Não é preciso ir muito longe pra ver que a maioria dos alunos de curso superior entra na faculdade porque “precisa”, ou até mesmo porque curte a área. Mas depois a coisa desanda. É como a crise dos sete anos no casamento, só que geralmente vem lá pelo sétimo mês… Como a universidade é um terreno de dúvidas para quem está pisando nele pela primeira vez, o Massa trás a fala de quem já passou por esse campo minado, saiu ileso e com muita coisa boa pra compartilhar.
O que você aprendeu na faculdade e carrega na sua vida profissional?
Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigada Bruno, Germaá, Guilherme, Lya, Marina, Paulo e Rafael… vocês são massa!!!)
01.
Eu poderia dizer que tudo o que aprendi na faculdade trago pra vida profissional. Mas talvez eu estivesse mentindo, porque hoje em dia eu não faço resenhas críticas e coisas do tipo. A verdade é que tudo o que se aprende na faculdade (e fora dela também) é a base para qualquer coisa que você for fazer profissionalmente. Isso vale também pra áreas como a minha, que legalmente não exigem diploma, mas que na prática exigem (a não ser que você seja um Washington Olivetto ou Nizan Guanaes). Claro que tem coisas que você aprende na faculdade e que quando encara o mercado de trabalho vê que já estão ultrapassadas. É, publicidade tem dessas coisas. Como dizia o Lulu Santos: tudo muda o tempo todo no mundo. Novas mídias, redes sociais e etc. Por isso além do estudo acadêmico é importante estar sempre ligado em tudo que tá acontecendo por aí através de livros, internet, gibi, bula de remédio, encarte do mercadinho da esquina. Quem trabalha com publicidade, principalmente com criação não pode se dar ao luxo de desperdiçar nenhum tipo de conhecimento, nem mesmo a formatação de artigos técnicos segundo as normas da ABNT. Tá bom, não vamos exagerar.
Bruno Aydos é gremista, redator publicitário e atualmente trabalha na agência Propague, de Florianópolis. www.twitter.com/bruno_aydos
02.
Acho que, em primeiro lugar, a faculdade é um lugar fundamental para além do aprendizado teórico, termos contato com o mercado. É lá que provavelmente vamos conhecer as pessoas que nos vão dar a primeira oportunidade de entrar no meio e perceber o quanto fazer networking é importante para o desenvolvimento de qualquer carreira.
Uma das coisas que também trago comigo, é a oportunidade de conseguirmos ampliar os nossos horizontes e ver que, mesmo fazendo publicidade, temos inúmeras possibilidades além da criação ou mídia. Por possuirmos uma ampla visão do processo corporativo, estamos habilitados a trabalhar em todas as áreas das agências, departamento de marketing das empresas, administração e tudo mais que envolva comunicação interna e externa. Percebemos logo que tudo em uma empresa está interligado, desde a contabilidade, aquisição de ações, percepção da marca pelo consumidor até o processo de compra. A comunicação passa por todas as áreas, sendo vital para a sobrevivência da empresa.
Aprendi também a dar atenção aos detalhes, que no final das contas faz toda a diferença. Isso foi aperfeiçoado no meu percurso profissional, mas o início deu-se lá.
Germaá Oliveira é diretor de arte da TV Record Internacional. www.germaa.com
03.
Pesquisar por referências foi uma das coisas de maior significância que trago da faculdade. Ao iniciar qualquer projeto (no meu caso, gráfico) uma pesquisa se faz extremamente necessária. Pratiquei isso em todos os trabalhos da faculdade, desde pintura, escultura e cerâmica, até comunicação visual, e trago isso no dia-a-dia do meu trabalho.
É buscando essas referências que muitas vezes se consegue solucionar algo, e muitas vezes a solução está de baixo de nosso nariz, nas coisas mais simples que se pode imaginar. Muita gente deve estar careca de saber isso, mas não é algo muito fácil de praticar, exige tempo e dedicação. Mas na medida do possível tudo se consegue.
Por isso, tenho como prática pesquisar qualquer coisa em qualquer lugar, em livros, revistas, na rua, em conversas, em exposições e bienais, em fotografias e internet, que, por sinal, é uma ótima ferramenta para isso, é de fácil acesso e com uma infinidade de coisas, é só perguntar para alguém, que todos terão dicas para dar, podem ter certeza!
Pesquisem!
Guilherme Pereira de Souza é bacharel em Artes Visuais, atua como Designer Gráfico e nas horas vagas se dedica aos seus cadernos. www.flickr.com/photos/guilhermesouza
04.
Buy Cialis Online Without Prescription size-full wp-image-3136″ title=”lya” src=”http://www.massacultural.com/wp-content/uploads/2009/09/lya.jpg” alt=”lya” width=”200″ height=”173″ />Acredito que a principal lição da faculdade de Design que carrego comigo é a responsabilidade que tenho sobre um projeto. A faculdade é o lugar onde a gente pode errar pouco, errar muito, experimentar e não sofrer conseqüências sérias por isso, além de poder justamente aprender com estes erros. Mas é a chance que o aluno tem também de levar a sério, crescer, dedicar-se, colher e analisar os resultados. Chega um dia que de professor e aluno, tu viras um profissional com clientes, um designer de uma empresa e eles esperam de ti atitudes, decisões e resultados tão profissionais quanto.
Lya Zumblick é formada em design, trabalha em uma editora pra poder comprar sapatos. www.lyazumblick.com
05.
cialis prices alt=”marina” width=”200″ height=”161″ />Eu levo comigo muito mais do que eu imaginava quando eu saí da faculdade. Nós tendemos a achar que muitas daquelas aulas entediantes e muitos dos exercícios de geometria descritiva serão apenas parte do conhecimento inútil acumulado durante a vida acadêmica, mas isso não é bem verdade. Pelo menos para mim não foi. A experiência de uma graduação pode ser muito mais enriquecedora do que se imagina para quem sabe fazer bom uso dela.
Como desenhar a faca para um rótulo de sorvete sem saber geometria plana? Como preparar uma arte final para flexografia sem saber produção gráfica? Aprendi que a apresentação de um projeto é um projeto dentro do projeto. Por mais que ao longo do tempo você desenvolva a sua própria metodologia de trabalho é na faculdade que você aprende o que é metodologia. A faculdade foi onde eu pude errar, tentar novamente e acertar. Não importa se o curso é o mais conceituado do mundo, importa que ele te apresenta todos os caminhos que podemos seguir, e fazer esta escolha dar certo depende de cada um.
Eu posso dizer que a faculdade foi uma etapa essencial para mim, pois acima de tudo neste momento da vida e neste ambiente que eu encontrei as coisas que eu gostava e descobri as coisas que eu nem sabia que gostava.
Marina Cascaes é designer gráfica formada pela UDESC e atualmente trabalha com projeto de embalagens na O3Design. www.o3design.com.br
06.
“Para quê isso vai me servir?” Essa é uma frase bastante comum de se ouvir no meio acadêmico, já que em um ambiente universitário o programa de ensino tem que englobar variados campos de aplicação relacionados a um só assunto, que é o curso que se você escolheu para se formar e ter o tão esperado diploma de curso superior. Eu vejo a faculdade, pelo menos na minha área, que é artes visuais, como mais “funil” que temos que passar, como a própria escola de ensino médio. Onde você vai ter contato com muita coisa nova e daí poder escolher o que mais você tem afinidade. Mas, de uma forma geral o processo como um todo de aprendizagem é importante para exercitar os olhos e a mente. O conceito e a busca do “belo” passam a ser mais criteriosos e nossa cabeça se abre para novas propostas.
E hoje, apesar de eu ter me formado em desenho industrial, curso que não prepara ninguém a ser um ilustrador, atuo profissionalmente somente como ilustrador, que sempre foi o meu grande prazer nos projetos de design que me envolvi. Sempre agregava ao meu trabalho de design as minhas ilustrações.
Com o tempo percebi que eu tinha pouco tempo para ilustrar e trabalhar os projetos gráficos. Enfim, parei de fazer o “design” e me dedicar só a ilustração. Mas é inegável que o contato com vários tipos de mídia e entender os veículos de comunicação, os processos gráficos e de criação em geral, seja vídeo, animação, impresso ou web ajuda bastante a se obter um bom resultado na ilustração final.
Paulo Visgueiro, 29 anos, carioca. Em 2004 formou-se no curso de Desenho Industrial no Centro Universitário da Cidade – RJ. Atualmente é gerente de Ilustração/Concept Art da Seagulls Fly. www.visgueiro.com
07.
Por ter formação técnica fui para faculdade buscando conceito, embasamento, pesquisa. E foi o que encontrei (em uma escala bem menor que eu esperava, mas encontrei), e é o que eu trago comigo até hoje. Mas, para mim especificamente, algumas das coisas mais importantes foram o que aprendi pelo convívio com profissionais, professores e amigos dentro do ambiente de uma faculdade, aquelas coisas que só entendemos o valor depois de sair de lá, isso não tem matéria que ensine.
Foi da faculdade que veio a minha maior inspiração para o trabalho de professor, minha principal atividade atualmente. Quando nem pensava em dar aulas, via um professor em particular cativando a todos, dando aula com paixão, mostrando domínio do assunto e fazendo com que todo mundo entendesse a matéria que comecei a pensar: “quando crescer quero ser assim também”… Foi uma das coisas que me inspirou a correr atrás e estudar ainda mais pra chegar lá, o que, de certa forma, volta ao que eu falei lá no começo: pesquisa, embasamento, conceito…
Então não adianta, seja na sala de aula, na biblioteca ou pelo simples fato de estar convivendo com pessoas do meio profissional em uma faculdade a gente sempre aprende muita coisa. Eu aprendi a ser um bom profissional e de lambuja ótimas inspirações de como ser um bom professor.
Rafael Hoffmann Maurilio, 26, publicitário (de formação…), professor dos cursos técnicos de Design e Comunicação Visual da SATC.
E ai depois de tudo isso o que você tem a dizer? Deixe sua opinião nos comentários… A gente vai adorar ampliar a nossa gama com a sua resposta! O que você aprendeu na faculdade e carrega na sua vida profissional? Volte nos tempos da faculdade e conte pra gente sua história… A equipe massa também brinca, e sempre deixa suas respostas ali nos comentários =)
7×1 é um post que propõe uma visão Muito Massa de sete cidadãos
“dedocraticamente” eleitos para responderem uma questão existencial pré-definida pela Equipe do Massa. O objetivo é catar a opinião de pessoas de diferentes áreas sobre um mesmo assunto, compará-las e fazer aquela Massa com sustância criativa!
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Saudades do 7×1? A gente, aqui do massa, tava morrendo de saudades! Assim, sem muito delongas, corre para ler as respostas dos nossos sete convidados massa para a pergunta:
O que influenciou seu trabalho? Por quê?
Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigada Alice, Anna, Camila, Carlos, Fábio, Joelson e Nede… vocês são massa!!!)
01.
Alice Linck – Fotógrafa
As minhas primeiras referências fotográficas vieram da Vogue Americana, lá por 1992. Minha irmã comprava a revista todos os meses e eu lembro que adorava viajar nos editoriais de moda e me perguntava como aqueles fotógrafos faziam tantos efeitos legais. Depois de um tempo, eu gostava de brincar tentando advinhar quem era o fotógrafo só pelo estilo da imagem. Os fotógrafos (que até hoje são os meus preferidos) eram Richard Avedon, Irving Penn, Helmut Newton, Annie Leibovitz, Patrick Demarchelier,Ellen Von Unwerth, pra listar os mais marcantes. Nessa época eu tinha uma Pentax automática (dessas de turista mesmo) e ficava brincando com papel celofane, renda, tule na frente da lente pedindo pra fotografar minhas amigas ou qualquer outra coisa que eu julgasse interessante.
Quando meu avô me deu de presente a Nikkormat dele (toda manual e com duas lentes e vários filtros diferentes) comecei a brincar e vi que ali tinha um mundo pra se aprender. Em 1998 fiz o primeiro curso de fotografia no Senac, meu professor (Nede Losina) me apresentou Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Ansel Adams, Eugene Atget e toda essa “galerinha” Masters of Photography! Alguns foram mais marcantes do que outros e cada um por um motivo diferente.
Acho um pouco pretensioso falar que eles influenciaram meu trabalho, porque considero a maioria desses fotógrafos ABSURDAMENTE GENIAIS, mas acho que posso dizer que eles despertaram algo dentro de mim. Muito mais do que ver as fotografias tiradas por eles, sempre gostei de ler sobre como eles trabalham, o que eles disseram , pensavam, enfim, saber mais sobre o olhar de quem congelou aquelas imagens fantásticas que ficaram gravadas na minha memória.De todas as coisas que li, uma é a maior influência que tenho e como eu procuro conduzir meu relacionamento com a fotografia:
“(…) Fotografar é colocar na mesma mira a cabeça, o olho e o coração. É também uma forma de gritar, de se libertar, e não de provar ou afirmar a sua própria originalidade (…)” Henri Cartier-Bresson.
Acredito que é só assim que se consegue colocar um pouco da gente no que se fotografa. A técnica pode ser aprendida por quem quiser e correr atrás, mas esse algo mais vem de dentro de cada um e é o que dá alma a uma fotografia e o que ninguém pode te tirar.
Alice Linck – BLOG – FLICKR – TWITTER – WWW
02.
Anna Anjos – Ilustradora/ designer
Tudo o que de certa forma desperta meu interesse acaba sendo uma fonte de inspiração. Não sei em qual linha artística meu trabalho se adeqüa; não estou preocupada com isso, pra falar a verdade. Acredito que a definição de um estilo não deve ser mais importante que o próprio trabalho, ele deve falar por si só.
Posso dizer que tenho grande fascínio pelo bizarro e o onírico das obras oníricas do Lynch e os trabalhos contundentes do Kubrick. Também tenho como referências para o meu trabalho as cidades urbanas e a música. Aliás, sou realmente apaixonada por música; vejo a ilustração/pintura e a música como expressões side effects cialis artísticas que se complementam, isso acaba influenciando diretamente em cada um de meus trabalhos.
Posso dizer seguramente que amo o que faço e que trabalhar com ilustração torna-se uma brincadeira, uma brincadeira séria, mas muito gratificante, sem dúvida.
Anna Anjos – www.annaanjos.com
03.
Camila Mello – Fotógrafa
Pode parecer piegas mas a coisa mais importante para que eu me tornasse uma fotógrafa foi a família. A minha, a sua, a família em geral. Como engenheira sempre senti falta de uma resposta mais humana ao meu trabalho, eu queira fazer alguma diferença na vida das pessoas e não focar só em números e metas… faltava um calor humano, um aconchego na minha vida! Foi então que resolvi fazer cursos de fotografia para ampliar meus horizontes. Na época minha irmã estava grávida e já tinha uma filha de dois anos. A composição era boa e as fiz de cobaias. O resultado das fotos me surpreendeu de uma maneira que eu não podia esperar. Não que as fotos tivessem ficado maravilhosas ou tecnicamente perfeitas, mas o sentimento presente cada click despertou um desejo de fazer aquilo para sempre. Eu me senti realizada. Daí para frente comecei a fotografar outras famílias, grávidas e muitos pequenos, depois vieram os noivinho, as novas grávidas e o pequininhos! E eu percebi ali que a emoção presente em cada uma dessas seções é sempre o minha maior recompensa. Que esse amor presente de cada família é único e poder eternizar congelar isso em fotos é o que me motiva. Por isso eu digo que o que me tornou fotógrafa foi a família, a minha, a sua, a família em geral…
Camila B Mello – www.camillamello.com blog www.camillamello.blogspot.com
04.
Carlos Thunm – Diretor de Arte
Vários “DA’s” influenciaram meu trabalho.
E pra eu não falar daqueles clássicos nomes que todos já conhecem, resolvi falar de uma cidade que foi um grande influência profissional pra mim.
Londres, sem dúvida nehuma, é um lugar especial porque onde quer que você vá, onde quer que você esteja, onde quer que você almoçe, tem sempre alguma referência legal em termos de propaganda, design, fotografia e tudo o que cerca nossa profissão.
Na primeira vez que estive lá (acho que foi 1997) fiquei impactado e lembro até hoje da marca criada para o Design Museum. (já não está mais em uso, eles mudaram toda a programação visual) mas ela tinha a junção do “N” final de Design com o “M” inicial de Museum de uma maneira simples, direta e muito linda que não esqueço até hoje (acho que a fonte era bodoni).
Depois de mais algumas vezes a passeio, resolvi fazer um ano sabático em 2006 e fui morar lá.
Fiz alguns cursos na Saint Martins e deu pra ver ali o que é realmente estudar sobre algum assunto que seja relacionado a nossa área…
Um dos meus cursos foi de tipografia e minha professora sabia muito, mas muito sobre o assunto.
E ai começei a entender o porque de eles estarem tão a frente na nossa área…
Todos os museus tem uma programação visual incrível, a parte de design gráfico é impecável, a montagem das exposições é impressionante, a parte de mídia externa pelas ruas realmente é utilizada como mídia externa (pouca informação e de uma riqueza visual impressionante), as lojas e supermercados tem embalagens que são verdadeiras aulas e as livrarias e lojas de museus são uma pós graduação pra quem curte propaganda, design, fotografia e etc.
Por isso, sem dúvida nenhuma, minha dica é essa.
Quando quiserem fazer algum “curso” nessas áreas, passem uns dias em Londres.
A quantidade de informação, referências, fotos, livros, embalagens vão exceder a sua bagagem.
Mas com certeza vão valer muito a pena.
Carlos Thunm, diretor de arte da agência Loducca de São Paulo
05.
Fabio Sasso – Webdesigner / design gráfico
Em termos de influência acho que depende muito do trabalho, geralmente para meus trabalhos profissionais procuro não deixar com que minhas influências decidam o que fazer, mas sim o que influencia a audiência para quem eu estou fazendo o trabalho.
Agora para meus projetos pessoais e o Abduzeedo, minha influência é clara nos anos 80, com os efeitos de neon e luz, aquele tema espacial meio futurístico, com planos geométricos. Como cresci na década de 80 e 90 obviamente peguei a transição também com o grunge, David Carson, Neville Brody, Emigre, não que eu trabalhasse na época, obviamente que não, mas isso estava influenciando quem trabalhava e passava isso em design gráfico, impresso e na TV…. Acho que é uma mistura de tudo.
Fabio Sasso é co-fundador da 3yz Digital Perfomance e também o criador do Abduzeedo.
06.
Joelson Bugila – Artista Plástico/Designer
Antes de qualquer coisa a gente não decide o que quer Generic pharmacy fazer de nossas vidas.
As coisas vão acontecendo com as nossas afinidades e interesses.
A história começa quando fui para Bienal de São Paulo, onde deu um BOOM na minha cabeça de referências e situações, se não me engano no ano de 2005.
Meu trabalho como artista/ilustrador foi buscando um foco, penso eu que todo artista plástico quer se encaixar em algum movimento.
A técnica é sua, as maneiras de transformar a arte é de cada um, e pela busca/experiência acaba-se encontrando.
Quando percebi estava dentro da street art, um movimento que vem da arte urbana, mas com novas técnicas e formas de expressão – o grafite é um material muito presente na street art, mas esta ascensão da arte urbana, se mistura muitas as técnicas e formas, como a pintura, colagens, serigrafia, o stencil e muitas outras.
Voltando a megalópole chamada São Paulo.
As ruas cinzas, os prédios cinzas, a cidade cinza, e a cidade se comunicando comigo. O que mais me influencia é a situação das cidades, as transformações que elas tomam, por fato a arte urbana vem da rua, e automaticamente nos voltamos para este lado, já que estamos no mesmo contexto.
Mas muitas pessoas perguntam: o que tem haver ilustração / monstros / criaturas com cidades?
Exatamente tudo a ver, é fazer a transformação do espaço em arte, com seres que passam a ter vidas próprias em uma esquina de uma rua.
Mas não é só na rua que vivemos, até porque faço isso quando realmente tenho tempo.
A pintura que é imóvel no muro, passa a ser móvel em telas e bases que possam ser transportadas, dando possibilidade da street art entrar em espaços expositivos.
Carrego comigo muitos e muitos artistas que se desenvolveram com este movimento, vamos citar na década de 50 e 60 onde temos a arte pop e a arte urbana, ambos irreverentes, que também está presente em meu trabalho.
Depois de escrever tudo isso, observei que faltam muitas coisas para escrever.
Digo, e os meus personagens, são todos lúdicos, e onde eles entram?
Tá aí, um convite de acrescentar o lúdico na vida adulta para ter um olhar positivo sobre ela.
Hoje trabalho como designer e utilizo minhas técnicas de artista para com o meu trabalho, não abandonando a carreira artística.
Joelson Bugila – http://www.flickr.com/photos/joelsomm/
07.
Nede Losina – Fotógrafo
Preciso dividir a pergunta em duas partes, o que me levou a fotografar e o que me inspira no trabalho fotográfico. A fotografia apareceu para mim aos sete anos com meu pai, ele fotografava e me envolvia em conceitos técnicos e trabalhos alternativos de laboratório, e depois de muitos anos comecei a pensar na fotografia como um caminho profissional, após chegar à conclusão que a música (melhor dizendo, minha qualidade como músico) não me levaria a lugar algum, e a fotografia me mantinha perto da arte. Desde cedo aprendi a diferenciar o que eu fotografava como profissão do meu trabalho autoral, e este mudou muito no passar dos anos. Um fotógrafo me falou que chega uma hora que não interessa mais o que se quer dizer com uma foto, mas sim o que ela quer dizer sobre nós, e isso é o que me importa. As influências (prefiro chamar de inspirações) aparecem a todo o momento, eu poderia falar de vários fotógrafos que admiro, mas o que me importa realmente são as inspirações diárias, pessoas, som, vento, calor, formas, volumes, cores e minhas fotografias procuram registrar essas sensações em imagens que escapem aos olhos, que a ótica e o tempo do olhar não conseguem registrar. Por isso abuso de desfoques, baixa velocidade, imagens borradas e distorcidas que são as formas que encontrei de esquecer a forma, que representem uma reflexão e não um reflexo, uma idéia sobre o mundo e, é claro, uma idéia sobre mim.
Nede Losina – BlOG – PROJETO CONTATO
E ai depois de tudo isso o que você tem a dizer? Deixe sua opinião nos comentários… A gente vai adorar ampliar a nossa gama com a sua resposta! O influênciou o seu trabalho? Como as coisas despertaram em você? Conta pra gente sua história… A equipe massa também brinca, e sempre deixa suas respostas ali nos comentários =)
7×1 é um post que propõe uma visão Muito Massa de sete cidadãos
“dedocraticamente” eleitos para responderem uma questão existencial pré-definida pela Equipe do Massa. O objetivo é catar a opinião de pessoas de diferentes áreas sobre um mesmo assunto, compará-las e fazer aquela Massa com sustância criativa!
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Desde que o 7×1 nasceu, ele tem virado a nossa seção mais querida. Por quê? É simples, de todos os nossos posts esse é o que a gente mais consegue interagir com as pessoas! Primeiro porque trocamos idéias com pessoas muito massa, nossos, de certa forma “entrevistados”. Segundo porque recebemos comentários de vocês sobre o que pensam do assunto, sobre o que pensam das respostas e por fim, ficamos muito orgulhos de ver o Massa inspirando pessoas com a Deize a escreverem…
Nesse processo, a gente aprende um bocado, troca um monte de experiência e se renova!
Pra continuar a nossa colcha de retalhos de respostas que fazem a diferença na sua vida, a pergunta é:
Que dicas você daria pra quem está começando?
Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigada Daniel, Diego, Cuducos, Henrique, Marlon, Phil, Raul … vocês são massa!!!)
P.s. Pra quem ta começando isso é uma verdadeira aula do que fazer com a sua carreira. Aproveitem!
01.

Daniel Edmundson – Designer
1) Não use drogas para trabalhar. Não que eu seja contra as drogas e tal. Se quiser fumar um beck em casa, isso é problema de cada um. A nossa profissão já tem um estigma muito negativo em relação a isso. Profissionalmente o que eu vi até hoje é que as drogas atrapalham muito mais do que ajudam alguém no trabalho. Esse mito do designer doidão tendo um “insight” depois de fumar tem que acabar. Nosso trabalho é algo sério, que tem que ser feito com o máximo de atenção. Nossos clientes merecem isso. Claro que deve ter gente que consegue fumar e trabalhar numa boa… Mas é uma minoria. Digo isso mais pra quem está começando, que pode ainda acreditar nesse tal “glamour”…
2) Trabalho! Trabalho! Trabalho! Não se consegue nada sem suor, sangue e lágrimas… Eu não acredito em Deus, mas é a ideologia protestante de que o trabalho liberta. Trabalho não é fardo (se for, vá procurar outra coisa pra fazer AGORA). Se você não levar a sério o que faz, ninguém vai. Para se chegar a um bom produto final leva horas e horas na frente do computador. Não existe isso de você sentar e fechar tudo em 10 minutos. O designer fazendo tudo num “insight” mágico é outro mito. Esse acho que herdamos das artes plásticas (que sofrem muito com isso também). É um absurdo pensar em criar algo realmente bom sem suor. Isso se aplica a qualquer trabalho. Tem que haver dedicação diária, ou então é hobby.
3) Produza. Tente produzir o máximo possível. Não adianta nada ter 1 trabalho bom. O nível de um profissional não se mede por poucos trabalhos, mas pelo padrão da produção. Nisso acho importante também ter “acabismo” e colocar as coisas na rua. Quem fica namorando o trabalho além da conta, retocando detalhes demais, perde tempo. Tem que produzir muito, o overall dessa produção vai dizer quem você é, e não 1 trabalho isolado. Como numa arte marcial: repetição leva a perfeição.
4) Desenvolva o seu próprio método de trabalho. Seja racional nisso, pense como você produz melhor, qual é o seu padrão ao desenvolver um trabalho. Isso você vai notando aos poucos, mas tome nota mental de como você funciona. Por exemplo: eu pessoalmente gosto muito de dormir meus trabalhos, olhar pra eles pela manhã sem aquela bagagem toda do dia anterior, e tento racionalmente sempre fazer isso.
5) Seja responsável, cumpra prazos e seja educado. Sim, tudo aquilo que sua mãe lhe ensinou (e que você desaprendeu na faculdade) vale algo. Na verdade vale MUITO. É o que muitas vezes separa um profissional bem sucedido do resto. É claro que o cliente vai sempre preferir trabalhar com fornecedores que tenham um mínimo de responsabilidade.
6) Tente ser uma pessoa melhor e seja amigo da natureza. Hahahah. É sério! Temos que ser mais responsáveis com o mundo no qual vivemos, tanto com os outros seres humanos como com a própria natureza. O verdadeiro bom design é acima de tudo racional.
7) Seja sincero com você mesmo e com os seus clientes. As vezes a melhor opção é negar um trabalho.
Viva as regras para depois quebrá-las. Yo, isso é óbvio, né? Mas vale a pena falar.
9) Tem gente que usa o fato de estarmos em Recife como desculpa para seu fracasso. Fique longe dessas pessoas. Se Londres e Nova York são a nova Roma, onde fica Recife no mapa? Hahah, estamos sim loooonge do centro. Mas é sempre bom lembrar que Napoleão nasceu na Córsica e saiu de lá para o trono em Paris (a história não é bem assim, mas serve pra ilustrar). É nos subúrbios do mundo que são feitas as melhores músicas.
A história de Local x Universal é massa também. Temos que aprender a usar o que temos de melhor a nosso favor.
10) Contatos. Mantenha uma boa rede de contatos. Atrás dos computadores existem seres humanos. Lembre-se disso ao falar pelo MSN e mandar e-mails. Nada supera um bom aperto de mão e o olho-no-olho, mas podemos tentar “humanizar” as nossas conversas eletrônicas.
Daniel Edmundson é designer, ilustrador prescription drugs online without prescription e sócio da mooz.
02.

Diego Piovesan Medeiros – Diretor de arte
Estude, questione, se atualize.
Se você quer fazer diferença mais pra frente não pare de estudar, ler, trocar idéias, saber escutar os outros, e correr atrás da informação. O mercado valoriza quem tem sede de conhecimento, tem organização e responsabilidades. Quando você estiver frente a frente com um problema, possuindo uma bagagem de conteúdo, você encontrará a solução mais rapidamente.
Ser curioso é o primeiro grande passo para o conhecimento.
Quando estamos começando muitas dúvidas rondam nossas cabeças, mas uma certeza existe: não parar de estudar e se atualizar. O mundo muda muito rapidamente, a tecnologia muda, as tendências mudam, e saber acompanhar tudo isso te ajudará muito nesse caminho nebuloso.
Saiba escutar. Aquele ditado que fala que temos dois ouvidos para escutar e uma boca para falar é fundamental para quem quer aprender. Quando está começando, humildade é impotantíssimo, saber ouvir e respeitar os profissionais mais experientes é simplesmente mostrar que você tem educação e está interessado em evoluir. Afinal, no começo da carreira você não é nada, ainda!
Dentro da área de direção de arte, existem muitos profissionais excelentes na utilização das ferramentas, dominam photoshop, ilustrator, indesign. Mas o grande problema é como usar tudo isso para solucionar o problema do meu cliente. Esse feeling só vem com muito treino e muita pesquisa, errando, trabalhando, testando, como falei acima, sendo curioso e tendo uma bagagem cultural. Saber a ferramenta é importante, até porque se você fosse pedir um emprego numa empresa de transportes, você teria que saber dirigir caminhão. Mas dentro do nosso mundo da criação prublicitária isso é apenas uma das armas, a mente criativa nunca será substituída pela máquina e a força de seu lápis tem mais valor que o atalho do photoshop.
Para finalizar, tenha objetivos grandiosos para sua carreira e trabalhe para que isso aconteça. Uma vez escutei um ditado que dizia mais ou menos assim: “mire sempre na lua, o mínimo que pode acontecer é você atingir uma estrela”. Quando pensamos e sonhamos alto, acreditando e trabalhando pra isso, as coisas acontecem.
O mercado está sempre de braços abertos para bons profissionais.
E se caso fecharem as portas da oportunidade pra você, crie uma.
Vai lá e arrasa! Sucesso sempre.
Diego Piovesan Medeiros é diretor de arte, professor e colaborador do Massa Cultural, portanto ele perdeu o direito de participar dos comentários dos posts. =D
03.

Eduardo Cuducos – Designer
É tanta coisa que a gente aprende quando começa a trabalhar que é difícil priorizar uma, ou parte, delas. Mas vejo no saber dizer “não” um valor enorme. E isso não vale somente para aquelas pessoas que tem
dificuldade em dizer “não”; mesmo os que não têm problemas para negar alguma coisa aos outros, podem aprender as dezenas de formas que temos para responder com um “não”. O “não” é tão importante, que resolvi falar dele. É sabendo utilizá-lo bem que conseguimos manter nossos princípios morais e éticos, manter nossas vidas pessoais seguras em relação à correria do dia a dia; mas também é por empregá-lo de uma maneira conveniente que conseguimos, além disso tudo, manter as portas abertas e crescer no campo profissional.
Para aqueles que tem medo de dizer não, é muito importante deixar esse sentimento de lado. Se acostume, pois qualquer hora todo mundo tem que impor seus limites, seja para o chefe, para o cliente, para o colega de trabalho. Dito disso, é importante reconhecer as fontes que justificam um “não”: pode ser uma opção profissional, como um problema específico em relação a prazo, material ou conceito que faça com que você não acredite mais no que irá fazer; pode ser uma escolha pautada em valores morais, como por exemplo o batido caso de não trabalhar para empresa de cigarros; mas também podemos ter motivos emocionais,
como você não ir com a cara daquele trabalho ou daquele cliente, ou simplesmente você ter outros planos sobre o que fazer no próximo feriado prolongado. Em todos esses casos temos uma opção a tomar e, se na balança íntima de cada um o “não” soar melhor, é bom valorizá-lo. Como é uma escolha, podemos ter coisas boas e, é claro, coisas ruins também em nossas decisões. Essas coisas ruins é que normalmente diferem um “não” teimoso e infantil de um “não” firme e profissional.
Assim, não ter medo de dizer “não”, saber dialogar para tentar deixar clara sua escolha (e suas justificativas, quando convir), e saber responder algo além do “não” (normalmente para não deixar ninguém na mão), é um bom caminho para o mundo profissional: mantém portas abertas, faz crescer e ainda coloca tijolinhos para se proteger do estressante e exigente mundo do trabalho.
Eduardo Cuducos é designer e está fazendo mestrado em Sociologia Política
04.

Henrique Nardi – Designer
Esqueça as aulas de software e preste atenção nas de desenho, teoria da cor, semiótica, história da arte… fotografia também (e tipografia, claro). São esses os conteúdos fundamentais que costumam fazer mais falta lá na frente.
Aproveite os trabalhos das inúmeras disciplinas para começar a montar um portfolio. Faça disso um hábito. Não deixe pro último semestre ou pro fim de semana antes da entrevista de emprego.
Escolha bem o estágio, de preferência um que lhe permita aprender sobre o dia a dia da profissão, desenvolver habilidades complementares… pra não virar mão-de-obra barata por seis meses a troco de (quase) nada.
O período de faculdade é ótimo para se formar/ampliar sua rede de contatos. Você está estudando ao lado de futuros parceiros e fornecedores.
Nem tudo se aprende em sala de aula: não deixe de frequentar os encontros de design!!
E por fim: não existe curso perfeito. Sejam quais forem as deficiências, não fique resmungando: faça parte da solução!
Henrique Nardi, é designer, professor, tem banda de rock e organiza há 6 anos o projeto “Tipocracia – estado tipográfico”
05.

Marlon Tenório – Ilustrador
A dica que eu daria para quem está começando tem mais a ver com uma postura, com o desenvolvimento de um hábito: invista na sua disciplina e perseverança tanto (ou mais até!) quanto você investe em cursos e treinamentos. Pois certificado nenhum vai torná-lo bom no que você faz e sim o seu esforço e compromisso consigo mesmo. Talvez esta dica vá além da carreira que se escolhe, acho que vale para a vida…
Como ilustrador iniciante, você não é conhecido e tampouco as pessoas lhe conhecem e vão contratar seus serviços. Essa corrente precisa ser quebrada de alguma forma. Se você é estudante de faculdade, comece a encarar seus professores como “clientes”, seus trabalhos escolares como “jobs”, suas notas como “pagamentos”. Isto vai ajudar no amadurecimento de uma postura mais profissional dentro de um local onde é mais fácil errar. Se seu trabalho não agrada o “cliente-professor”, na próxima unidade você não corre o risco de perdê-lo. Haverá uma nova chance de conquistá-lo e esta “colher de chá” nem sempre acontece no “mundo real”, onde prazos são apertados, cialis daily 5mg a grana é curta e os clientes precisam ser garimpados.
Uma coisa que me ajudou muito na carreira foi participar de salões de humor, para desenvolver técnica, aprender a ganhar e a perder e ainda poder embolsar uma grana extra. Nestes concursos você tem mais liberdade de criação, não tem um “briefing” fechado ou cliente exigindo demais. Se tem prós, também tem contras, como o fato de você investir horas num desenho e ele não ser premiado, mas o seu ganho também vem na forma de aprendizado, de treino, de exercício. Infelizmente se o humor não for a sua, o Brasil não conta com outros concursos para desenvolver talentos, mas sempre pinta coisas como concursos para mascotes, estampas para camisas, dentre outros. Não faça disso sua única prática, mesmo porque alguns desses concursos podem-se mostrar como “roubadas”, mas vale a pena pesquisar e arriscar um pouco. Outra alternativa é investir em trabalhos pessoais. Crie seus próprios clientes-virtuais, não espere que o cliente-real venha até você. E divulgue-se. Abra uma conta no Flickr, monte um blog, um site, inscreva-se no twitter, integre as ferramentas, use seu Orkut para linkar trabalhos, mostre-se no linkedin ou em qualquer outra rede social. É pra isso que essas ferramentas “internéticas” servem. Fale da sua vida pessoal, das bobagens, do cotidiano, mas mostre o que você faz também!
E se tá difícil sobreviver no começo como ilustrador, como designer, como qualquer coisa mais artísitica, faça como alguns super-heróis: tenha um trabalho estável num turno e pratique num outro. Não se acomode com a grana fácil e quando se sentir seguro para alçar voo, lance-se. O pior que pode acontecer é você dar com a cara no chão, mas dá pra levantar, tirar o pó e arriscar novamente… Foi isso o que eu fiz!
Marlon Tenório – ilustrador, cartunista, quadrinista, animador, designer… não necessariamente nesta ordem. Atualmente ilustra para o portal Globo.com, faz quadrinhos nas horas vagas e vive arranjando alguma sarna pra se coçar, ops, desenhar!
06.

Philippe – Publicitário
Antes mesmo de começar em qualquer coisa, deve-se fazer uma análise profunda da escolha. Diminuir ao máximo a possibilidade de querer voltar atrás. Eu não sou o senhor da verdade, mas uma diquinha ou outra sobre como iniciar na área de criação publicitária e ilustração eu posso dar.
Pergunte ao coração:
A primeira coisa a fazer é ouvir sua própria vontade.
Você realmente quer exercer essa profissão?
Passar uma boa parte da sua vida fazendo isso? E com prazer?
Ah! Sim, o prazer.
Tenha prazer em fazer:
Você já sentiu a satisfação de criar algo?
Já experimentou a sensação de não ver a hora passar quando está criando? Você gosta de surpreender os outros resolvendo problemas de maneira criativa?
Você é persistente no que quer ao ponto de saber lidar com a frustração?
É meu amigo…
A frustração:
“Frustração é uma emoção que ocorre nas situações em que algo impede que se alcance um objetivo pessoal. Quanto mais importante for o objetivo, maior será a frustração. É comparável à raiva.” (Wikipédia).
Seja bem-vindo ao mundo mágico da frustração.
Tanto para quem está começando quanto para quem está há muito tempo nesta jornada, o sentimento de frustração sempre vai andar ao seu lado.
Nossa profissão lida com o intangível, o imensurável, o subjetivo, variando de mente para mente e com o objetivo de agradar e seduzir os outros. Não raro, a idéia do cliente é a que prevalece e, se você não curte isso, então vá pintar quadros e viver de arte (isso se você souber pintar quadros).
Comunicação é assim.
Por isso, não basta saber fazer, tem que saber argumentar, e para argumentar e fazer tem que ter conhecimento.
Conhecimento VS a filha do cliente:
Ta bom! Você é um cabeça-dura que insiste em entrar nessa área.
Então vá estudar!
Leia de tudo, assista a tudo, escute tudo, faça quase tudo (usei o quase porque sempre tem uma mente maliciosa que pensa besteira).
Somente com uma bagagem extraordinária você será páreo para confrontar a opinião da “filha cuti-cuti – que só gosta rosa – do cliente”.
Se você não for capaz de executar o trabalho bem feito e com base em conhecimento de causa, dará margem para alguém meter o “dedão da alteração”. E isso é o que você não vai querer que aconteça, apesar de que é muito importante ouvir o que os outros tem a dizer.
Ouvidos da humildade:
Tenha sempre em mente que a partir do momento em que você acha que já sabe tudo, você não aprende mais nada.
É muito importante saber ouvir e saber perguntar muito.
O ideal é criar algo a partir de um bom briefing. Acontece que bons briefings estão em extinção. A moda agora é o JOB TWITTER (não passa de 140 caracteres).
Logo, (quase) toda contribuição é muito bem-vinda.
Ouça a todos, avalie tudo o que lhe falarem, pondere, absorva.
Deixe o estrelismo em comunicação lá nos anos 90.
Aprenda a fazer parte de uma equipe, de uma dupla, a trabalhar muitas vezes em conjunto com o cliente. Afinal, ele conhece mais do negócio dele do que você.
Respeite quem sabe das coisas, mas não deixe de perguntar o porque dessas coisas.
Tenha ídolos:
É importante você ter um norte na sua carreira, e nada melhor para um jovem padawan que observar alguém que já está onde você pretende chegar. Se possível, tenha muitos ídolos e fique por dentro do que eles estão fazendo e como estão fazendo.
Não se esqueça: pergunte.
No máximo, você vai ouvir um “não conto”. Mas, em tempos de internet, o que não falta é informação disponível para quem quer realmente aprender.
Utilize toda a informação adquirida para alcançar o objetivo a que se propõe.
Para isso é preciso tentar muitas vezes.
Treine:
O Rocky Balboa apanhava pacas, mas agüentava o repuxo porque treinava muito. Foi na persistência que ele conseguiu o que queria, inclusive a admiração de seus adversários.
Então, treine muito, seja teimoso, obstinado.
Se cair 1000 vezes levante 1001.
Lembre que o fantasma da frustração está só esperando um vacilo seu. Não se apegue aos problemas e sim às soluções.
Eu acho que me prolonguei demais. Mas, assim como me ajudaram quando comecei, me sinto muito feliz em ajudar quem está começando. Agora, me dêem licença que tenho que terminar vários Jobs para ontem.
Philippe Costa Alexandrino, 26 anos, sócio-Diretor, diretor de criação e diretor de arte da agência UP Comunicação de Marca e ilustrador nas horas vagas.
07.

Raul Krebs – Fotógrafo
Em fotografia, a minha principal dica é olhar e estudar arte – pintura, escultura, fotografia, ilustração.
De qualquer escola, estilo e época. Começando pelos mais clássicos e vindo até os mais contemporâneos.
E quando falo em olhar, não é aquele olhar desinteressado e desatento, comum aos estudantes de
hoje. Mas um olhar perspicaz, atento aos detalhes, história, técnica, resultado, estilo, luz, enquadramento,
composição e outros elementos fundamentais pra contrução de imagens.
Desse jeito o fotógrafo iniciante vai treinando o olhar e colecionando referências.
Outras dicas básicas são:
- ter uma postura pessoal e ética, tanto em aula quanto no trabalho;
- ter cuidado com a apresentação do seu trabalho/portfólio (sennao, quem vai respeitar o teu trabalho?);
- buscar um estilo através de referências e prática;
- compartilhar conhecimento;
- fotografar sempre.
Raul Krebs, fotógrafo profissional e professor na ESPM-RS.
E ai depois de tudo isso o que você tem a dizer? Deixe sua opinião nos comentários… A gente vai adorar ampliar a nossa gama com a sua resposta! Que dicas você daria pra quem está começando? Conta pra gente seus segredos… A equipe massa também brinca, e sempre deixa suas opiniões ali nos comentários =)
7×1 é um post que propõe uma visão Muito Massa de sete cidadãos
“dedocraticamente” eleitos para responderem uma questão existencial pré-definida pela Equipe do Massa. O objetivo é catar a opinião de pessoas de diferentes áreas sobre um mesmo assunto, compará-las e fazer aquela Massa com sustância criativa!
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Chocolate aqui no massa! GOOOOLLLL
Sim, seção fresquinha no massa cultural!
Agora você vai poder sabe o que as mentes pensantes por aí pensam de coisas que todo mundo gostaria de saber…
Aquelas questões existências que perturbam as mentes que buscam sustância criativa vão estar por aqui! Para ampliar horizontes e estimular a discussão, a gente sempre vai trazer sete respostas de sete pessoas “massa” para aquele tipo de pergunta “ser ou não ser eis a questão?”
Pra inaugurar a brincadeira a pergunta é:
Como estimular a criatividade?
Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigada Anelise, Gutenberg, Helene, Lu, Nathalie, Sérgio, e Wagner… vocês são massa!!! ilustrações da dona Geovana)
01.
Nosso grau de criatividade se dá pela diversidade de combinações que conseguimos elaborar entre os mais diferentes elementos, sejam objetos, situações, cores, cheiros ou texturas. Assim sendo, quanto maior nosso repertório, maior são as possibilidades de combinações. Para isso devemos nos permitir arriscar um pouco, inverter a ordem das coisas, pegar o ônibus trocado, andar a pé por ruas que não conhecemos, ligar a tv nos horários e canais mais inusitados, viajar, conversar com pessoas com quem geralmente não conversamos, pedir a pizza de um sabor diferente, trocar o lugar dos móveis de casa, fazendo disso, por fim, um constante exercício.
Anelise Zimmermann é professora no Curso de Design da UDESC, ilustradora e designer, e sonha ainda em ser atriz de novela mexicana…rsrs
02.
Todos nós somos criativos em potencial e isto a gente percebe no mais cotidiano de nossos dias. Mas o que diferenciaria uma pessoa normal, cotidiana, o cara que você vê todo dia no espelho, de um gênio? O que diferenciaria um john, de um Lennon? Um igor, de um Stravinsky? Um jackson, de um Pollock? Um paulo, de um Leminski? Um fernando, de um Pessoa?
E eu vos respondo: o TESÃO.
Aquele mesmo tesão responsável por encher regiões pobres do planeta de crianças abandonadas, magras, sedentas de fome e de oportunidades é o mesmo responsável por nutrir os gênios. A diferença é que o Tesão dos gênios não é canalizado apenas para o sexo, mas para a linguagem, para a arte, para a sua arte.
É impossível não ficar excitado ao ouvir um Astor Piazzola tocar Adios Nonino; impossível não morrer de tesão assistindo ao Det sjunde inseglet de Ingmar Bergman; impossível não gozar ao ler a palavra dansa – errada nos dicionários – e “conscertada” por Guimarães Rosa.
Impossível!
Inimaginável!
E isso se dá porque há tanto tesão no autor, quanto em você, cara pálida, simples leitor. Afinal, somos todos criativos em potencial.
Estimular a criatividade é estimular o tesão que todos nós carregamos dentro de nós. Mas cuidado! Não é um simples ato fornicatório que vai fazer de você um gênio, Rita Cadillac que o diga. É o tesão que você sente pelas coisas que você se propõe a fazer. O Paulo, não um paulo qualquer, mas o Leminski nos disse que “poesia está longe de ser a coisa mais importante do mundo; mas para que faz, tem que ser.”
E você tá esperando o quê?
Baixe a cueca da sua arte e vá viver em tesão pleno, vá gozar (n)a vida!
Gutemberg Geraldes é poeta, professor, publicitário e doutorando em ciências da linguagem pela UNISUL.
03.
Este estímulo deve ocorrer de forma involuntária para não encarcerarmos a imaginação, mas tem atitudes fundamentais: Um criador deve estar atento ao que se produz em artes visuais, literatura, cinema, música, teatro, design, propagandas, artistas de rua, circo, ele deve perseguir o inusitado, o incomum, o impensável. Deve ser alguém disposto a ver, e para isso necessita desacelerar. O olhar que contempla abre acesso ao lado reflexivo do pensamento, iniciam aí as associações, os cruzamentos entre o que se vê, o que se sabe e o que carregamos de bagagem de vida, pois nossas experiências contribuem muito. E por fim, não há melhor exercício de busca do novo que o desenho, espaço aberto ao impensável que falei acima.
Helene Sacco – Artista plástica e Prfª Msc. em Artes visuais
04.
buy medicine online alt=”lu” width=”200″ height=”168″ />Tema complicado, principalmente no tão conhecido momento da “folha em branco”, quando qualquer idéia resolve fugir pela janela. O que eu geralmente faço é me informar antes de começar qualquer trabalho. A informação é à base de tudo!!! Informação visual e conceitual. Busco muitas referências, tento mergulhar no universo que tenho que representar e, a partir disso, provar sem medo – e provar muuuito! Sei cialis soft tabs vs cialis que nesse mercado, impera a lei do “fast food” em que todo job tem que ser feito pra ontem. Mas é importante – e diria muuuuuuuuuuuuuuito importante – que antes de botar a mão na massa =), separe um tempinho só para se bombardear de informação.
Lu Bicalho é designer e ilustradora, atualmente trabalha na Webar Interactive na Argentina.
05.
Fuja do seu objetivo. Sim, isso mesmo. Se você precisa ilustrar um artigo comportamental, por exemplo, o ideal é não procurar referências em revistas e jornais. Parece meio ‘nonsense’ a princípio, mas se nos prendermos à mídia e ao tipo de criação nada será obtido, apenas mais do mesmo.
Use o seu sexto sentido (meninos, vocês também o têm, acreditem). Repare na tomada que parece um rosto feliz, nas gotinhas que apostam corrida no vidro do carro, nas cores da rua e você não vai ter que se preocupar em pensar na grande idéia. Ela já estará dentro da sua mente, em pleno processo de criação.
Nathalie Folco é repórter e redatora da revista Computer Arts/Computer Arts Projects da Editora Europa.
06.
Gostei da iniciativa.
Quanto ao assunto em questão: A criatividade ou capacidade de criar é um atributo exclusivo do ser humano, presente divino, o que há em nós de mais semelhante a Ele.
Eu estimulo a minha, lendo e vendo muita variedade de assuntos para poder fazer conexões. Também tenho um posicionamento frente aos obstáculos: nunca contorná-los, sempre achar um meio de resolvê-lo. Tudo que existe pode ser melhorado e todo o problema tem solução. É daí que surgem as invenções que nada mais são que soluções criativas.
Sérgio Honorato – Artista plástico e fotógrafo
07.
Acredito que a inspiração é o primeiro passo para estimular a criatividade, mas ela não surge de uma luz divina que recebemos de um ser superior. Todas as pessoas criativas que conheço são extremamente informadas e contextualizadas em sua dimensão profissional. O criativo é curioso por natureza. Faz por vontade própria, acha o estimulo dentro e fora de si, não tendo uma ordem para que se tenha luz em um exato momento. Existem inúmeras receitas para o estímulo criativo, Walt Disney disse certa vez que Criatividade é como ginástica: quanto mais se exercita, mais forte fica, uma forma de pensar bastante interessante. Na minha visão e, baseado na minha curta, mas proveitosa experiência profissional e pessoal, acredito que a receita está ao nosso redor. Ler, se informar, se atualizar, tentar compreender a visão oposta, ter a humildade de reconhecer trabalhos até de nossos concorrentes, respirar, pois só vivos e ativos nesse mercado sufocante é que vamos conseguir fazer que as coisas aconteçam. Mas cuidado, é preciso se manter sempre no estilo “1% de inspiração e 99% de transpiração”.
Wagner Alves, 20 anos, Diretor de Arte/Designer
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