7×1 – Qual é o lado bom e o lado ruim de ser freelancer?

Essa é pra todas aqueles que querem decidir o rumo das suas carreiras:

Qual é o lado bom e o lado ruim de ser freelancer?

Segue as respostas abaixo! (Ah, obrigado Alice, Carol, Douglas, Eduardo, Juliana, Leandro e Thiago… vocês são massa!!!)

01.

O Melhor de ser freelancer é fazer o próprio horário. No meu caso, especialmente no verão, sou uma freelancer bem feliz. Escolho sempre ir a praia no período da tarde e trabalho toda a madrugada. Adoro poder escolher tirar uma segunda feira livre (ao buying cialis online invés de um domingo que sempre tem um gostinho estranho no final do dia) e curtir os lugares vazios só pra mim enquanto sei que todos estão trabalhando dentro de um lugar fechado!
O pior é não ter carga horária ou salário fixo. Como freelancer quando vou pra casa, o trabalho está junto comigo. Infelizmente, o telefone funciona além do horário comercial. O volume de trabalho varia a cada mês e não sei precisamente quanto vou ganhar. Freelancer precisa estar sempre correndo atrás pra garantir uma média boa de trabalho/$ por mês.
Ainda assim, morando em Floripa, a praia vale a pena!
Alice Linck, fotógrafa e designer – www.alicelinck.com.br

02.

Sou freelancer fulltime há poucos meses, mas uma das coisas que estou mais gostando no momento é a praticidade de trabalhar no formato home office. As horas que eu antigamente perdia no trânsito, dentro do carro ou do ônibus, agora são aproveitadas de formas mais produtivas, convertidas em qualidade de vida. Essa liberdade de horários também facilita bastante a programação de viagens, cursos e estudos, atividades que eu considero fundamentais.
Um ponto negativo de ser freelancer, e que estou tendo dificuldades para me adaptar, é ter que exercer muitas funções ao mesmo tempo: atendimento, prospecção, coordenação, secretária… Muitas vezes nessa confusão de papéis sobra pouco tempo para minhas funções principais, design gráfico e ilustração. Sem contar que nem sempre o freelancer é bom nessas outras tarefas, ou gosta de exercê-las.
Outro lado negativo para mim é trabalhar sozinha, não ter alguém por perto para conversar, trocar idéias, tirar dúvidas e aprender. Esta é a parte que estou achando mais desafiadora, pois sempre gostei muito de interagir com meus colegas de estúdio.
Carol Rivello, designer e ilustradora – www.carolrivello.com

03.

Na minha opinião,o melhor de se trabalhar como freelancer, é poder fazer o próprio horário e não se sujeitar ao trânsito diariamente.Ter sempre uma variedade de trabalhos e clientes ajuda a não se sentir preso e limitado por um determinado nicho de atuação,algo que acaba sempre provocando nossa evolução como artistas,uma vez que sempre temos que aprender coisas novas a cada novo desafio.A liberdade de poder sair no meio do “expediente” para assistir um filme no cinema ou praticar desenho de observação no Zoológico também é uma recompensa e tanto.
Já a pior parte é não poder contar com um décimo terceiro salário e férias como a maioria dos profissionais,e ter que administrar sua própria empresa,cuidando da parte burocrática relativa a contratos,impostos,contador e etc, algo que nenhum dos artistas que conheço aprecia e acaba tomando muito do nosso tempo.
Prospecção de novos clientes, as crises e oscilações da economia passam a ser uma preocupação sua, e não da empresa para a qual você trabalha quando se é um funcionário.
Douglas Ferreira,ilustrador e animador,37 anos – www.douglasferreira.com

04.

Sempre que me perguntam sobre como é a vida de freelancer eu começo a resposta com a palavra “instável”. Pelo menos comigo funciona assim. E nem sempre é apenas financeiramente.
Sou freelancer desde 2008. Antes eu trabalhava como diretor de arte em uma agência local e resolvi sair por dois motivos: queria ganhar mais e poder alçar voos maiores. Comecei a sentir que não evoluía mais onde estava trabalhando e resolvi arriscar na vida dos freelas.
Como qualquer outra coisa na vida, ser freelancer tem seus prós e contras, inclusive nos próprios prós têm contras e vice-versa. Não entendeu? Calma, eu explico com uns exemplos:
Não ter chefe – Isso é um pró ou um contra? Pra mim é um ponto a favor, porque assim posso lidar com todos os processos do projeto, participo de mais etapas e aprendo mais. Mas tem gente que precisa de um auxílio, de uma liderança, seja pra falar com o cliente ou até mesmo por questões disciplinares. Sem um chefe, você precisa se policiar mais, ser rigoroso com você mesmo.
Fazer seu próprio horario – Outro ponto que a disciplina torna-se indispensável. As vezes me dou ao luxo de assistir uma partida da Champions League, no sofá, tomando Coca e comendo chocolate, às 16h. Talvez fazendo isso eu precise trabalhar mais a noite, mas é uma flexibilidade que posso e gosto de ter.
Conversar diretamente com o cliente – Dependendo do cliente, pode ser legal, pode ser um grande aprendizado. Só é ruim quando o cliente não entende muito bem do que quer, não possui um briefing e aí você precisa fazer o papel de atendimento. Eu não gosto, mas sou obrigado a fazer.
Solidão – No meu caso, trabalho em casa. É gostoso, mas às vezes sinto falta de trabalhar em equipe, poder trocar ideias e conversar com as pessoas.
Fama de desempregado – Pra algumas pessoas, ser freelancer é sinônimo de desemprego. Não é, mas tem sim gente que acha você só trabalha por conta porque não consegue um emprego fixo.
Poder trabalhar de pijamas – Isso pra mim nunca foi vantagem. Confesso que, no começo, achei que pudesse trabalhar com o conforto dos meus pijamas, mas não funcionou na prática. Eu preciso tomar banho, trocar de roupa, colocar cinto e tênis, senão eu não funciono.
Pra finalizar, algumas dicas para quem quer se aventurar no mundo freelancer: seja disciplinado, cumpra seus prazos, cobre um valor justo pelo seu trabalho e seja profissional, trate seus clientes com respeito e exija o mesmo.
Eduardo Duccigne, designer de interface e diretor de arte – www.ilusorium.net

05.

Bom, acho que como toda escolha, ser freelancer também tem dois lados, um bom e outro ruim.
Começando pelo lado que considero “negativo”, acho que, na minha concepção, o que complica um pouco a vida de freelancer é a questão de receita variável, de muitas vezes não termos certeza se o projeto terá continuidade, se o cliente irá pagar como combinado – o medo do tão fadado calote. Outro aspecto que complica, mas nada que uma boa disciplina não ajude, é a questão de trabalhar em casa, de não ter ninguém cobrando e a responsabilidade com o cliente porque, nesse caso, não existe um chefe intermediário, a responsabilidade é só nossa. Ter disciplina pra ter horários de trabalho, prazos, lidar diretamente com fornecedores, pode ser um pouco complicado caso o freelancer não saiba tomar ações em várias áreas distintas além da criação. Algumas pessoas também acham que a questão de isolamento, de não ter companheiros, pode ser prejudicial pois sentem falta de trocar idéias e informações com outros profissionais (nesse caso eu sempre me mantenho conectada ao msn e troco idéias online mesmo, e ajuda bastante!).
Bom, o lado positivo, pra mim, é bem mais importante, lógico! A nossa linha de profissão – que eu prefiro classificar como “criativos” pois se encaixa para designers de todos os tipos, redatores, publicitários e por aí vai – tem, ao meu ver, um sério problema para se enquadrar ao modelo, ainda antigo, de trabalho que temos implantado no país. Muitas empresas ainda precisam da presença física da pessoa no ambiente de trabalho, o bater ponto, ter alguém sempre cobrando, ter a relação empregado-patrão muito exacerbada etc etc e etc… só que, como trabalhamos com criação, dependendo do profissional, esse tipo de ambiente é prejudicial pois certas regras não se encaixam quando se cria. Infelizmente, às vezes, não estamos inspirados naquelas exatas 8 horas de trabalho e não podemos sair, ler um livro, relaxar a mente pra que se consiga enfim, criar algo. E nesse meio tempo, existe a cobrança intermitente e ai acabamos fazendo qualquer coisa para entregar e aí surge uma certa frustração pois se sabe que poderia ter feito um trabalho bem melhor.
Relacionando isso ao fato de se trabalhar em casa, claro que existem todas essas exigências, mas nesse caso, a flexibilidade de tempo, ou seja, não preciso bater ponto as 8 da manhã e sim poder começar a trabalhar as 11 horas por exemplo, pode facilitar o processo criativo. Acho que a sensação de você ter uma liberdade maior de tempo ajuda muito no desenvolvimento das idéias. Fora que, sempre achei errado mas, enquanto você esta no trabalho formal parece que sua vida tem que parar, você não pode resolver problemas, tem sempre que inventar alguma desculpa para ir a um médico ou a um banco… e como freelancer, sabendo dividir bem as horas do dia, pode se fazer tudo isso e ainda desenvolver um bom trabalho. Afinal de contas, hoje em dia temos a tecnologia a nosso favor, que nos ajuda e muito a ganharmos tempo, ainda mais em São Paulo, onde metade da sua semana termina perdida no trânsito. Fora isso, ainda existe a possibilidade de escolher melhor os projetos, não tendo que fazer tudo que seu chefe manda! hehehehe
Resumindo um pouco essa ópera, eu acho muito mais produtivo se trabalhar como freelancer (e nesse caso pode-se trabalhar com outras colaboradores também) pois ter a sensação de domínio da sua própria vida e do seu próprio tempo, retira muitas cobranças e pesos dos ombros nos tornando assim, profissionais realmente criativos. Mas pra isso é necessário, sem sombra de dúvidas, experimentar o mercado em agências e escritórios, agregar experiência e aí sim, cada um sente o que se encaixa melhor no seu estilo de vida. Afinal, somos designers e a profissão é uma parcela da nossa vida, que deve ser ótima em todos os aspectos e não só de um lado. Saber balancear as atividades profissionais com as pessoais é fundamental para sermos ótimos “criativos” e indivíduos e nisso, para mim, a vida de freelancer é perfeita!
Juliana G. Morozowski, designer e diretora de arte – www.behance.net/jmorova

06.

Trabalhar como freelancer tem seus extremos. O objetivo maior de pegar trabalhos não vinculados a uma agência ou escritório de design é ter autonomia para se criar uma peça ou campanha, onde o contato direto com o cliente ajuda no desenvolvimento dos jobs havendo muitas vezes uma produtividade maior, além ter a certeza de que 100% do valor passado será embolsado. Mesmo assim alguns clientes “freela” são uma pedra no sapato, pois não só acham que sabem desenvolver algo como querem fechar o valor sempre depois, onde muitas vezes desvalorizam o trabalho produzido. Outra parte ruim é a falta de tempo, que faz com que o profissional que opta pelo PF (por fora) perca muitas noites de sono.
Leandro Cachoeira, diretor de arte – leandrocachoeira.wordpress.com

07.

Acredito que antes de definir prós e contras de ser freelancer, o designer tem que definir e saber em qual metodologia e estilo de rotina de trabalho que ele mais se encaixa. Sendo em primeira vista sucinto, alguém que tem um rotina mais regrada verá mais contras do que prós de se trabalhar como freelancer, e quem não possui uma rotina provavelmente verá maior facilidade de trabalhar com freelas.
Enumerando as vantagens de se trabalhar como freelancer, em primeiro lugar destacaria a maleabilidade de horário. O fato de você não ter horário fixo, faz com que você monte seu cronograma de freelas. Você pode estar numa plena terça-feira, 3 horas da tarde e caminhando no ibirapuera, porém na madrugada você pode estar dentro de uma agência virando a noite pra entregar o layout pronto na primeira hora do dia. Outra facilidade é a questão do network, conforme você vai pegando freelas e vai “pingando” em várias agências, se você tiver um projeto bom, com certeza a agência confia em você pra que sempre apareça uma oportunidade ela lembre de você, e isso faz com que você fique conhecido no mercado e no meio profissional em quem você vive, então com facilidade você vai adquirindo “renome” no mercado. E isso te dá bagagem para que num curto período, você possa abrir sua própria empresa. Isso te remete a independência total, você poder ter a sua empresa com seus clientes onde você aplica a sua metodologia. Outra vantagem que está aliado a isso é referência e experiencia. E bom para todo designer beber de várias fontes.
Como desvantagem, assim como citei acima que é uma vantagem você montar seu cronograma, e você pode numa terça-feira, estar passeando, tem seu lado ruim, que é o fato de você ficar uns finais de semana preso dentro de uma agência, e isso que eu digo não é um caso a parte, e sim uma realidade. Outro revés, é a questão financeira. O fato de você não ter uma renda fixa, faz com que você tenha uma planejamento melhor do seu capital. Pois pode ter meses que você ganhe até 5x mais do que a média q você tem por mês, porém, pode ter fases de “vacas magras”. Aí é administração financeira de saber lidar com essa situação.
Para concluir, sou muito favorável a vida de freelancer, que proporciona a pessoa um processo mais acelerado de independência. Porém acho válido em algum momento da sua carreira profissional, vc passar um período em um lugar fixo, pois existe uma possibilidade muito grande, de ficando só como freelancer é você quem decide as diretrizes do projeto, e em um lugar fixo, existe alguem superior a você, que pode agregar valor no seu projeto de criação. Como experiência pessoal atualmente eu trabalho em uma agência, e também, trabalho como freela, se for interpretar o trabalho fixo é a segurança e os trabalhos de freela é onde eu posso dar os vôos um pouco mais altos. ;)
Thiago Marti – designer gráfico e diretor de arte – www.thiagomarti.com.br

E ai depois de tudo isso o que você tem a dizer? Deixe sua opinião nos comentários… A gente vai adorar ampliar a nossa gama com a sua resposta! Qual é o lado bom e o lado ruim Cheap Alli Online Without Prescription de ser freelancer?

7×1 é um post que propõe uma visão Muito Massa de sete cidadãos
“dedocraticamente” eleitos para responderem uma questão existencial pré-definida pela Equipe do Massa. O objetivo é catar a opinião de pessoas de diferentes áreas sobre um mesmo assunto, compará-las e fazer aquela Massa com sustância criativa!

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6 comments so far

  1. Ótimas opiniões. A união dos comentários do Eduardo Duccigne e da Carol Rivello resultam na minha situação: controle maior sobre as etapas do projeto, a busca por evolução constante, a vantagem sobre o controle dos próprios horários e o “susto” que é exercer várias funções ao mesmo tempo(atendimento, prospecção, coordenação etc). A instabilidade no volume de trabalho e no $$ alcançado no final do mês, além da maior vulnerabilidade à calotes e inúmeras respostas “não” à orçamentos justos, são fatores bastante negativos e despreparo do freelancer frente a essas situações pode lhe render belas dores de cabeça. Se me permitem, gostaria de reforçar o texto com um post que fiz em meu blog há algumas semanas exatamente sobre o assunto: http://www.salciotti.com/2010/04/vida-de-freela/

    maio 10th, 2010
  2. 002 Iara

    Acompanho o blog desde que conheci (já não me lembro quando), porém nunca comentei.
    O trabalho de vocês é muito bom mesmo! Estão de parabéns!
    E referente ao post, eu nunca trabalhei como freela, mas acho uma boa opção, já li muito e me informei sobre o assunto e é uma das minhas opções futuras, até porque ainda sou novata hehe. E foi muito bom conhecer o trabalho e a experiência desse pessoal.

    maio 10th, 2010
  3. Victor, a gente devia ter te conhecido antes e te convidado pra participar do 7×1, isso sim!
    ia ficar 8×1 mas não dava nada! :P
    excelente seu post! Parabéns e obrigada pela contribuição!

    E Iara, obrigada por se revelar… a gente adora conhecer as pessoas que lêem o blog, além disso a gente fica muito feliz em saber que nossos leitores gostam do nosso trabalho!

    Aquele abraço massozo para os dois!!!!
    Carla

    maio 10th, 2010
  4. Cara realmente fiquei com medo agora… Sera que é possivel tocar os dois lados pacificamente para ter uma ideia doque é?
    haha queria saber de algum exemplo de pessoa que saiu da “agencia” e se tornou freela dela mesma… sera que vale apena? sair da agencia que estou para trabalhar por conta para ela? abraço!

    maio 10th, 2010
  5. Oi KamikasiNeo,
    vou falar da minha experiência prática…
    vale a pena sair do seu emprego fixo e trabalhar como freela se você já tiver contatos (seja clientes ou agências, pq você pode fazer freela pra clientes direto ou para agências ou estúdios que necessitem do seu trabalho) ou se você tiver um dinheiro sobrando e quiser experimentar.
    Agora se você tiver gastos fixos e você depende do seu salário para pagar elas, eu sugeriria ficar como empregado e ir pegando freelas para criar uma rede de contatos (o tal networking) para aí sim poder cair somente no mundo do freela.

    O que acontece, como todos os convidados já disseram, é que como freela as vezes não tem trabalho, as vezes tem demais… e se você tiver um gasto fixo mensal, você tem que ser duplamente controlador com o suas finanças se você for apenas freela, sim pq não há garantias e no fim do mês você pode não receber nada ou o cliente atrasar o pagamento…

    Por exemplo, o mês de janeiro e fevereiro é péssimo pra freela, nesses meses sempre tem uma redução de trabalho (e logicamente dinheiro).

    Em resumo, para ser freela, tem estar bem ciente e seguro de como você vai equilibrar as contas…

    maio 10th, 2010

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