não haverá a utilização de cola ou qualquer material colante), que comprovadamente suporta um peso de cerca de duzentos quilos (ou seja, a maioria das pessoas): podemos imaginar que se trata de um projeto com baixo impacto ambiental.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5005" href="http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/cadeira02/"><img class="size-full wp-image-5005 alignright" style="margin-top: 50px;" title="cadeira02" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/04/cadeira02.jpg" alt="" width="250" height="286" /></a></p>
<h3>Cadeira Savonarola: sem nenhuma preocupação ambiental, mas&#8230;</h3>
<p>Quando comparamos esse produto, que nos parece ambientalmente considerável, com a cadeira Savonarola, também conhecida como cadeira tesoura, nossa percepção sobre o que é sustentabilidade aumenta. Essa cadeira, de noz-madeira, foi projetada no renascimento (ou seja, possui cerca de 500 anos de existência) e permanece intacta até os dias de atuais. A cadeira renascentista foi desenhada, aparentemente, sem nenhuma preocupação ambiental, já que na época essa não era preocupação vigente.</p>
<p>Mesmo assim, ao fazermos uma análise através do tempo dos dois projetos poderemos então ter uma noção de qual dos dois impacta menos o ambiente, como mostra o gráfico:</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4989" href="http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/grafico/"><img class="alignleft size-full wp-image-4989" title="grafico" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/04/grafico.jpg" alt="" width="560" height="362" /></a></p>
<p>Desse modo, ao longo do tempo, fica claro que enquanto uma cadeira Savonarola mantém sua expectativa de vida, diversas cadeiras de papelão poderão ser produzidas, utilizadas e descartadas. Isso quer dizer que a cadeira de papelão, que parecia ser uma alternativa de projeto com preocupações ambientais, se torna mais impactante do que uma cadeira durável (como a cadeira Savonarola) com o passar dos anos.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5032" href="http://www.massacultural.com/2010/04/13/artigos-massa-tudo-e-sustentavel/cadeira03/"><img class="alignleft size-full wp-image-5032" title="cadeira03" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/04/cadeira03.jpg" alt="" width="250" height="372" /></a></p>
<h3>Cadeira Aeron (Herman Miller): projetada hoje com preocupação ambiental.</h3>
<p>Um exemplo de cadeira projetada hoje com a preocupação correta com o ambiente é o da Aeron, desenhada pelos designers Bill Stumpf e Don Chadwick, da empresa multinacional Herman Miller. Com assento de aço e plástico ela possui 12 anos de garantia, mesmo em uso de comodato. Além disso, a Aeron foi projetada para facilitar a desmontagem e a reutilização de peças, duas características importantes do design para a sustentabilidade.</p>
<p>Por isso, na próxima vez que nos depararmos com um produto que prometa ser “sustentável” façamos uma reflexão para saber se essa promessa procede. Essa pode ser uma pequena contribuição para o planeta.</p>
<p>________________________________________________________________________</p>
<p><strong>Referência</strong><br />
VEZZOLI, Carlo. Innovative design learning communities: new horizons for sustainability LeNS a multi-polar, interconnected and regenerative open learning platform. In: Proceedings International Symposium on Sustainable Design. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2009. Disponível em: <a href="http://portal.anhembi.br/sbds/anais/ISSD2009-P-30.pdf" target="_blank">http://portal.anhembi.br/sbds/anais/ISSD2009-P-30.pdf</a></p>
<p>________________________________________________________________________</p>
<p><strong>Marco Ogê Muniz </strong>é Mestre em Design pelo Programa de Pós-Graduação em Design e Expressão Gráfica (PósDesign) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), linha de pesquisa Gestão Estratégica do Design Gráfico. Professor coordenador do curso Superior de Tecnologia em Design Gráfico e professor do curso de Design de Moda da Faculdade Metropolitana de Rio do Sul &#8211; Famesul/Grupo Uniasselvi . Pesquisador voluntário do Núcleo de Abordagem Sitêmica do Design (NAS DESIGN) da UFSC, Embaixador do projeto Looking for Likely Alternatives &#8211; LOLA, pesquisador do Grupo de Pesquisa Desis-Brasil (Design de Serviços e Inovação Social) &#8211; ligado ao Desis (Design for Social Innovation and Sustainability) &#8211; e membro do Instituto de Referência em Pesquisa Ambiental Caapuã (Instituto Caapuã), coordenador de ecodesign.<br />
Para saber mais sobre o autor visite seu blog: <a href="http://abordagemsistemicadodesign.blogspot.com/" target="_blank">http://abordagemsistemicadodesign.blogspot.com/</a></p>
<p>________________________________________________________________________<br />
<em><strong>Artigo Massa</strong> é um post esporádico onde convidados têm  espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com  o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem  gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e  troca de ideias com os Leitores Massa.</em></p>
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		<title>Artigo Massa: só o Tropicalismo nos une</title>
		<link>http://www.massacultural.com/2010/03/24/artigo-massa-so-o-tropicalismo-nos-une/</link>
		<comments>http://www.massacultural.com/2010/03/24/artigo-massa-so-o-tropicalismo-nos-une/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 12:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>diegopiovesan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Escrito por Thaís Guedes*
Falar de Tropicalismo é com certeza resgatar nos anos 60 um dos momentos mais importantes para a cultura e literatura brasileira: é resgatar o modernismo heróico de Oswald e Mário de Andrade e os preceitos tão ansiados e conseguidos na Semana de 22. O Tropicalismo é, assim, um caleidoscópio humano, uma máquina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Escrito por Thaís Guedes*</em></p>
<p>Falar de Tropicalismo é com certeza resgatar nos anos 60 um dos momentos mais importantes para a cultura e literatura brasileira: é resgatar o modernismo heróico de Oswald e Mário de Andrade e os preceitos tão ansiados e conseguidos na Semana de 22. O Tropicalismo é, assim, um caleidoscópio humano, uma máquina do olhar que desvenda e ao mesmo tempo, analisa e valoriza o que a brasilidade tem de melhor. Esse olhar não pára, não cessa e, em plena ditadura, momento em que o cidadão brasileiro busca um sentido e uma identidade para sua nação, ela se senta na mesma mesa que os opressores e  compartilha com eles o tão famoso cálice proclamado por Chico Buarque.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4848" href="http://www.massacultural.com/2010/03/24/artigo-massa-so-o-tropicalismo-nos-une/gilberto-gil-1969/"></a><a rel="attachment wp-att-4849" href="http://www.massacultural.com/2010/03/24/artigo-massa-so-o-tropicalismo-nos-une/caetanoveloso-lp-1968/"><img class="alignleft" title="caetanoveloso-lp-1968" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/03/caetanoveloso-lp-1968.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Assim, a Tropicália buscava uma nova estética na cena cultural brasileira e também uma interlocução com a massa. Essa ideia vai ao encontro do dadaísmo de Marcel Duchamp, do início do século XX, que critica a aura do objeto único dentro de um contexto industrial e seus <em>ready-mades</em>.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
<strong>Capa 1: CAETANO VELOSO, 1968 &#8211; </strong>Pode-se dizer que nesta capa há a materialização das imagens tropicalistas com os conceitos estéticos do movimento.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>A sociedade de 1960 era presa em valores morais e arcaicos, e é nesse contexto que a juventude, principalmente da classe média, vê no tropicalismo reflexo de suas tendências comportamentais de revolta. A arte originando-se da necessidade coletiva.</p>
<p>O movimento recupera a estética das capas de discos, esse invólucro das músicas contidas, veiculando ideias por meio da justaposição de palavras e imagens registrando graficamente questões comportamentais ou estéticas do movimento social.</p>
<p>As imagens criadas rompem cânones e regras funcionalistas, atingindo a função de transmitir valores simbólicos a determinado produto, criar mitos e fetichizar objetos.</p>
<p>O designer Rogério Duarte reorganiza e cria novo sentido trazendo nas capas de LPs, um objeto industrial, uma linguagem própria do tropicalismo e questões da pós-modernidade, onde letra, música e imagem multiplicam os significados, ou como o ele mesmo gostava de dizer na época: “foi um modo de ser da produção brasileira, é um sotaque nosso, brasileiro de fazer as coisas”, o caráter antropofágico que é visto até hoje.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4848" href="http://www.massacultural.com/2010/03/24/artigo-massa-so-o-tropicalismo-nos-une/gilberto-gil-1969/"><img class="alignleft" title="gilberto-gil-1969" src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2010/03/gilberto-gil-1969-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>A complexidade do <em>design</em> gráfico possibilitou ter música, artes plásticas, poesia numa capa de disco organizando uma rede de ideias.</p>
<p><a rel="attachment wp-att-4848" href="http://www.massacultural.com/2010/03/24/artigo-massa-so-o-tropicalismo-nos-une/gilberto-gil-1969/"></a></p>
<p><strong>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
<span style="font-weight: normal;"><strong>Capa 2: GILBERTO GIL, 1969 &#8211; </strong>Este invólucro contém imagens e palavras construídas como poesia concreta no qual  texto e desenho dão forma a uma imagem na qual a poesia visual empregada dá a possibilidades de muitas leituras.<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</span></strong></p>
<p><strong><span style="font-weight: normal;"><br />
</span></strong></p>
<p>*Thaís Guedes tem 29 anos e é mais tropicalista do que imagina. É formada em Desenho Industrial e Especialista em Fundamentos da Cultura e das Artes. Atualmente é diretora de arte na Trip Editora e Propaganda.</p>
<p>Blog: <a href="http://www.caleidoscopio-antropofagico.blogspot.com/" target="_blank">Caleidoscópio Antropofágico</a></p>
<p>_______________________________________</p>
<p><strong>Artigo Massa</strong> é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.</p>
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		<title>Como você vê sua área de atuação daqui a 10 anos?</title>
		<link>http://www.massacultural.com/2009/10/29/como-voce-ve-sua-area-de-atuacao-daqui-a-10-anos/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 10:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ConvidadoMassa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse Artigo Massa nasceu da empolgação do Alexandre em responder o último 7&#215;1. Ele respondeu pro Massa assim: &#8220;Acho que precisa resumir né? Mas eu me empolguei e acabei escrevendo um artigo, dá uma olhada&#8230;&#8221;. A gente leu, olhou e achou justo publicar a resposta resumida no 7&#215;1 e também a resposta completa. Então, aproveitem!

Antes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Esse Artigo Massa nasceu da empolgação do Alexandre em responder o último <a href="http://www.massacultural.com/2009/10/26/7x1-como-voce-ve-sua-area-de-atuacao-daqui-a-10-anos/" target="_blank"><strong>7&#215;1</strong></a>. Ele respondeu pro Massa assim: &#8220;Acho que precisa resumir né? Mas eu me empolguei e acabei escrevendo um artigo, dá uma olhada&#8230;&#8221;. A gente leu, olhou e achou justo publicar a resposta resumida no 7&#215;1 e também a resposta completa. Então, aproveitem!</em></p>
<p><img src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2009/10/ilustra_artigo_2.jpg" alt="ilustra_artigo_2" title="ilustra_artigo_2" width="560" height="218" class="alignnone size-full wp-image-3642" /></p>
<p>Antes de falar de 10 anos para frente sempre é bom olhar 10 anos para trás, para avaliar as tendências. Então como era a atuação do design de produtos há 10 anos? Como estava a economia brasileira e do mundo? Calma, não vou fazer uma retrospectiva, mas só para se ter idéia o PBD &#8211; Programa Brasileiro de Design &#8211; foi criado em novembro de 1995 (ADG em 1989, Objeto Brasil em 1996, ADP em 2002, DEBrazil em 2003 e a SCDesign em 2004). Ou seja, o Brasil é jovem no design. Mas isso não é um ponto negativo.<br />
 Hoje o design começa a conquistar seu espaço no Brasil. Desde 2003 a DEBrazil auxilia projetos de design brasileiros a ganhar repercussão internacional no IF Design Awards (Europa). Do mesmo modo a Objeto Brasil desde 2008, com o Prêmio IDEA (Estadunidense). Ainda poderia citar diversos outros prêmios nacionais como ABIPLAST, Alcoa, MovelSul, Museu da Casa Brasileira, dentre outros.</p>
<p>No mesmo sentido existe um suporte que começa a ser oferecido por instituições como SEBRAE; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior; CNPQ&#8230; o que posiciona o design no Brasil em uma situação bem distinta da observada 10 anos atrás. </p>
<p>O número de cursos de design em Santa Catarina saiu de 12 em 1999 para 61 em 2009, aumentando a abrangência de 3 para 20 cidades no Estado. Para se ter idéia, hoje existem 498 cursos de design no Brasil cadastrados no MEC. [1] Mesmo desconhecendo que haja atualmente demanda para tantos profissionais formados por ano é preciso entender o impacto disso nos próximos anos. Tanto na esfera positiva quanto na negativa&#8230;</p>
<p>Em 1997, por exemplo, o PBD lançava o manual de Design Estratégico e o 1º concurso de Ecodesign no Brasil [2]. Mesmo estes temas já tendo sido trabalhados anteriormente, nos últimos cinco anos passaram a ter maior notoriedade. Na década de 50 foi a questão ergonômica, na década de 80 a forma deixou de seguir a função para seguir a diversão, atualmente vivemos a crise da sustentabilidade. E em 2020, qual será o novo desafio do design? Algumas Macro-tendências podem ser utilizadas como inspiração: Sustentabilidade, Bons Valores; Personalização; Aproveitar tempo livre; Minorias (acessibilidade para idosos, deficientes físicos); Consumo Ético&#8230; Existem também cenários mais pessimistas, mas todos eles já começam a se tornar mais claros para os próximos anos.</p>
<p>Hoje temos conhecimento de novos segmentos/metodologias de design: Design Thinking, Service Design&#8230; que começam a ser testados por escritórios maiores como IDEO. São abordagens mais intelectuais de solução de problemas, que nem sempre resultam em um produto, mas em uma solução mais inteligente para aquele problema.</p>
<p>Feito este breve panorama, então, como será nossa atuação como designers de produto daqui a 10 anos?<br />
Para iniciar este pensamento, dando a ele apenas um exemplo mais focado considere o cenário atual, no qual muitas empresas que buscam passar a imagem de responsabilidade ambiental por meio de seus produtos que não mudaram de fato. O que era um produto agora é um ECOproduto. E o que continua sendo vendido não deixa de ser mais um produto&#8230;</p>
<p>Se pensarmos em padrões de consumo, pouco muda, pois o que se consome é produto, existe a sedução pelo Eco (&#8220;comprando o eco já fiz minha parte&#8221;), mas ainda são raras as empresas que conseguem adotar políticas do PSS ( Product Service System) [3] ou outras campanhas que visam o consumo mais sustentável, colocando o consumidor como cidadão ativo do processo e do ciclo de vida do produto, motivando novas experiências de relação com o consumo. Isso não é um problema que envolve apenas o empresário, que muitas vezes tem a disposição de inovar, mas acaba barrado por legislações nacionais e internacionais que nem sempre colaboram com propostas mais ousadas. </p>
<p>Eis um desafio para os próximos 10 anos: como tornar o consumidor parte do processo do ciclo de vida do produto tornando-o pró-ativo nas questões ambientais? E, além disso, como estas medidas farão os lucros das empresas aumentarem?</p>
<p>Falando nessa questão empresário x designer e buscando adequar isso ao tema em questão, acredito cada vez mais no posicionamento do Peter L. Phillips [4] quando fala que muitas vezes o designer se coloca como: &#8220;ah mas meu cliente não gosta disso&#8221;, &#8220;meu cliente não entende isso&#8221; &#8230; para Phillips, o designer deve considerar o projeto como uma colaboração entre as partes, entendendo o cliente como um parceiro e não apenas como cliente. Aposto nessa premissa para os dias de hoje, e não vejo isso muito diferente para os próximos 5 ou 10 anos.</p>
<p>Vejo o designer para os próximos anos, não como aquele que possui apenas o conhecimento da forma, da estética, ergonomia, funcionalidade, aquele que consegue materializar idéias em desenhos 2D ou 3D&#8230; vejo o designer aplicando uma visão mais estratégica, com maior entendimento do mercado, dos sistemas, e principalmente com o conhecimento do Projeto. Mas espere, não vejo o Super-Designer!<br />
Penso naquele que consegue usar sua criatividade de modo mais abrangente, aplicando seus conhecimentos estéticos para entender o posicionamento de mercado dos produtos – trabalhando em parceria ou com seus conhecimentos de marketing, entendendo que suas estratégias e seu conhecimento precisará estar em constante atualização. </p>
<p>Por isso entendo a necessidade do amplo conhecimento do projeto, para poder entender o problema do empresário e oferecer os serviços que ele realmente precisa e não aquilo que ele acha que o empresário precisa ou aquilo que ele sabe fazer. Na vida real, muitas vezes é preciso aprender fazendo. Acho que esta é uma das grandes vantagens de quem trabalha com criatividade, a de trabalhar com o desconhecido.<br />
Em síntese, vejo nossa atuação para daqui a 10 anos relacionada a questões intelectuais, sobre compreensão de sistemas de produtos, e isso diretamente relacionado com políticas de inovação do Governo(e de empresas), sustentabilidade, e o desenvolvimento de novas experiências de consumo. </p>
<p>[1] <a href="http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/funcional/busca_curso.stm" target="_blank">http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/funcional/busca_curso.stm</a><br />
[2] <a href="http://www.designbrasil.org.br/portal/ingles/acoes/pbd_retrospectiva.jhtml" target="_blank">http://www.designbrasil.org.br/portal/ingles/acoes/pbd_retrospectiva.jhtml</a><br />
[3] <a href="http://www.unep.fr/scp/design/pdf/pss-imp-7.pdf" target="_blank">http://www.unep.fr/scp/design/pdf/pss-imp-7.pdf</a><br />
[4] PHILLIPS, Peter L.. Briefing: A Gestão do Projeto de Design. São Paulo. Edgard Blücher, 2008.</p>
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<p><strong>Alexandre Turozi</strong>, 26 anos, Designer Industrial e Diretor de Projetos da 2pra1 Design Industrial. alexandre@doispraum.com.br / <strong><a href="http://www.doispraum.com.br/" target="_blank">www.doispraum.com.br</a></strong> (em breve!!)<br />
________________________________________________________________________</p>
<p><em><strong>Artigo Massa</strong> é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.</em></p>
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		<title>Artigos Massa: Empinando pipas</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 10:43:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ConvidadoMassa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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Mesmo depois de todos os artigos que escrevi ainda não sou capaz de começar nada sem sentir que estou fazendo tudo absolutamente errado. Você também tem esse problema? Sempre tenho, parece que alguma coisa pode ser melhor, mais bem acabada ou conduzida.
Quando surge esse espaço para empinar pipas na cabeça, vou para frente de um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2009/10/pipa-massa.jpg" alt="pipa-massa" title="pipa-massa" width="560" height="275" class="alignnone size-full wp-image-3543" /></p>
<p>Mesmo depois de todos os artigos que escrevi ainda não sou capaz de começar nada sem sentir que estou fazendo tudo absolutamente errado. Você também tem esse problema? Sempre tenho, parece que alguma coisa pode ser melhor, mais bem acabada ou conduzida.</p>
<p>Quando surge esse espaço para empinar pipas na cabeça, vou para frente de um monitor, procurando desesperadamente por uma imagem que possa me desbloquear. A construção/visão de que artistas devem ser enciclopédias visuais, é tão errôneo quanto o senso comum que a arte deve representar o que se vê. Mas esse problema não é algo externo, é um problema que nasce junto com nossos primeiros desenhos. Copiamos, seja porque adoramos o traço de outra pessoa, a forma como ela representou o corpo, o sentimento. O traço que parece ser perfeito e que sempre é do outro porque não é nosso.</p>
<p>Faça exercícios sim, mantenha um ritmo de estudo, compreenda o que mais lhe agrada, não pelo traço, mas pela sensação que ele lhe passou. Foi essa sensação que fez a paixão crescer. Depois pare. Procure em fotos, nas pessoas andando, sente-se em uma praça e desenhe. Monte uma biblioteca de imagens, uma pasta no computador, um quadro na parede, algo que te motive e te tire da mediocridade do olhar do outro.</p>
<p>Aprenda as formas de representar o que deseja e depois tente esquecê-las quando estiver sozinho em frente ao papel, você vai ver que empinar uma pipa será muito difícil. Quando for pesquisar, pesquise os melhores, aqueles que são quase perfeitos, fuce só para ter certeza que mais ninguém pode ser você.</p>
<p>Quando sentir que nada mais pode dar certo, simplesmente comece. Essa rotina é um ótimo mecanismo para se criar um botão de iniciar, aqueça-se lendo, rabiscando, olhando para seu bicho de estimação e então de o primeiro passo, sempre funciona, funcionou com esse artigo.</p>
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<p><strong>Alan Cichela</strong> tem 28 anos e nunca aprendeu a empinar pipa. É bacharel em artes visuais e cursa apreciação estética. É um desenhista crítico e um crítico que tenta desenhar o mais perfeitamente sua forma de ver. Tem mania de ordenar tudo e conferir duas vezes se fechou as portas pelas quais passou. Possui uma biblioteca extensa de imagens e quadrinhos que são pontos de referências e ódio. É viciado na fragrância de livros novos de arte e momentos ociosos no cinema, mantém um <strong><a href="http://alancichela.wordpress.com/" target="_blank">blog</a></strong> mal escrito e um <strong><a href="http://www.flickr.com/photos/alancichela/" target="_blank">flickr</a></strong> pouco atualizado. Adora uma música empolgante e um bom papo com amigos sinceros.<br />
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<p><em><strong>Artigo Massa</strong> é um post esporádico onde convidados têm espaço para publicar um artigo, sobre qualquer tema, que tenha a ver com o jeitinho Massa Cultural de ser. O objetivo é mostrar o quanto tem gente com conteúdo massa por aí. E claro, criar uma bela discusão e troca de ideias com os Leitores Massa.</em></p>
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